Como vai a Prochaska?

prochaska-2A jornalista e atriz Cristina Prochaska viu seu sobrenome virar sinônimo de xoxota em uma malfadada transmissão de Carnaval, que se tornou um clássico televisivo dos anos 80. Foto de João Raposo|Abril. Cristina Prochaska ficou conhecida pela novela Vale Tudo e pelo episódio carnavalesco.

Aconteceu numa cobertura de baile de Carnaval.

Em 1984, a atriz Cristina Prochaska encerrava a transmissão da TV Bandeirantes no clube Monte Líbano, no Rio de Janeiro, quando, às suas costas, uma foliã mais animada, já em cima da mesa, arrancava a parte de baixo do biquíni. Era o último ano da ditadura militar e o diretor da transmissão, Eduardo Lafond (1948-2000), temendo confusão com a censura, gritou desesperado para o câmera: “Fecha na Prochaska!”. Era a ordem para que o foco fosse para a apresentadora. Em vez disso, a emissora transmitiu um close explícito da mulher.

“Virou uma grande piada”, lembra Cristina, que deixou a carreira televisiva e mudou-se para Ubatuba, onde é diretora de turismo da prefeitura e sócia da Virô Produção e Marketing. O apresentador Otávio Mesquita, que também participava da transmissão, costuma repetir o causo a quem perguntar. Jô Soares é outro que mantém a história viva. “Sempre que vou ao programa dele, a primeira coisa que pergunta é: ‘Como vai a sua prochaska?’.”

A atriz, que participou de várias novelas (entre elas Vale tudo) e está no filme Histórias íntimas, diz que achou tudo engraçado na época. Já seu pai, Edgard Prochaska, um dos pioneiros na caça submarina no Brasil, não gostou nada. “Ele é um homem sério e o sobrenome dele virou gíria para vagina”, diz Cristina, que guarda um detalhe: o fim da piada. O que disse o câmera ao ouvir por repetidas vezes a ordem do diretor? “Só se eu entrar dentro dela!”, conta, com uma gargalhada.

Revista Trip 236|Setembro|da Entrada à Entranha

Sobre Solda

Luiz Antonio Solda, Itararé (SP), 1952. Cartunista, poeta, publicitário reformado, fundador da Academia Paranaense de Letraset, nefelibata, taquifágico, soníloquo e taxidermista nas horas de folga. Há mais de 40 anos tenta viver em Curitiba. É autor do pleonasmo "Se não for divertido, não tem graça." Contato: luizsolda@uol.com.br
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