Nomes, sobrenomes, apelidos

O Ratinho pai não perdoa a senadora Gleisi Hoffmann pela frase (infeliz, mas verdadeira), que o candidato dela a prefeito em 2012, Gustavo Fruet, tinha “nome e sobrenome”. Foi considerada uma ofensa grave ao adversário Ratinho Jr.

Fosse hoje, nem Gleisi, nem ninguém, perderia tempo com isso. Estamos indo para uma campanha onde os nomes, apelidos e sobrenomes estão se misturando mais do que um punhado de minhocas. Ninguém sabe onde começa um rabo, quer dizer, um nome ou termina o outro.

Haddad Lula da Silva, Francischini Bolsonaro, Carlos Ratinho Jr, João Arruda Sobrinho do Requião ou dependendo do público, João Arruda Nunca viu Requião Mais Gordo e por aí vai.

Há que se lembrar que o Paraná é o estado onde se tem mais filho candidato por metro quadrado: Requião filho, Francischini filho, Durval Amaral filho, Maria Vitoria filha, Canziani filha, Stephanes filho, Rubens Bueno filha, Alexandre Khuri filho, Marcello Richa filho e é melhor parar por aqui para não estourar o índice de controle de natalidade chinês.
E por incrível que pareça, com este histórico, a governadora-candidata Cida Borghetti não usa o sobrenome do marido, criador, inspirador, articulador, controlador e mozão (não necessariamente nesta ordem), Ricardo Barros.

Neste caso, nem precisa. O próprio Barros se encarrega de deixar o fato de ser marido da governadora bem claro em cada segundo da existência dele neste mundão do meu Deus.

Sobre Solda

Luiz Antonio Solda, Itararé (SP), 1952. Cartunista, poeta, publicitário reformado, fundador da Academia Paranaense de Letraset, nefelibata, taquifágico, soníloquo e taxidermista nas horas de folga. Há mais de 40 anos tenta viver em Curitiba. É autor do pleonasmo "Se não for divertido, não tem graça." Contato: luizsolda@uol.com.br
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