Lula e Bolsonaro: uma mão suja lava a outra

Lula defendeu a interferência de Jair Bolsonaro na Polícia Federal. Isso mesmo, você que defende esse velho salafrário da esquerda imaginando que está lutando pelo aprimoramento da Justiça brasileira, saiba da nova patifaria do chefão do PT. Em entrevista a blogueiros de esquerda, o petista atacou Sergio Moro e de viés também a Rede Globo. Com isso, deu seu apoio a Bolsonaro.

Vejam o que disse o ex-presidiário: “Ele [Moro] poderia ter demonstrado seriedade quando virou bolsonarista. Ele é tão medíocre que, quando sai, ele tenta criar mais uma pirotecnia com o apoio da Globo: ‘Ah, eu vou sair porque o Bolsonaro quer indicar o diretor-geral da Polícia Federal’”.

Lula disse também que o presidente da República “tem o direito de indicar o diretor da Polícia Federal”. Como se Bolsonaro estivesse querendo fazer apenas fazer uma indicação rotineira no estado onde ele e a família enfrentam sérias complicações. Para reforçar o apoio ao parceiro, o petista questionou: “E por que o Moro achava que ele podia [indicar o diretor da PF] e o Bolsonaro não podia?”.

Já se sabe que Lula havia afinado sua pauta com a de Bolsonaro, no desmonte que é necessário fazer na Justiça para que ele não volte para a cadeia. Mas uma safadeza dessas é sempre revoltante. Quem ainda acredita neste enganador, que se prepare para mais decepções. Para livrar-se do xilindró ele é capaz até de colaborar com Bolsonaro, para o presidente livrar-se de encrencas, como faz agora apoiando a interferência na PF.

Pior ainda: esquerdistas otários podem se preparar para derramar rios de lágrima se o plano do Lula der certo, com um retrocesso aos tempos em que político ladrão jamais ia para a cadeia. O pretendido desmonte do rigor da lei não pode ser exclusivo dos corruptos, obrigatoriamente tendo que ser estendido aos chefões do narcotráfico, milicianos, chefes de facções criminosas e a bandidagem no geral. Ladrões e assassinos com certeza ficarão bastante abusados com o clima de impunidade trazido pelo “Lula livre!”.

Sobre Solda

Luiz Antonio Solda, Itararé (SP), 1952. Cartunista, poeta, publicitário reformado, fundador da Academia Paranaense de Letraset, nefelibata, taquifágico, soníloquo e taxidermista nas horas de folga. Há mais de 40 anos tenta viver em Curitiba. É autor do pleonasmo "Se não for divertido não tem graça". Contato: luizsolda@uol.com.br
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