Fraga

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Ação da “inteligência”

Do Analista dos Planaltos – No Ceará o serviço de inteligência da Polícia Militar sabia que assaltantes invadiram dois bancos em Milagres. 14 pessoas morreram no tiroteio. Metade eram reféns dos bandidos. Em Curitiba a PM foi com a faca  na boca atrás de um traficante que, supostamente, matou um dos seus. Trezentas casas desapareceram num incêndio e centenas de pessoas ficaram sem rumo. Essa é a nossa Scotland Yard.

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Nem o Satanás está a salvo

Eva era uma gostosa, pois, fosse ela feia, Adão teria dado ouvidos a Deus, certo?

Nem o Satanás está a salvo. Coitado. Entidade espiritual que carregava uma certa dignidade e consistência ao longo dos séculos de existência, ele orbitava ao redor do que, grosso modo, se chamava de mal. Sei que já o mal não existe e que essa diferença entre bem e mal não passa de uma invenção do cristianismo, do patriarcalismo e uma imposição dessa sociedade que nos quer apartados dos nossos desejos.

Mas qual era essa dignidade que o coitado do Satanás perdeu e do que nem mesmo o pobre coitado está a salvo? E quem é esse Demônio suave que surge em comunidades satanistas agora?

Antes de tudo, vamos esclarecer que estamos diante de um personagem. Assim creio. Construído ao longo da história ocidental a partir de restos daqui e dali, o Satanás acabou por se constituir na figura que povoa a imaginação de muitos, chegando mesmo a quase merecer um Oscar. E se essa construção nos remete às mentalidades que a construíram, esse novo Satanás, que percebe-se brotar no discurso do satanismo light que encanta adolescentes hoje em dia, também ilumina quais seriam alguns dos traços dessa mentalidade que cultua um Demônio suave.

Claro que não vou perder tempo e espaço aqui fazendo diferenças sutis e obsessivas entre Satanás, Demônio e Diabo. Trato os termos aqui como sinônimos.

Vamos à primeira questão acima citada. Sua dignidade consistia em seu gozo em nos torturar. Essa tortura era, basicamente, excitar nossos desejos levando-nos a transgredir a norma divina. Já no relato do Gênesis, o personagem aparece tentando Eva, provavelmente, uma gostosa (única hipótese possível sobre Eva, pois, fosse ela feia, Adão teria dado ouvidos a Deus). A partir daí, ele enlouquece homens e mulheres, os deixando furiosos em busca da realização de seus desejos mais obscuros e violentos. Nosso personagem era conhecido por nos visitar nos sonhos, fazendo sexo conosco ou nos afogando em projetos de poder, vaidade e violência.

Sua crueldade era tal que sua representação era quase sempre a de um deformado, deformando corpos e almas para a eternidade, sendo o inferno seu lar. O medo do inferno formou inúmeras grandes almas ao longo da história. Alguns de nós chega mesmo a acreditar que talvez Deus não exista, mas o Satanás sim, devido à simetria moral entre o dito personagem e o estado do mundo em que vivemos.

No cinema, então, nosso personagem fez história. Da adolescente Linda Blair do “Exorcista” até inúmeros filmes mais ou menos bons (passando pelo grandioso “A Bruxa”), o cinema deve uma parte de sua bilheteria milionária ao fiel Satanás. Às vezes belo e irresistível, no corpo de um homem ou de uma mulher, às vezes monstruoso e asqueroso, o fiel Satanás fez a noite de muita gente ter mais ação e imaginação do que os personagens mais bonzinhos do cinema.

Portanto, sua dignidade e consistência eram sua capacidade de nos colocar além dos limites morais, processo esse delicioso em si mesmo. Ninguém jamais temeria o senhor do pecado, não fosse o pecado, em grande parte, uma delícia.

Vamos à segunda questão. Do que nem mesmo o pobre Satanás está a salvo? Resposta direta: da banalidade do narcisismo de bolso que alimenta nossa revolução moral moderna, conhecida como egoísmo libertário.

O pobre do Satanás virou a justificativa banal para você ser você mesmo. Alguém conhece ideia mais descabida do que precisar da autorização de uma entidade, outrora responsável pelos maiores terrores da alma e pela destruição do paraíso divino, para você viver suas pequenas taras que cabem no Instagram? O pobre do Diabo virou uma espécie de coach de bolso para você justificar seu mau-caratismo e falta de educação.

Portanto, nem o Satanás está a salvo da infantilização geral do mundo. E aqui chegamos à nossa terceira questão. O Demônio suave dos satanistas do bem que povoam as redes é um demônio que não dá medo a ninguém, pelo menos a ninguém que já viu um adolescente revoltado em seu quarto seguro. Pensar em você mesmo, antes de qualquer outra pessoa, sem culpa, é ser o que qualquer demonólogo decente sabe ser a versão mais infantil do Satanás. Eis a suavidade satânica da era em que vivemos.

O Satanás real, aquele que valia a pena respeitar, era o ser que estabelecia o dilaceramento moral essencial da vida ética. Mesmo acreditando nas virtudes, você não resistia aos vícios. E não à figurinha teenager que confunde o Demônio com uma tattoo supercool.

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Logotipos

linguiça

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Tchans!

ruby-knox-nude-twitpic-041711aRuby Knox. © TaxiDriver

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Prof. Thimpor

máquina-descalçaA Máquina Descalça, de J. Forbes; EditoraPriori; 226 páginas frente e verso; 226 cruzeiros (1 por página); capa grátis.

Uma holandesa é raptada por seres extraterrestres e levada ao planeta 662 – ramal 23, onde permanece 132 anos como prisioneira das potentes máquinas pensantes que habitam o misterioso corpo celeste, do tamanho de uma laranja sem sementes. Como prisioneira dos estranhos seres, a holandesa não diz uma só palavra e, até que as máquinas cheguem à uma conclusão, permanece sentada sobre um exemplar da revista “GutGut”, distribuída nos banheiros públicos de Londres.

Quando finalmente resolve abrir a boca e dizer algo, uma das máquinas, semelhante à uma lavadora automática cheia de roupas sujas, lhe desfere um pontapé no traseiro, ato imediatamente revidado pela holandesa, que fica com o pé inchado durante o resto de sua permanência naquele planeta. Devolvida à Terra, ela é encontrada por um povo extremamente desenvolvido, recebendo sessões diárias de acupuntura até que, lendo o jornal de domingo, encontra um emprego de peneira e foge de tudo.

A narrativa forte de J. Forbes evoca Isac Asimov da fase azul, com exceção da parte em que a holandesa sobe as escadas em direção ao WC da Diretoria. Para os leitores da moderna ficção científica com problemas no trato urogenital, um livro perfeito.

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Sessão da meia-noite no Bacacheri

Em 1978, Ron Stallworth (John David Washington), um policial negro do Colorado, conseguiu se infiltrar na Ku Klux Klan local. Ele se comunicava com os outros membros do grupo através de telefonemas e cartas, quando precisava estar fisicamente presente enviava um outro policial branco no seu lugar. Depois de meses de investigação, Ron se tornou o líder da seita, sendo responsável por sabotar uma série de linchamentos e outros crimes de ódio orquestrados pelos racistas.

Infiltrado na Klan|Direção de Spike Lee (2h16m), John David Washington, Adam Driver, Topher Grace. Estados Unidos|2018

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Área de trabalho

área-de-trabalhoNa tela do meu computador, cartaz do filme Undergound (Mentiras de Guerra) de Emir Kusturica (1995), roteiro de Dusan Kovacevic e Emir Kusturica. França | Alemanha | Bulgária | República Checa | Hungria | Sérvia. Palma de Ouro, Festival de Cannes.

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Padrelladas

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Playboy – Anos 60

1965-Sally-Duberson1965|Sally Duberson. Playboy Centerfold

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Todo dia é dia

arribadois

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Saudades do Brasil

O jeito é escutar ‘Chiquita Bacana’ comendo compota de bacuri

Mais um conhecido meu se mudou para Portugal. Nos últimos cinco anos foram dezenas. Ao lhes perguntar por que estavam se mandando, cada um deu uma razão: profissional, econômica, pessoal —um deles queria saber como seria morar na terra de seu bisavô. Por trás das explicações, no entanto, o mesmo desencanto, cansaço, até um certo nojo. Nesses anos todos, o Brasil abusou da nossa fé.

Ir embora significa ficar longe das roubalheiras, da decepção, da crise. O problema é que, ao nos mudarmos para outro país, levamos o Brasil conosco. Ou, pelo menos, levávamos.

Nos anos 70, por todos aqueles motivos, eu próprio caí fora e também para Portugal. Muitos brasileiros que encontrei lá sentiam tremenda falta de feijão, café e guaraná. Outros eram carentes de bombom Sonho de Valsa e sabonete Phebo. Alguns me levavam a um canto e perguntavam se eu trouxera algum exemplar da revista Manchete com a cobertura dos bailes do Carnaval carioca. Na era pré-global, esses artigos não existiam no mercado.

Tom Jobim, que passou 1963 e 1964 em Nova York e Los Angeles, não suportava mais comer batata, até descobrir que, se fizesse amizade com os cozinheiros dos restaurantes, todos porto-riquenhos, eles lhe serviriam por fora o arroz que cozinhavam para eles. Ary Barroso, em 1942, foi convidado a ficar em Hollywood, onde o tinham chamado por causa de “Aquarela do Brasil”. Mas recusou: “Aqui não tem Flamengo”. E o poeta e diplomata Ribeiro Couto, louco de saudades do Brasil, só sossegou em 1949, quando lhe levaram em Belgrado, onde servia, o disco de “Chiquita Bacana”, com Emilinha Borba, e uma compota de bacuri. Ele escutava o disco comendo o doce, tendo espasmos de gozo.

Eu só pensava no sanduíche de salada de ovo do Bob’s. De férias no Rio, fui correndo ao Bob’s, mas ele parara de fabricá-lo. O Brasil é assim. Você lhe dá uma chance e ele te faz uma falseta.

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Tchans!

© Jan Saudek

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Você está indo pra lá?

bucetas© Manuel da Odete

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Todo dia é dia

merda

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Elas

Jaqueline Bisset. © Film Noir

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Tempo

Flávio Jacobsen, Elisa Soncin e o cartunista que vos digita, em algum lugar do passado. © Vera Solda

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Tchans!

© Furnaius Rufus

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Todo mundo lá!

O Bazar da Aldeia é um evento multicultural, com exposição e vendas de Arte, produtos de Design Autoral, Música e Literatura, Moda e Gastronomia, e, nessa edição, traz a novidade da Feira de Agroecologia, com Paisagismo Produtivo.

Também é um espaço de encontro dos criativos da cidade, com o público antenado, que se identifica com a diversidade artística, original e de bom gosto de nossa produção local. No Bazar da Aldeia, várias atrações culturais, oficinas, espaço recreativo para crianças, apresentações de música, dança e malabares.

Bazar da Aldeia conta com a participação da Rádio Cultura de Curitiba, AM930 e fará homenagem póstuma especial ao artista e ilustrador, Foca Cruz ( 1963|2018).

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