O fenômeno Richa|Do Analista dos Planaltos – Beto Richa foi o grande fenômeno negativo destas eleições. Um Bolsonaro às avessas. Nunca antes na história desse país, como gosta de dizer o Lula para enfatizar suas afirmações, um ex- governador renunciou para disputar o mandato de Senador e chegou entre os últimos. Não só isso, perdeu para candidatos nanicos e na maioria das urnas fez dez por cento dos votos dos primeiros colocados. Triste fato para registro histórico.

Claro, as circunstâncias de prisões, delações e processos contribuíram e muito, mas que foi inusitado e humilhante, não resta dúvida. Até em municípios como Pinhais, que lhe deve a duplicação da avenida de acesso, uma obra magnífica, lhe negou os votos. As denúncias e as acusações de desvios falaram muito mais forte.

E agora, o que fazer no fundo do poço ? Só o tempo dirá se será possível refazer algo da trajetória ou abandonar de vez a política como já cogitou o próprio Richa em entrevistas.

Já Roberto Requião, o outro grande derrotado, tem o consolo do final de carreira, pela avançada idade, e o gozo das aposentadorias generosas e privilegiadas ( para dizer o mínimo) como a de Governador que tanto criticou em campanhas e que hoje usufrui com tranquilidade e satisfação na companhia de assessores em fartas mesas com vinhos das melhores safras – estes, que ao contrário dos votos nunca faltarão.

Sobre Solda

Luiz Antonio Solda, Itararé (SP), 1952. Cartunista, poeta, publicitário reformado, fundador da Academia Paranaense de Letraset, nefelibata, taquifágico, soníloquo e taxidermista nas horas de folga. Há mais de 40 anos tenta viver em Curitiba. É autor do pleonasmo "Se não for divertido, não tem graça." Contato: luizsolda@uol.com.br
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