No lado escuro da vaca

Pink-Floyd---Atom-Heart-Mother

Alguém me falou da vaca. Não entendi direito. Ouvir o disco da vaca? Não sabia que vaca cantava ou tocava algum instrumento. Fui lá na casa do amigo. Era rico. Enrolou uma erva e começou a fumar. Me passou. Fumei. Engasguei. Ele mostrou a vaca. Tirou a bolacha preta de dentro. O som era de primeira qualidade. A vaca era viajante. Peguei a capa. Nas manchas do animal eu vi a lua. Fiquei ali parado ouvindo a música e olhando. Ela era tão nítida que o dragão de São Jorge derreteu a lança do cavaleiro. Meu amigo riu quando lhe contei isso. Ele perguntou então o que tinha no lado escuro. Eu olhei a contracapa e só vi letrinhas num idioma alienígena. Aí falei que tinha o Pink Floyd. Ele disse: “Falou!” Do blog Cabeça de Pedra

Sobre Solda

Luiz Antonio Solda, Itararé (SP), 1952. Cartunista, poeta, publicitário reformado, fundador da Academia Paranaense de Letraset, nefelibata, taquifágico, soníloquo e taxidermista nas horas de folga. Há mais de 50 anos tenta viver em Curitiba. É autor do pleonasmo "Se não for divertido não tem graça". Contato: luizsolda@uol.com.br
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