Os fingidores

A campanha para o governo do Paraná é secreta: não sai nos jornais. Curitiba, desse tamanho, tem três jornais nas bancas e um no ônibus. É a insignificância do Estado que se diz significante. A campanha não sai na internet, nos sites a serviço dos candidatos, nem nos portais das famílias e nos ligados aos candidatos.

Os candidatos preferem o semi anonimato. Para eles, melhor não se dar a conhecer, quando muito em dose homeopática.  O eleitor tem vaga noção de quem são. Nem os rarefeitos debates atraem a atenção. Não tem comício nem corpo-a-corpo nas ruas. Os candidatos preferem cabos eleitorais a eleitores.

Antes trabalhar na névoa que a céu aberto. Disse o poeta que “fingir é conhecer-se”. Os candidatos fingem ser conhecidos, fingem fazer campanha. Eles se conhecem, a si mesmos e uns aos outros. Nós que sofreremos com eles, os desconhecemos. Só sabemos que nossa república regional terá outra dinastia. E não será a do Barão do Serro Azul.

Sobre Solda

Luiz Antonio Solda, Itararé (SP), 1952. Cartunista, poeta, publicitário reformado, fundador da Academia Paranaense de Letraset, nefelibata, taquifágico, soníloquo e taxidermista nas horas de folga. Há mais de 40 anos tenta viver em Curitiba. É autor do pleonasmo "Se não for divertido não tem graça". Contato: luizsolda@uol.com.br
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