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Esta entrada foi publicada em Dibujo e marcada com a tag alceu dispor, Cartunista Solda, Don Suelda del Itararé, fiado só amanhã, fui, itararé, não tem de oura cor, nora drenalina, o escambau, orlando pedroso, prof. thimpor, solda, solda cáustico, sorden von itararé, soruda, suelda, tudo em geral, uia. Adicione o link permanente aos seus favoritos.

Lindo… lembrou essa do Quintana.
Velha História
Era uma vez um homem que estava pescando, Maria. Até que apanhou um peixinho! Mas o peixinho era tão pequenininho e inocente, e tinha um azulado tão indescritível nas escamas, que o homem ficou com pena E retirou cuidadosamente o anzol e pincelou com iodo a garganta do coitadinho. Depois guardou-o no bolso traseiro das calças, para que o animalzinho sarasse no quente. E desde então ficaram inseparáveis. Aonde o homem ia, o peixinho o acompanhava a trote, que nem um cachorrinho Pelas calçadas. Pelos elevadores. Pelos cafés. Como era tocante vê-los no “17″ – o homem, grave, de preto, com uma das mãos segurando a xícara de fumegante moca, com a outra lendo o jornal, com a outra fumando, com a outra cuidando do peixinho, enquanto este, silencioso e levemente melancólico, tomava laranjada por um canudinho especial…
Ora, um dia o homem e o peixinho passeavam à margem do rio onde o segundo dos dois fora pescado. E eis que os olhos do primeiro se encheram de lágrimas. E disse o homem ao peixinho:
“Não, não me assiste o direito de te guardar comigo. Por que roubar-te por mais tempo ao carinho do teu pai, da tua mãe, dos teus irmãozinhos, da tua tia solteira? Não, não e não! Volta para o seio da tua família. E viva eu cá na terra sempre triste!…”
Dito isto, verteu copioso pranto e, desviando o rosto, atirou o peixinho n’água. E a água fez um redemoinho, que foi depois serenando, serenando.. até que o peixinho morreu afogado…
[Mario Quintana; Sapato Florido, 1948]
CLAP, CLAP, CLAP! (Queria que fosse em corpo 72, seu editor, pq o Orlandino faz por merecer! Aliás, eu tbm mereço uma cópia del dibujo.)