Alvaro Dias forçou a amizade com Moro. E deu ruim

Um dos (poucos) assuntos mais comentados do debate da Band foi a quase obsessão do senador Alvaro Dias em afirmar que , se eleito for, vai convidar o juiz Sérgio Moro para ministro da Justiça.

Além de se ancorar na popularidade do juiz-celebridade da Lava Jato, o senador paranaense tem dois outros recados para dar : 1) indiretamente, faz disso um atestado de idoneidade política, na sua cruzada milenar contra a corrupção, como se dissesse “não tenho medo de Moro nem de ninguém. Sou honesto e probo”. E 2) tenta conquistar a confiança do eleitor ao prometer um governo também calcado no combate rigoroso à corrupção.

Só que Alvaro Dias forçou demais a amizade. Não por Sérgio Moro, que este já se acostumou a servir de escada involuntária para candidatos gregos, troianos e baianos interessados no reconhecimento da pureza de princípios. Mas por observadores da cena política, jornalistas em geral, que captam uma segunda intenção num piscar de olhos maquilados.

Mais uma citação de Moro e Alvaro cai no baú das piadas da temporada. Está resvalando.

Sobre Solda

Luiz Antonio Solda, Itararé (SP), 1952. Cartunista, poeta, publicitário reformado, fundador da Academia Paranaense de Letraset, nefelibata, taquifágico, soníloquo e taxidermista nas horas de folga. Há mais de 40 anos tenta viver em Curitiba. É autor do pleonasmo "Se não for divertido, não tem graça." Contato: luizsolda@uol.com.br
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