Rui Werneck de Capistrano

Se os animais falassem, iriam rir de nós.
Estes grafiteiros querem apenas se fazer de Deus assinando
a obra inteira da Terra.
No Ano-Novo todos nos desejam boas entradas, quando o que queremos
é encontrar uma saída qualquer.
Estou de realidade até o último fio de telefone celular.
O leilão de cargos públicos é pago em rabo preso.
A defesa da honra com unhas e dentes faz a fortuna de salões de beleza
e consultórios odontológicos.
Todos acertam sobre como os outros são — desde que não
se aproximem muito.
O mundo está em decadência e eu em plena ascensão
dentro dele.
O cérebro tem ideias de jerico, mas o corpo é que carrega
a carga.
Em terra de cegos, toupeira é guia.
Macrobiótica, pra mim, é um bife bem grande.
Não tinha onde cair morto — enforcou-se.
Conheço este cara como a palma da minha mão. Epa!
O que é este caroço aqui no dedo?!
Quis fazer voto de pobreza, mas não tive nenhum eleitor.
Quando se tenta agarrar um minuto, lá se foram duas horas.
Quando se tenta agarrar um século, lá se foi a vida.
Teoria é um caminho no pântano, quando se quer é chegar à praia.
No guichê da Viagem no Tempo, Jonas pediu passagem para
as duas horas porque tinha que chegar em casa às três do dia anterior.
 
Rui Werneck de Capistrano não pia, no corruchia nem titila.

Sobre Solda

Luiz Antonio Solda, Itararé (SP), 1952. Cartunista, poeta, publicitário reformado, fundador da Academia Paranaense de Letraset, nefelibata, taquifágico, soníloquo e taxidermista nas horas de folga. Há mais de 40 anos tenta viver em Curitiba. É autor do pleonasmo "Se não for divertido não tem graça". Contato: luizsolda@uol.com.br
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