Boceta

Bettie Page, pin-up definitiva. © John Razan, no The Big Book of Pussy, da Taschen

Boceta

da entrada à entranha dessa eterna
morada da morte diária molhada de
mim desde dentro o tempo acaba

entre lábio e lábio de mucosa rósea
que abro e me abraça a cabeça o
tronco o membro acaba o tempo

Arnaldo Antunes

O poema Boceta acima, do músico e poeta Arnaldo Antunes, foi publicado originalmente no caderno “Mais!” da Folha de S.Paulo, em 1997, e depois incluído no livro “2 ou mais corpos no mesmo espaço”, que saiu pela editora Perspectiva, no mesmo ano.

Sobre Solda

Luiz Antonio Solda, Itararé (SP), 1952. Cartunista, poeta, publicitário reformado, fundador da Academia Paranaense de Letraset, nefelibata, taquifágico, soníloquo e taxidermista nas horas de folga. Há mais de 40 anos tenta viver em Curitiba. É autor do pleonasmo "Se não for divertido não tem graça". Contato: luizsolda@uol.com.br
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