Genocídio, de novo

BOLSONARO retoma as viagens pelo Brasil e diz que fará “pelo menos” uma por semana. Em Porto Alegre, em corpo-a-corpo com a massa, declarou que assumiu o risco de contrair o coronavírus e exalta sua coragem. Um presidente eleito é a imagem da nação, o paradigma a ser seguido. Quando o presidente, que tem a retaguarda de assistência médica de ponta, faz tal declaração, ele se põe como exemplo a ser imitado por aqueles que não têm a mesma retaguarda de assistência.

ESSE PRESIDENTE induz os seguidores a seguir seu exemplo. A isso se pode dar nome, conforme ponto-de-vista e graus de consequência: irresponsabilidade, falta de empatia, indiferença à sorte dos semelhantes, egocentrismo maníaco (o narcisismo dos facínoras) e genocídio, como disse o ministro Gilmar Mendes e está posto no Tribunal de Haia. Bolsonaro contamina os brasileiros com esses atributos, o comportamento que o levou a contaminar seu círculo de ministros – e inclusive a primeira-dama.

E PENSAR que por amadora, venial e costumeira manipulação de rubricas orçamentárias, Dilma Rousseff sofreu impeachment. Bolsonaro confinua lépido e inconsequente. Não sofrerá impeachment. A razão, ninguém ainda a identificou está aqui: a constituição e a lei do impeachment não contêm a cláusula da perda do mandato por agir como o reverendo Jim Jones, que levou seu rebanho ao suicídio coletivo. Não há impeachment devido ao suicídio coletivo: pode faltar quem vote nele e vote depois dele.

Sobre Solda

Luiz Antonio Solda, Itararé (SP), 1952. Cartunista, poeta, publicitário reformado, fundador da Academia Paranaense de Letraset, nefelibata, taquifágico, soníloquo e taxidermista nas horas de folga. Há mais de 40 anos tenta viver em Curitiba. É autor do pleonasmo "Se não for divertido não tem graça". Contato: luizsolda@uol.com.br
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