Lula livre, fim da prisão na segunda instância e o crime organizado rindo à toa

Já se sabe há um bom tempo que sutileza é algo que não se deve esperar de Gleisi Hoffmann, de modo que não foi surpresa que ela tenha entregado nesta quinta-feira todo o conteúdo do pacote que contém a soltura do Lula, no plano que vem sendo turbinado com o vazamento de mensagens roubadas de promotores da Lava Jato e de Sérgio Moro.

Em entrevista para O Globo, a deputada e presidente do PT disse o seguinte: “Não só o Lula, mas outras pessoas também podem ser soltas, porque toda a Lava Jato foi contaminada por esses métodos utilizados por eles. A questão das delações premiadas pode mudar também”.

Como ficou claro, o objetivo é desmontar todo o aparato legal que permitiu o combate à corrupção de uma forma que nunca havia acontecido antes no Brasil. O plano é soltar Lula, derrubar a prisão em segunda instância e conforme palavras da própria presidente do partido do criminoso condenado, acabar com a delação premiada.

Se medidas como essas fossem anunciadas na Chicago dos anos 20 seriam recebidas por Al Capone e seus capangas com rajadas de metralhadora para o alto em comemoração. Em Gotham City a notícia faria um sorriso rasgar de lado a lado a cara do Coringa. Enquanto por aqui, no Brasil, a euforia também é grande, em expectativa prazerosa que junta políticos, advogados, jornalistas, juízes, assassinos, estupradores, narcotraficantes, além de evidentemente contar com a zoação e likes de hackers.

Sobre Solda

Luiz Antonio Solda, Itararé (SP), 1952. Cartunista, poeta, publicitário reformado, fundador da Academia Paranaense de Letraset, nefelibata, taquifágico, soníloquo e taxidermista nas horas de folga. Há mais de 40 anos tenta viver em Curitiba. É autor do pleonasmo "Se não for divertido não tem graça". Contato: luizsolda@uol.com.br
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