Playboy|1970

1970|Carol Willis. Playboy Centerfold

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João Alberto Silveira Freitas

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O elo perdido

O deputado Eduardo Bolsonaro critica a repercussão do assassinato de João Alberto Silveira Freitas pelos seguranças do Carrefour.

Ou seja, foi a conspiração, o complô da esquerda anti-rascista e anti-bolsonarista para matar um negro, coisa inédita no Brasil.

Cada vez que um Bolsonaro fala, fica evidente que a família é o elo perdido entre o animal e o vegetal.

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7° edição do Plateau – Festival Internacional de Cinema Praia. Cabo Verde – África

Projeto realizado pela Werner Produções, o documentário “Se Não For Divertido Não Tem Graça” estreando sua carreira nos festivais, foi selecionado para a 7ª edição do Plateau – Festival Internacional de Cinema Praia. Cabo Verde – África. O Festival vai acontecer nos dias 26 a 29/11 online. Prestigiem!Direção|Vinicius Comoti – Produção|Teia Werner – Fotografia|Murilo Lazarin – Assistente de Direção|Matheus Petris e Sergio Bertovi – Edição|Rafael Lopes Formiga – Edição e Mixagem de Som|Ulisses Galetto – Trilha Sonora| Felipe Ayres- Captação de Som|Felipe Ribeiro – Assistente de Produção|Rafael Soares e Júlio Scholz – Coordenação|Mirna Werner – Captação de Recursos|Sauí Produções – Realização|Werner Produções Ltda

Sinopse – Um filme que passeia pela vida de Luiz Antonio Solda, figura central da cultura paranaense, na qual se destaca como cartunista, poeta, publicitário e principalmente como um grande provocador do cotidiano, atado pela ironia que perpassa toda a sua obra.

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Fraga

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O gênio do inconfessável

Nelson Rodrigues, 40 anos de morte daqui a um mês, se expunha por inteiro nas crônicas

“Acendo um cigarro. Ou por outra: não acendo um cigarro (o Dr. Stans Murad não pode saber que ainda fumo)”. Isso é Nelson Rodrigues em uma de suas crônicas no Globo e que considero um dos maiores trechos de crônica que já li. Nelson, aos 60 anos, fora proibido de fumar por seu cardiologista e, com naturalidade, contou o que estava fazendo ao escrever. Só aí se lembrou de que, no dia seguinte, o médico o leria no jornal. Mas, em vez de apagar o cigarro e a frase, entregou-se com hilária sinceridade.

As crônicas de Nelson Rodrigues eram diárias, sempre na primeira pessoa, e tinham um título geral de “As Confissões”. Porque era isso o que elas eram —confessionais ao absurdo. Em outra, contou que, certa noite, ao chegar em casa vindo do trabalho, foi informado por sua mulher, Lucia, de que Guimarães Rosa morrera. “De quê?”, perguntou. “Enfarte”, ela respondeu. Ele então fora para a varanda e, com a cidade iluminada aos seus pés, descobriu-se intimamente satisfeito pela morte de Guimarães Rosa.

Tinha “inveja literária” de Guimarães Rosa, admitiu. Rosa não podia espirrar sem ser chamado de gênio, ao passo que ele, Nelson, só levava pancada das plateias, dos críticos e da censura. Mas Rosa morrera e ele estava vivo, pensou. E só aí se deu conta da monstruosidade de tal sentimento. Como pudera pensar aquilo? De repente, convertido, admirou em Rosa o homem que dedicara sua vida a construir uma obra, indiferente aos apelos externos, políticos ou de qualquer ordem. O artista total.

Quem, além de Nelson Rodrigues confessaria coisas assim? Mas era o que ele fazia todos os dias, ano após ano: expor-se pelos jornais, ao mesmo tempo em que reservava o inconfessável do ser humano para seu teatro —que, hoje, ninguém mais discute, também é obra de gênio.

No dia 21 de dezembro, serão 40 anos da morte de Nelson Rodrigues. O Brasil não produziu outro.

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A discriminação no atendimento ao consumidor

Uma recente pesquisa do Procon-SP revelou que 56% dos consumidores já se sentiram discriminados em uma relação de consumo, as principais queixas estão relacionadas em razão da condição financeira, cor de pele e sexo dos consumidores.

A indiferença, o descaso, a forma agressiva, a falta de atenção e até a negativa na venda de determinado produto, com alegação de que o consumidor não tem condições financeiras para comprá-lo.

Em 2019, pesquisa do mesmo órgão, revelou que a discriminação se dava pela falta de prontidão no atendimento do consumidor era pelo fato dele supostamente estar mal vestido, por exemplo, entrar em loja de bermuda e chinelo.

Lideraram as reclamações as lojas de roupas, calçados e eletroeletrônicos seguidas das financeiras, bancos, seguradoras e centros comerciais (shoppings).

A lei 7.716/89 prevê que serão punidos os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.

Pela referida lei são considerados crime: recusar ou impedir acesso a estabelecimento comercial, negando-se a servir, atender ou receber cliente ou comprador e impedir o acesso ou recusar hospedagem em hotel, pensão, estalagem, ou qualquer estabelecimento similar.

Também estão previstas as condutas criminosas: impedir o acesso ou recusar atendimento em restaurantes, bares, confeitarias, ou locais semelhantes abertos ao público; impedir o acesso ou recusar atendimento em estabelecimentos esportivos, casas de diversões, ou clubes sociais abertos ao público; Impedir o acesso ou recusar atendimento em salões de cabeleireiros, barbearias, termas ou casas de massagem ou estabelecimento com as mesmas finalidades e; impedir o acesso ou uso de transportes públicos, como aviões, navios barcas, barcos, ônibus, trens, metrô ou qualquer outro meio de transporte concedido.

Estas condutas são consideradas crime se tiverem relação com a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.

A lei não prevê o preconceito em razão de classe social ou da condição financeira, situações estas que lideram as pesquisas de discriminação e geram uma indenização por dano moral em favor dos consumidores.

 Fonte: www.direitoparaquemprecisa.com.br

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Millôr: Retrato 3×4 – por Fernanda Montenegro

© Mariana Newland

Millôr, duas sílabas fortes, desconcertantes e gentis, cuja rima pode ser flor e também dor. Os olhos eram de águia, mas, também de pintassilgo, colibri, sabiá. A expressão verbal adquiria nele a força do substantivo. Por isso a palavra lhe vinha sempre multidividida em punhais.

Desgarrado de toda e qualquer geração, flutuava acima daquela em que vivia, nessa terra-de-ninguém, onde é perigoso estar só e, mais perigoso ainda, acompanhado.

Seu ato de viver tinha todas as dúvidas certas. E era um ser mítico para nós que dificilmente e aparentemente lhe conhecíamos a essência. A quem o frequentava regateava o aplauso fácil porque sempre buscou, nos desvãos dessa não-troca, a verdade do gesto, da palavra e da finitude.

Esmiuçava os contrastes e aceitava combativamente as vacilações dos que abdicam.

Estoico diante da glória, “que não fica, não eleva, não honra nem consola”, resistiu sempre a toda e qualquer apoteose, embora, com toda justiça, a ambicionasse.

Como lembrança de uma dura infância de menino órfão, no seu medo, jamais se acovardou. Seu rosto guardava recordações que a memória lutava para não esquecer. Acreditava no perigo da ausência, por isso, sempre estava e nunca ficava. Sua opção era ainda estar vivo quando o ultimo respirasse. Não acreditava em Deus, mas, tinha com ele excessiva intimidade e nessa não-fé, transcendendo, conseguiu chegar aos conclusivos 88 ou 89 anos em pouquíssimos segundos, o que lamentamos, lamentamos, lamentamos.

Era visível que Millôr esteve sempre preparado para o Grande Dia. Algumas decisões tomadas: a de morrer, olhando o sol no horizonte. A de sempre brincar de Deus como uma criança. A de absolutamente só crer no destino. E no final, como um cigano ou um poeta, escutar para sempre o silencio na luz absoluta.

*Texto escrito em 2012, lido na inauguração do Largo do Millôr, entre o Arpoador e a praia do Diabo, no Rio.

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teatro-blog

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Descobertas e invenções maravilhosas que nunca vingaram

Edmund Pander esteve a milímetros de descobrir uma nova bactéria, mas não o fez. Em 1958, Pander entrou na sala de um castelo abandonado da Itália onde se realizava gigantesca procriação de uma nova bactéria maligna. Ele não tinha nenhum microscópio à mão e, pior, nem o menor conhecimento científico. Era apenas andarilho, dormiu ali e partiu cedo.

Em 1930, Oliver Carpentier estava tentando juntar relógio de ponto com um dos concertos para piano de Beethoven, quando sua mulher entrou em trabalho de parto. Ele largou tudo e chamou a parteira. Nasceram trigêmeos que nunca mais deram sossego para ele voltar à invenção.

Em 1030, numa praia do Brasil (que nem tinha esse nome ainda), um índio olhava para o horizonte e imaginava que devia haver terras lá longe. Impossível, naquele mar todo, serem eles os únicos habitantes. Durante seis meses, fez uma canoa. Conseguiu patrocínio do cacique e, depois de despedir-se da tribo, partiu. Não navegou nem quinhentos metros, naufragou e morreu.

Johannes Burg, intrépido alemão, muniu-se da maior paciência e da mais ferrenha perseverança e dispôs-se a inventar o moto-perpétuo. Depois de trinta anos de trabalho profícuo, quando achou que faltava apenas uma peça que encontraria a trinta milhas de sua casa, morreu.

William W. Wallet queria inventar o Boletim do Conselho Mundial, em 1877, porém nunca encontrou nenhuma perspectiva de aplicação para ele. Morreu pobre e esquecido na ilha de Páscoa.

Mesmo sendo chamado de louco por meia cidade, Douglas Teddy cismou que seria possível a geração espontânea. Anunciou que às duas horas do dia 24 de março de 1637, em plena Praça da Matriz, apareceria um sapo-cururu. No dia e hora marcados, com centenas de olhos fixos no ponto exato, apareceu realmente um batráquio. Mas não era da espécie anunciada. Na verdade, era uma rã-pimenta. Teddy foi desacreditado para sempre. E teve seu nome excluído do clube dos jogadores de truco.

Sam Barrell vivia com esta pergunta na cabeça: Por que não inventam um jeito de se viver para sempre? Por dia, ele a repetia mais de mil vezes. Às vezes, num lapso de tempo, pensava que podia ser o grande inventor da vida para sempre. Via-se cercado de pessoas que batiam nas suas costas, ofereciam muitos presentes, discursavam em seu louvor, erguiam brindes e bustos seus nas praças. Mas logo voltava à pergunta. Isso o levou à loucura em 1970, na cidade do Cairo.

J. P. Gudruph acreditava ter encontrado a fórmula para acertar nas corridas de cavalos e ter sucesso na conquista das mulheres. Havia chegado à fórmula depois de seis anos de pesquisas, mas, ao fim deles, as corridas foram banidas da sua terra e ele mesmo descobriu que não gostava tanto assim de mulher.

T. Weiss colocou na cabeça que a melhor forma de vida seria descobrir a maneira de não se preocupar jamais com o sucesso alheio. Conquistas, mídia, fama, spotlights, ovações, televisões, louvores… Tudo isso não teria mais lugar no seu dicionário. Jurou que queria morrer “seco e arreganhado” se voltasse a invejar os outros. Sua fórmula fez tanto sucesso que ele ficou conhecido do dia para a noite. Era assediado onde quer que fosse. Foi aí que se olhou no espelho e disse: Você é o máximo! Morreu seco e arreganhado.

Rui Werneck de Capistrano é artista prático e jogador de sinuca

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Playboy|1980

1982|Liz Glazowski. Playboy Centerfold

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Este é um texto sério

Bem-vindos a um dos pouquíssimos textos sem graça de minha carreira.

Para ser exato, lembro-me apenas de um assim, redigido na pré-adolescência. Por um desses fatos inexplicáveis da vida acabei, aos 13 anos, sendo raptado na saída do colégio. No esconderijo, o sequestrador mandou que eu fizesse um bilhete à família pedindo o resgate. Junto às minhas palavras dramáticas foi a pontinha da minha orelha. No dia seguinte, meus pais devolveram-na com uma carta dizendo que não tinham o dinheiro. No envelope, um vidrinho de cola Superbonder.

Episódios como o citado acima tornaram-me um adulto cético. Como muitos sabem, o ceticismo é a porta de entrada para o humorismo, essa arte do desespero contido. Foram anos e anos escrevendo em espaços como este. Eram piadas, pilhérias, patacoadas – apenas para ficar na letra “p” porque sou péssimo em sinônimos.

Sempre desejei ser um autor sério. Não um Nietzsche, com aquele bigode vassoura que assustava até padre exorcista, mas um nome minimaente valorizado pelos meus pares e pelo grande público.

É preciso dizer que não há respeitabilidade alguma na vida de um humorista. Duvida? Então tente coEste é um texto sérioncorrer a um prêmio Jabuti, mande seu original ao prestigiado Oceanos, alimente a esperança de que será chamado para uma live da Companhia das Letras, e aí conhecerá a chaga que é viver de fazer a vida alheia mais jocosa.

Humorista não é chamado nem para recolher as cadeiras da festa de encerramento da FLIP. Se um dos nossos aparecer em um evento artístico, vai ser para servir de escada a alguém que tem 500 mil seguidores no Instagram e lançou ensaios sobre a importância do politeísmo nórdico na vida da irmã do meio da Björk.

Humoristas e concursos literários. Outro tópico a ser lembrado numa explanação que pretende ser circunspecta. A chance de um autor humorístico ganhar, por exemplo, um prêmio da Fundação Biblioteca Nacional é a mesma que um papagaio tem de soletrar pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico – sem gaguejar.

Por isso decidi esquecer o riso e agora adotar o siso. Inclusive, acabei de colocar ponto final em um romance em estilo francamente pós-moderno. Nele, não há narrativa, personagens, plot, diálogos, capítulos, capa, folhas. E, claro, nenhuma editora interessada em ler uma cópia. Defino-me na minibiografia da obra como um seguidor de Schopenhauer e Einsenhower, especialmente a parte das piadas sobre bêbados do general.

É preciso ter coragem de promover a mudança quando chega o momento. Não quero mais ser o café com leite das Letras. Se eu for o chá de pata-de-vaca, já é um começo. Luz, quero luz, sei que além das cortinas tem o Pulitzer, o Nobel, o Troféu Imprensa. E, se o preço for bancar o sério, entrar para panelinhas, brigar por voto na ABL, estou disposto a pagar à vista.

Aliás, falando em dinheiro, se alguém souber de algum frila no núcleo de humor da Rede Globo, manda mensagem inbox.

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Antologia Lírica

 

Belchior

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Os livros do Prof. Thimpor

almoçoalmoçoNunca dê ouvidos às orelhas de livros. Elas são tragédias individuais, as fofocas bem intencionadas que acabam vestindo a rigor quem está pelado. Este livro pretende – o que já é um sintoma – mostrar ao público a inutilidade que está presente na obra do autor, num painel rico em esboços de arquétipos para a nossa perspectiva em que ainda predomina a tradição ocidental, num continente efetivamente mestiço de cultura. É a grande tragédia que invade nossas estantes.

Aos poetas interessa a poesia. A poesia é necessária, embora o povo, na sua humildade peculiar, ainda prefira arroz com feijão. Ou no feijão com arroz da poesia. Nascido em 1968 na pacata cidade de Piraí do Sul, no Paraná, Hilton Baudelaire só percebeu a gravidade do fato ao cometer, aos seis anos de idade, o primeiro soneto.

Único sobrevivente do grupo de paranistas que renovou a poesia e deus às letras nacionais nomes como Périplo Republicano e Sofisma Carvalhaes, só agora tem a petulância de vir a público e mostrar o seu repugnante lirismo incontido. “Para Viver Um Grande Almoço”, por isso mesmo, só interessa aos poetas. E aos que ainda não almoçaram.

Se vocês não sabem, o autor escreve bem. Não alinhava bem as idéias, pensamentos e só exige do leitor concentração absoluta para não perder o fio da meada, se é que existe fio e meada. Certos romances policialescos são muito mais complicados e frequentam com assiduidade a lista dos mais vendidos. Pedimos desculpas aos leitores.

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Ivana Aptekar. © PhotoSight Russian Awards

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