A vida é bela!

“Lembro-me de que meu pai começou a ensinar-me quando eu tinha cinco anos, ou, falando mais claramente, a açoitar-me quando eu tinha apenas cinco anos. Açoitava-me, dava socos nos meus ouvidos, golpeava-me pela cabeça, e a primeira pergunta que eu fazia ao despertar era: será que vou apanhar hoje? Era-me proibido participar de brincadeiras ou brincar sozinho buliçosamente.

Tinha que assistir aos ofícios religiosos matutinos e vespertinos, beijar a mão dos padres e monges, ler salmos em casa… Com oito anos, devia cuidar da loja e trabalhar regularmente como moço de recados, o que afetou muito minha de saúde, pois ele me batia quase todos os dias. Posteriormente, quando fui mandado para a escola secundária, estudava até o almoço, mas do almoço ao anoitecer tinha que ficar na loja”.

Ainda tá achando sua própria vida difícil? Imagine o que passou o moço acima! Depois se tornou médico e escritor famoso. Seu nome? Anton Chekhov.

É escritor nas horas vagas e fagueiras

Sobre Solda

Luiz Antonio Solda, Itararé (SP), 1952. Cartunista, poeta, publicitário reformado, fundador da Academia Paranaense de Letraset, nefelibata, taquifágico, soníloquo e taxidermista nas horas de folga. Há mais de 40 anos tenta viver em Curitiba. É autor do pleonasmo "Se não for divertido não tem graça". Contato: luizsolda@uol.com.br
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