Jair Bolsonaro e Adélio: unidos para sempre

© Google

Jair Bolsonaro criou uma síndrome de dependência do Adélio. Mais que uma doença, é uma tática, porém não deixa de ser patológico. Já se nota que Bolsonaro precisa manter a relação com o sujeito que tentou matá-lo, além de que seus seguidores foram definitivamente contaminados. Também não conseguem viver sem as teorias da conspiração armadas em torno do maluco que hoje está preso.

O advogado de Bolsonaro saiu em campo para requentar acusações sem sentido, já que o caso sofreu rigorosa investigação, concluindo que o criminoso é doido. Cabe observar também que Bolsonaro não é nenhum desassistido da Justiça. Como presidente tem canais suficientes para conhecer toda a verdade sobre a tentativa de homicídio.

Claro que ele sabe que foi vítima de um maluco, mas precisa manter as suspeitas bem acesas, pelo menos até 2022, quando poderá ter Adélio novamente como uma peça de campanha na tentativa de reeleição. Desta vez o maluco não servirá para livrar o presidente de debates e entrevistas, onde seria questionado em muita coisa para as quais não tem a mínima noção das respostas, mas o Adélio tem outras utilidades.

Por isso requentam o episódio da facada. O advogado Frederick Wassef disse ao Estadão que havia uma “organização criminosa” por trás da tentativa de assassinato. “Era necessário provar que Adélio não é louco. É um assassino profissional e foi pago para isso”, ele disse, repetindo o que corre pela internet, nos mais variados fake news criados pela rede bolsonarista de desinformação.

Em relação a Adélio, Bolsonaro parece o ex-presidente Lula com seu “Lula livre”. A dependência do chefão petista é tão doentia que ele nem aceita sair da cadeia. Como vai viver depois, sem o “Lula livre”? Bolsonaro, por sua vez, tampouco aceita a liberdade. Precisa manter-se preso ao Adélio.

Sobre Solda

Luiz Antonio Solda, Itararé (SP), 1952. Cartunista, poeta, publicitário reformado, fundador da Academia Paranaense de Letraset, nefelibata, taquifágico, soníloquo e taxidermista nas horas de folga. Há mais de 40 anos tenta viver em Curitiba. É autor do pleonasmo "Se não for divertido não tem graça". Contato: luizsolda@uol.com.br
Esta entrada foi publicada em José Pires - Brasil Limpeza e marcada com a tag , . Adicione o link permanente aos seus favoritos.
Compartilhe Facebook Twitter

Deixe uma resposta