ROBERTO CARLOS puxou ovação ao ministro Sérgio Moro durante o show na Ópera de Arame – que não é ópera nem feita de arame, mas quem se importa, vem da prefeitura que criou as ruas da Cidadania, que sediam mais lojas que algo que remeta ao imponderável objeto da cidadania.

A OVAÇÃO não revelou petistas, apesar de Roberto, nos 50 anos anteriores, não ter externado a menor opinião política. Seja pela lírica melosa de um ídolo, seja pela dureza seletiva do outro, ali estavam os eleitores da República de Curitiba, que graças a Moro e Lula elegeram o Mito.

SEMPRE DESLUMBRADOS, os Moro fotografaram com o Rei. Moro divulgou a foto, na legenda sempre o amor incontido por quem “Mora com ele”: “programa romântico com a esposa”. “Esposa”, assim Moro tuitou a ida à Wire Opera House, a versão tolo-ufanista nas placas de indicação viária.

EM visita de Estado ao Brasil, acompanhado da  imperatriz, o Xá da Pérsia a apresentava como “minha mulher”. E o que isso tem a ver com o “esposa” de Moro para Rosângela? Simples: Farah Diba não chegaria aos pés de Rosângela Moro na majestade do porte e na força de sua presença.

Sobre Solda

Luiz Antonio Solda, Itararé (SP), 1952. Cartunista, poeta, publicitário reformado, fundador da Academia Paranaense de Letraset, nefelibata, taquifágico, soníloquo e taxidermista nas horas de folga. Há mais de 40 anos tenta viver em Curitiba. É autor do pleonasmo "Se não for divertido não tem graça". Contato: luizsolda@uol.com.br
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