A tragédia e comédia Latino-Americana

© UltraLíricos

A literatura latino-americana e o cenário sociopolítico do continente. Educação, violência, o consumo desenfreado, os protestos pelo país, a falta de consciência histórica, o binarismo político e ideológico, a não valorização da cultura, a falta de consciência histórica. Estas são A tragédia e comédia Latino-Americana, os questionamentos que permearam a construção do novo trabalho do diretor Felipe Hirsch com os Ultralíricos.

As duas peças serão apresentadas de forma unificada, e a apresentação da nova montagem será inédita na programação do TEMPO FESTIVAL. Duas dramaturgias construídas a partir de fragmentos, adaptações e trechos de obras de autores latino-americanos, o que nos reúne com os nossos países vizinhos Argentina, Chile, Bolívia, Uruguai, Colômbia, México, Honduras, Equador e Cuba. O que nos aproxima, o que nos destrói e o que nos reconstrói. O que dá identidade a esse enorme continente.

Identidade plural, presente nos autores que compõem os textos de A tragédia e comédia Latino-Americana. A multilinguagem. De autores e de atores: os brasileiros Caco Ciocler, Caio Blat, Camila Márdila, Danilo Grangheia, Georgette Fadel, Guilherme Weber, Isabel Teixeira, Julia Lemmertz, Magali Biff, Nataly Rocha e Pedro Wagner, o argentino Javier Drolas e a chilena Manuela Martelli, que dividem o palco ainda com seis músicos do Ultralírico Askestra.

Theatro Municipal do Rio de Janeiro – Palco Principal, 13 e 14 de outubro, 20h, 180 minutos. Classificação Indicativa: 16 anos

Sobre Felipe Hirsch e os Ultralíricos

Diretor e dramaturgo, Felipe Hirsch é um dos fundadores da Sutil Companhia de Teatro, em Curitiba, onde iniciou uma investigação cênica da narrativa memorialística e de composições estéticas com forte impacto visual. Entre seus principais trabalhos estão: Estou Te Escrevendo de um País Distante, tese de doutorado defendida por Célia Arns de Miranda na Universidade de São Paulo, A Vida é Cheia de Som e Fúria, eleita pela Revista Bravo! uma das dez peças mais importantes da década de 2000; Os Solitários, com Marco Nanini, Marieta Severo e Wagner Moura; Temporada de Gripe, de Will Eno; e Avenida Dropsie, sobre a obra de Will Eisner. Concebeu a montagem da ópera O Castelo do Barba Azul, de Béla Bartók, e da peça Não Sobre o Amor, sobre o romance epistolar de Viktor Schklovsky.

Dirigiu Viver Sem Tempos Mortos, com Fernanda Montenegro, e, ainda, Pterodátilos, com Mariana Lima e Marco Nanini. Também é diretor do longa-metragem Insolação, que teve sua estreia no Festival de Veneza, em 2009, e da série da MTV A Menina sem Qualidades.

Em 2013, com os Ultralíricos, iniciou o projeto Puzzle, criado para a Feira do Livro de Frankfurt, ano em que o Brasil foi homenageado. Em 2015, estrearam o espetáculo Puzzle (D), com forte relação com a literatura brasileira e que contou, em sua estreia, com um elenco formado pelos atores Georgette Fadel, Luiz Paetow, Magali Biff, Guilherme Weber, Luna Martinelli, Isabel Teixeira e o argentino Javier Drolas e uma série de participações de outros artistas ao longo de suas temporadas por cidades como São Paulo e Rio de Janeiro.

Sobre Solda

Luiz Antonio Solda, Itararé (SP), 1952. Cartunista, poeta, publicitário reformado, fundador da Academia Paranaense de Letraset, nefelibata, taquifágico, soníloquo e taxidermista nas horas de folga. Há mais de 40 anos tenta viver em Curitiba. É autor do pleonasmo “Se não for divertido, não tem graça.” Contato: luizsolda@uol.com.br

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