Tempo

Vera Solda abre o portão para as Teixeiras, Dóris e Iara, em visita ao Bacacheri. O veículo estacionado é um autêntico Fiat Panorama, ano 82, toca-fitas RoadStar, autorreverse, mais amplificador Tojo. O carro, na família há trocentos anos, recebeu uma revisão geral, lataria e pintura, gentileza de Tiago Recchia, ele mesmo, quando ainda trabalhava na Gazeta do Povo. © Dóris Teixeira

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Curitiba volta a inovar no transporte

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Dois em um

© Myskiciewicz

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Fraga

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Raridades (ou, um que eu tenho)

Band of Gypsys – Produzido menos de um ano antes de sua morte em setembro de 1970, Band of Gypsys foi gravado ao vivo para cumprir uma obrigação contratual de Jimi Hendrix com show, intercalando documentário, entrevistas e depoimentos, incluindo Billy Cox e Buddy Miles. 140 Min. NTSC. Dolby Digital.

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Quem é ele?

Ilustração para a capa da Raposa (fase Diário do Paraná), edição número 10, 1978.

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Revista Ideias

Travessa dos Editores|#208|Fevereiro, 2019

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Jairo Nascimento

Um anjo negro partiu nesta semana em que a vida de crianças, com o sonho que ele realizou, foram ceifadas pelo fogo e, muito provavelmente, pela irresponsabilidade dos adultos. Ele era enorme no tamanho e tinha uma alma tão leve que o fazia flutuar não apenas nos voos das defesas espetaculares que encantaram multidões.

Andava silencioso, com o olhar infalível dos raros que têm entendimento total com a bola de futebol que foi a razão da sua vida – e o sorriso era de quem sempre esteve de bem com o que interessa na vida. Ao filho que tem a honra de carregar o nome, disse que não precisava ser próximo do jogador que começou no Caxias de Joinville; passou rapidamente pelo Fluminense, veio se consagrar no Coritiba e virou ídolo no Corinthians, quebrando uma daquelas tradições malucas deste mundo esportivo – a de que um goleiro negro não dava certo naquele espaço vital onde, reza outra lenda, não nasce grama. Chegou à Seleção Brasileira; voltou ao Coritiba para participar da conquista do inédito título de campeão brasileiro; ainda rodou por outros clubes até os 44 anos e foi ser Jairo Nascimento sempre, até ser derrotado por uma doença nesta semana triste. Foi ser o anjo negro a mostrar a crianças de Araucária e Agudos do Sul, onde as treinou em escolinhas, o que vale na vida, além de se persistir com afinco na caminhada de um ideal. Os meninos que ele treinou e certamente deixou a lição, eram desses que não aparecem, abandonados; enfim, sem pai, mãe ou família. Certa vez, ele já aposentado dos campos, mas vivo na memória, me veio a história do que fazia no seu início de trajetória estelar no Coritiba. Visitava uma pensão na rua XIII de maio, onde moravam os pobres da cidade. Ali tinha um amigo torcedor, mas fazia questão de passar energia positiva, aquela revelada até o fim no seu sorriso puro como uma flor para uma mãe esquizofrênica e uma menina ainda pequena – que nunca esqueceu isso- ela hoje avó. O anjo negro sempre foi revelador. Saber que ele foi levado de Joinville para o Rio de Janeiro pelas mãos de um dos grandes exemplos de caráter, apenas reforça tudo. João Saldanha, o João Sem Medo, o queria no Botafogo depois de vê-lo atuar no time catarinense que lhe abriu as portas para fazer ser o grande atleta. Não deu certo, mas deu certo, como acontece com os predestinados. Num salto do tempo, vê-lo na última aparição na televisão não era se deparar com alguém com o mal terrível, porque nos olhos, no sorriso e no falar, era alguém que soube viver plenamente, como deve ser. Outro salto no tempo, para trás, ele carregando, ao lado de Rafael Camarota, a taça de campeão brasileiro em 1985. Rafael foi santificado como o goleiro que deu o título ao time, e demonstrava isso no semblante, na sua maneira de ser. Na outra asa da taça, Jairo era o Jairo, a felicidade de quem cumpriu sua missão, porque começou como titular daquele time e ajudou na conquista. Na igreja evangélica onde o corpo dele foi velado, uma multidão foi homenageá-lo.

Era o povo, esse sofrido povo – e a maioria teve a felicidade de conhecê-lo dentro e principalmente fora do campo. O choro da maioria, principalmente dos que fazem parte de sua bela família, era o do sentimento de alguém muito especial que partiu antes do tempo. Mas todos sabem que o Anjo Negro ficará para sempre.

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Fumo-Um

© Orlando Pedroso

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Playboy – Anos 70

197008-Sharon-Clark1970|Sharon Clark. Playboy Centerfold

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Flagrantes da vida real

Sandra Solda e Ernani Buchmann, em algum lugar do passado. © Maringas Maciel

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PT teme transferência de Lula para complexo penal em Pinhais

Marca-passo – A nova condenação do ex-presidente Lula no caso do sítio de Atibaia aumentou a apreensão no PT em relação a uma possível transferência do petista para o Complexo Médico Penal, em Pinhais (PR).

Minuto a minuto – A pedido da direção petista, a assessoria jurídica do partido no Congresso está fazendo um pente-fino em eventuais pedidos de deputados da base de Jair Bolsonaro para que Lula deixe a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.

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Mazzi. © IShotMyself

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Homenagem da pesada

A ciclovia Tim Maia, no Rio de Janeiro, desabou pela terceira vez na madrugada de quinta-feira. O primeiro desabamento foi em janeiro de 2016, logo depois de inaugurada pelo então prefeito Eduardo Paes, causando a morte de duas pessoas.

Construída à beira-mar, há três anos a ciclovia teve mais de 50 metros arrancado depois de ser atingida por ondas. Em fevereiro do ano passado um forte temporal derrubou outro trecho. Agora, novamente o desastre veio de cima. A queda foi causada pelo temporal que atingiu a capital do estado. Ou seja, a obra construída à beira-mar não resiste às ondas e também não pode chover muito.

A desastrosa ciclovia do Rio demonstra muito bem o risco que os nossos administradores públicos são para a população e o perigo sério que é ser homenageado por eles. A memória de Tim Maia que o diga.

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Jogador de Itararé que morreu em incêndio no Flamengo estava há uma semana no Rio de Janeiro

Reprodução Facebook

Segundo a família, Gedson dos Santos, de 14 anos, estava há dois dias no Centro de Treinamento Ninho do Urubu. Incêndio matou 10 pessoas e deixou três jogadores da base do clube com queimaduras.

O adolescente Gedson Beltrão dos Santos Corgosinho, de 14 anos e que tem família em Itararé (SP), está entre as 10 vítimas da tragédia no CT Ninho do Urubu, do Flamengo, no Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (8). Gedson era atacante e tinha ido para o Rio de Janeiro há uma semana, segundo o tio Agenor Monteiro.

Após o fim do contrato com o Athletico Paranaense em dezembro de 2018, Gedson foi escolhido para ir para o Flamengo depois que o clube fez parceria com o Trieste. Ainda de acordo com o parente, ele estava no Centro de Treinamento há apenas dois dias e ia começar a treinar pelo clube nos próximos dias.

“Ele estava no Athletico e depois do empresário levar para o Rio, ele foi escolhido. Ia começar a jogar e estava muito feliz, porque era a realização de um sonho. Na noite, antes do incêndio, falou com meu irmão e disse que ia conhecer o Maracanã e começar os treinos”, afirmou ao G1. Nas redes sociais, Gedson, que era conhecido como Gedinho, chegou a postar horas antes do incêndio que havia se mudado para o Rio de Janeiro.

A notícia do incêndio chegou para a família no início da manhã. Segundo Agenor, a família foi para São Paulo e, na sequência, para o Rio de Janeiro. De acordo com o ex-técnico de Gedson, Murilo Pontes, antes do adolescente ir para o Flamengo, Gedson jogou no Trieste Futebol Clube, de Curitiba, no Athletico-PR e começou no projeto Associação Atlética Banco do Brasil, em Itararé.

“Ele começou com a gente e sempre foi um garoto de destaque. Muito dedicado e bem competitivo. Daqui, já foi pra Curitiba e ia se destacando. Era um garoto promissor e todos nós ficamos muito triste”, afirma o coordenador do projeto Associação Atlética Banco do Brasil.

Após a tragédia, muitas mensagens de luto foram publicadas na página do jogador. “Eram tão jovens. Com tantos sonhos, tantas esperanças. Que Deus conforte as famílias”, escreveu um internauta.

“Hoje o seu sonho se encerra, mas o seu talento, dedicação, profissionalismo mesmo sendo muito jovem, continuará alimentando os sonhos de todos o seus amigos que aqui permanecem. Seu exemplo continuará arrastando todos seus colegas da escolinha. Hoje todos nós choramos no mesmo tom pela sua partida, mas na certeza que no céu, é um anjo a velar pelos coleguinhas que seguem no mesmo sonho que era o seu. Deus conforte familiares, amigos”, publicou um internauta.

Ao G1, uma parente do garoto, ele sempre sonhou em ser jogador de futebol desde criança. “Ele era o orgulho e a esperança da família. Estamos muito abalados”, afirmou. O prefeito de Itararé Heliton do Vale publicou em suas redes sociais lamentando a morte de Gedson.

“Ninguém deveria nos deixar assim, tão cedo. Com tantos sonhos. Com tantos planos. Mas Deus sabe a hora de cada partida. Sabe a hora de apitar o fim do jogo. Mesmo que, para nós, não faça sentido. Minha solidariedade aos pais, amigos e familiares do grande Gedinho que, tão novo, já brilhava em campo e, agora, brilha lá no céu. Contem com minhas orações.”

Itapetininga e Região

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Aposentadoria de governador

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Gilmar Mendes é investigado pela Receita e pede apuração a Toffoli

O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), enviou ofício ao presidente da Corte, Dias Toffoli, pedindo a adoção de “providências urgentes” para apurar a iniciativa de auditores fiscais de investigar a ele e a seus familiares sem “nenhum fato concreto” que pudesse motivar a devassa.

Ele pede ainda que seja apurado o vazamento das informações.

Nesta sexta-feira (8), a coluna Radar, da revista Veja, revelou que a Receita Federal abriu um procedimento para identificar supostos “focos de corrupção, lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio ou tráfico de influência” do magistrado e de sua mulher, Guiomar Mendes.

Nos documentos, os agentes afirmam ainda, de forma genérica, que “o tráfico de influência normalmente se dá pelo julgamento de ações advocatícias de escritórios ligados ao contribuinte ou seus parentes, onde o próprio magistrado ou um de seus pares facilita o julgamento”.

No ofício enviado a Toffoli, o ministro Gilmar Mendes diz que os funcionários da Receita fizeram “ilações desprovidas de qualquer substrato fático” não apenas a ele mas “em relação a todo o Poder Judiciário”.

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Mendes relata a Toffoli que “auditores fiscais não identificados” da Receita estariam realizando “pretenso ‘trabalho’ voltado a apurar possíveis ‘fraudes de corrupção, lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio ou tráfico de influência’ praticados por mim e/ou meus familiares”.

Segundo ele, nenhum fato concreto é apresentado nos documento “que foram vazados à imprensa”.

O magistrado também informa que não recebeu “qualquer intimação referente ao suposto procedimento fiscal e também não tive acesso ao seu inteiro teor”.

Afirma ainda que os documentos deixariam claro que se trata de investigação criminal, o que “aparentemente transborda do rol de atribuições dos servidores inominados”.

Ele afirma ser “evidente” que, num Estado de Direito, todo cidadão “está sujeito a cumprir as obrigações previstas em lei” e sujeito, portanto, à regular atuação de fiscalização de órgãos estatais.

Mas afirma: “O que causa enorme estranhamento e merece pronto repúdio é o abuso de poder por agentes públicos para fins escusos, concretizado por meio de uma estratégia deliberada de ataque reputacional a alvos pré-determinados”.

Diz que “referida casuística” não é inédita e se volta contra integrantes do Judiciário “em especial em momentos em que a defesa de direitos individuais e de garantias constitucionais desagrada determinados setores ou agentes”.

Publicado em Monica Bérgamo – Folha de São Paulo | Com a tag , , | Deixar um comentário
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Há dois tipos de palavras: as proparoxítonas e o resto

As proparoxítonas são o ápice da cadeia alimentar do léxico.  Estão para as outras palavras assim como os mamíferos para os artrópodes.  As palavras mais pernósticas são sempre proparoxítonas. Das mais lânguidas às mais lúgubres. Das anônimas às célebres.

Se o idioma fosse um espetáculo, permaneceriam longe do público, fingindo que fogem dos fotógrafos e se achando o máximo. Para pronunciá-las, há que ter ânimo, falar com ímpeto – e, despóticas, ainda exigem acento na sílaba tônica!

Sob qualquer ângulo, a proparoxítona tem mais crédito.
É inequívoca a diferença entre o arruaceiro e o vândalo.
O inclinado e o íngreme.
O irregular e o áspero.
O grosso e o ríspido.
O brejo e o pântano.
O quieto e o tímido.

Uma coisa é estar na ponta – outra, no vértice.
Uma coisa é estar no topo – outra, no ápice.
Uma coisa é ser fedido – outra é ser fétido.

É fácil ser valente, mas é árduo ser intrépido.
Ser artesão não é nada, perto de ser artífice.
Legal ser eleito Papa, mas bom mesmo é ser Pontífice.

(Este último parágrafo contém algo raríssimo: proparoxítonas que rimam. Porque elas se acham únicas, exóticas, esdrúxulas. As figuras mais antipáticas da gramática.)

Quer causar um impacto insólito? Elogie com proparoxítonas. É como se o elogio tivesse mais mérito, tocasse no mais íntimo.  O sujeito pode ser bom, competente, talentoso, inventivo – mas não há nada como ser considerado ótimo, magnífico, esplêndido. Da mesma forma, errar é humano. Épico mesmo é cometer um equívoco.

Escapar sem maiores traumas é escapar ileso – tem que ter classe pra escapar incólume.  O que você não conhece é só desconhecido. O que você não tem a mínima ideia do que seja – aí já é uma incógnita.

Ao centro qualquer um chega – poucos chegam ao âmago. O desejo de ser proparoxítona é tão atávico que mesmo os vocábulos mais ordinários têm o privilégio (efêmero) de pertencer a essa família – ou não seriam chamados de oxítonas e paroxítonas. Não é o cúmulo?

É isso, vivendo e aprendendo!

Prof. Eduardo Affonso

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Benett

© Benett – Plural

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