Quem procura, acha

Estes contos de Jamil Snege são de um lirismo sofisticado. Feitos de personagens e circunstâncias que nos remetem a um universo ilógico, surpreendente, que subsiste, entretanto, galvanizado pela imaginação fantástica do autor.  É o “reductio ad absurdum” de Snege. Apesar de impossível, um mundo estranho que permanece como paralelo da paixão humana. Sobrevive a qualquer descrença e nos faz lembrar, quase sempre com debochado humor e irreverência, a progressiva destruição dos valores que sustentam a realidade que nos foi dada a viver.

Fábio Campana

Jamil Snege, Os Verões da Grande Leitoa Branca; Travessa dos Editores (edição esgotada), capa de Bira Menezes; projeto gráfico de Fernando A. Parzich, 2000. O meu exemplar, com dedicatória, emprestei pra alguém e nunca mais voltou.

Sobre Solda

Luiz Antonio Solda, Itararé (SP), 1952. Cartunista, poeta, publicitário reformado, fundador da Academia Paranaense de Letraset, nefelibata, taquifágico, soníloquo e taxidermista nas horas de folga. Há mais de 40 anos tenta viver em Curitiba. É autor do pleonasmo "Se não for divertido não tem graça". Contato: luizsolda@uol.com.br
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