Cândido de dezembro celebra 80 anos de Marina Colasanti

A edição de dezembro do jornal Cândido, publicado mensalmente pela Biblioteca Pública do Paraná, celebra os 80 anos de Marina Colasanti, uma das escritoras mais importantes do país, com cinco décadas de vida literária e 60 livros publicados.

A autora participou da edição de outubro do projeto “Um Escritor na Biblioteca”, conteúdo editado e transcrito na edição. Durante o bate-papo, mediado pelo escritor Miguel Sanches Neto, Marina falou sobre a sua trajetória, produção e afirmou que não se fez leitora, uma vez que leu desde pequena: “Não tenho nenhuma memória de uma vida sem livros”.

O especial conta também com um ensaio da professora da Universidade Presbiteriana Mackenzie Marisa Lajolo, que analisa os principais aspectos da obra de Marina Colasanti e sua multiplicidade de temas e gêneros, do conto à literatura infantojuvenil, incluindo a crônica. “Qualquer que seja o assunto de suas crônicas, o resultado são novos olhos para olharmos o que vemos todos os dias. Saímos da leitura renovados”, escreve Lajolo.

Outro destaque da edição é a reportagem de Marcio Renato dos Santos a respeito do legado de Manoel Carlos Karam (1947-2007). Dez anos após sua morte, quase toda sua obra, que soma 14 títulos, está disponível em formato de livro. Karam foi o homenageado da primeira edição da Festa Literária da Biblioteca (Flibi), realizada de 23 a 28 de outubro — o Cândido faz também um balanço do evento, que contou com a participação de mais de 20 escritores e disponibilizou na BPP uma variedade de opções culturais, todas sem custo.  A segunda entrevista da série “Os Editores” apresenta José Mario Pereira. Em conversa com o jornalista Alvaro Costa e Silva, Pereira revisita sua carreira no mercado editorial, que teve início em 1974, até hoje, à frente da editora Topbooks.

Entre os textos inéditos, o jornal publica um trecho do romance O grande mar redondo, de Jamil Snege, um conto de Luís Pimentel e um poema de Annita Costa Malufe. A seção “Cliques em Curitiba” conta com imagens de dançarinos e artistas de rua com a assinatura de Deivison Souza (conhecido como “Stay Flow”). O artista Samuel Casal assina as ilustrações da capa e contracapa da edição.

Serviço – O Cândido tem tiragem mensal de 10 mil exemplares e é distribuído gratuitamente na Biblioteca Pública do Paraná e em diversos pontos de cultura de Curitiba. O jornal também circula em todas as bibliotecas públicas e escolas de ensino médio do Estado. É enviado, pelo correio, para assinantes a diversas partes do Brasil.

Sobre Solda

Luiz Antonio Solda, Itararé (SP), 1952. Cartunista, poeta, publicitário reformado, fundador da Academia Paranaense de Letraset, nefelibata, taquifágico, soníloquo e taxidermista nas horas de folga. Há mais de 40 anos tenta viver em Curitiba. É autor do pleonasmo “Se não for divertido, não tem graça.” Contato: luizsolda@uol.com.br

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