Editora distribui quatro mil livros-contos gratuitamente no Museu Guido Viaro

Após duas bem-sucedidas fornadas, a Tulipas Negras avança e – agora – publica a ficção de Diogo Cavazotti, Luiz Rebinski Junior, Nilson Monteiro e Ricardo Freire. Foto Divulgação

A Tulipas Negras Editora promove o lançamento da terceira fornada editorial hoje, 14 de dezembro (sexta-feira), a partir das 19 horas, no Museu Guido Viaro, em Curitiba. Na ocasião, serão apresentados ao público os livros-contos Caso F 99, de Ricardo Freire; Espanhol, de Nilson Monteiro, Mas é a verdade, de Diogo Cavazotti  e Uma mulher com W bem grande, de Luiz Rebinski Junior. Cada título tem tiragem de 1 mil exemplares e – como são 4 títulos – ao total serão distribuídos gratuitamente 4 mil livros-contos. A entrada também é franca.

Esta é a terceira ação da Tulipas Negras. A editora surgiu da necessidade de promover a veiculação – gratuita – de contos de autores contemporâneos. A partir do mote “Conto não vende? Ótimo. Só publicamos contos”, o selo estreou em fevereiro deste ano, em meio à Quadra Cultura – projeto de Arlindo Ventura (proprietário de O Torto Bar) –, evento que atraiu 10 mil pessoas no São Francisco, em Curitiba. Inicialmente, foram distribuídos – sem custo ao público – os livros-contos Compressa, de Cristiano Castilho; Helena, de Renan Machado; Pantera, de Fábio Campana e 934, de Marcio Renato dos Santos.

O projeto não tinha pretensão de prosseguir após a primeira fornada, mas – devido à excelente aceitação de público, crítica e dos meios de comunicação – a Tulipas Negras continuou. No dia 26 de junho, outros quatro livros-contos foram lançados – novamente distribuídos gratuitamente – no Museu Guido Viaro: Adoração à virgem, de Luci Collin; Árvore e cavalo, de Guido Viaro; O destino do poeta, de Izabel Campana e Os relicários, de Andrey Michalzechen.

Novos trilhos para a ficção

“A Tulipas Negras prova que há demanda para o conto, apesar do discurso de muitos editores que se recusam a publicar livros de conto. Só publicamos contos, e a resposta do público é excelente. As tiragens anteriores estão esgotadas”, diz Marcio Renato dos Santos, escritor e idealizador da Tulipas Negras.

A editora é financiada por uma empresária européia que mantém o anonimato para evitar o assédio de autores. “Por meio de contato virtual, a Tulipas Negras recebe diariamente solicitação de autores. Mas é preciso avisar que temos apenas uma regra: não publicamos quem nos procura. Nós é que procuramos os autores”, comenta Marcio, além de autor, jornalista informado a respeito da produção contemporânea. “Temos outra regra: só publicamos textos de qualidade”, completa o autor de Minda-Au, livro de contos publicado pela editora Record.

Esta terceira fornada, a exemplo das anteriores, contempla vozes diferentes umas das outras, e autores de variadas gerações. Nilson Monteiro, por exemplo, é um jornalista, poeta e autor veterano, diferentemente de Luiz Rebinski Junior, Diogo Cavazotti e Ricardo Freire, ambos jovens talentosos que já publicaram contos e se afirmam como vozes diferenciadas, “de qualidade inquestionável”, observa o curador da Tulipas Negras, Marcio Renato dos Santos, acrescentando que toda a produção editorial, projeto gráfico e arte é de responsabilidade de Marciel Conrado, artista gráfico e visual.

Além do lançamento, que inclui leitura de fragmentos dos contos pelos autores, haverá apresentação do Coletivo Siete Flamenco, seguido de coquetel. Há estacionamento gratuito, anexo ao Museu Guido Viaro, com entrada pela Rua General Carneiro.

Serviço: Lançamento de 4 livros-contos de Diogo Cavazotti, Luiz Rebinski Junior, Nilson Monteiro e Ricardo Freire pela Tulipas Negras Editora. Museu Guido Viaro. R. XV de Novembro, 1.348 (esquina com a Rua General Carneiro). Centro. Curitiba – PR. Entrada franca. Os livros são gratuitos. Mais informações (41) 3018-6194. Estacionamento gratuito, entrada pela Rua General Carneiro, anexo ao Museu Guido Viaro.

Sobre Solda

Luiz Antonio Solda, Itararé (SP), 1952. Cartunista, poeta, publicitário reformado, fundador da Academia Paranaense de Letraset, nefelibata, taquifágico, soníloquo e taxidermista nas horas de folga. Há mais de 40 anos tenta viver em Curitiba. É autor do pleonasmo "Se não for divertido, não tem graça." Contato: luizsolda@uol.com.br
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