Aparelho cultural

Governo Bolsonaro loteia e macula o setor com nomes de um gueto obscurantista

Assiste-se no atual momento à conjunção de pelo menos dois despropósitos na política cultural do governo Jair Bolsonaro. O primeiro é o aparelhamento ideológico dos órgãos públicos, condenado com estridência na campanha eleitoral bolsonarista como uma deformação característica das administrações petistas.

O segundo é a seleção para cargos relevantes de nomes sem qualificação para o exercício das funções —para dizer o mínimo.

Tome-se a escolha de Dante Mantovani, recém-nomeado presidente da Funarte —entidade, aliás, criada durante o ciclo militar com o objetivo de difundir e fomentar a atividade artística no país.

Em seu canal numa rede social, Mantovani coleciona declarações estapafúrdias, como o “rock ativa as drogas, que ativam o sexo livre, que ativa a indústria do aborto, que ativa o satanismo”. Em seus delírios chegou até mesmo a defender que a Terra seria plana.

A charlatanice intelectual do nomeado encontra eco nas declarações constrangedoras do novo gestor da Biblioteca Nacional, Rafael Nogueira, dedicado devoto do ideólogo Olavo de Carvalho, o guru-mor do bolsonarismo.

Para Nogueira, por exemplo, a presença em livros didáticos de letras de canções de Caetano Veloso ou do grupo Legião Urbana ajudaria a explicar o analfabetismo que persiste na população.

Comanda o aparelhamento cultural o secretário Roberto Alvim, recentemente alçado ao posto. Em seu caso, além de tolices e grosserias conhecidas, investiga-se se buscou beneficiar pecuniariamente sua mulher quando dirigiu a Funarte —esperteza que faz lembrar o bordão pueril “acabou a mamata”, usado na campanha eleitoral.

Em tal cenário, nem chega a surpreender que o novo comando da Ancine tenha determinado a retirada dos mais de cem quadros que, havia quase duas décadas, exibiam pôsteres de filmes em sua sede.

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Ridendo castigat mores – Voltaire

© Myskiciewicz

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Todo dia é dia

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Bah!

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Flagrantes da vida real

the-guitar-manThe Guitar Man.  © Maringas Maciel

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país-racista

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O bardo de Paranavaí

1991|Dedicatória do livro “Haicaismos”, de Sérgio Rubens Sosséla, Edições Cavalo Marinho, Livraria e Tipografia Eclética, Paranavaí|PR.

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Diny. © I Shot Myself

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Solidariedade

curtam-cartum-glauco-100Em 1983, devido a um acidente de carro, desloquei duas vértebras da coluna, no chamado “chicote” e tive que usar colar cervical durante um bom tempo. Fui afastado do trabalho, para recuperação. Um dia, recebo em meu apartamento, no Bacacheri, a visita de Glauco e Paulo Caruso. Passamos a tarde conversando, jogando conversa fora em meu estúdio, trocamos figurinhas (nos conhecemos em Piracicaba, 1974, por aí).

Glauco era uma pessoa rara — são poucas as que praticam a humildade — esse dia foi marcante; confesso que não sei o que eles estavam fazendo em Curitiba. Talvez o Paulo Caruso saiba. Glauco, obrigado, onde quer que você esteja.

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Playboy – 1980

1987_03_Marina_Baker_Playboy_Centerfold1987|Marina Baker. Playboy Centerfold

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Imperdível!

capítulosPensando na relação entre arte e poder, o documentário filmado no Museu do Louvre questiona se a arte pode nos ensinar sobre nós mesmo, inclusive nos momentos mais sangrentos do mundo.

Francofonia – Le Louvre sous l’Occupation – Louvre Sob Ocupação, 2016, direção de Alexander Sokurov. França, Alemanha e Holanda.

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Jeremias

Desenho de Ziraldo

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VOCÊ ENVERGONHA a classe dos casados, desabafei com o amigo. Temos cinco décadas de intimidade respeitosa, não esse abuso dos jovens a quem mal se concede atenção e começam a perguntar nossa idade. O amigo rende culto e devoção à mulher, por quem faz coisas degradantes para o universo masculino. Toda manhã ela passa-lhe as tarefas, o bilhete na cabeceira – para dormir até tarde. Tarefas vis, degradantes.

AMOR NÃO ESQUEÇA a feira, Vida, pegue a bolsa no sapateiro, Paixão, me traga dinheiro do banco. Teve até o dia com o bilhete e o sutiã: Môr, costure o fecho, arrebentei sem querer. Ele ainda cozinha, lava e passa. Escolhe os sapatos dela e, tenho horror de referir, pinta-lhe as unhas, todas. Se a fulana for uma brastemp, não abri a porta para conferir gavetas e bandejas e molhar o dedo na geleia, essas intervenções no guarda-comida.

ENTENDI QUE ELA paga bem, agradece e promete nos bilhetes: Beijos mil, Uma lambida na orelha, Zilhões de chupões. Ele conta, exibido, mas não explica, a promessa da “bolina com pena de ganso”. A vida dos dois é acompanhada pela diarista, machista até a medula, que adora o patrão. Chega cedo para lhe preparar o café e espera sua chegada para entregar o robe de chambre. Não fosse ele, teria pedido a conta.

A DIARISTA ODEIA a patroa folgada e deseja o patrão desde que leu o bilhete fatal: Te pago com bilhões de boquetes. Desse dia em diante a devotada trabalhadora derrete-se para o patrão, seus olhos, parados, lânguidos, líquidos, de uma ovelha no cio.

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Céline Sallette, atriz do filme “L’Apollonide: Souvenirs de La Maison Close”.  © Grosby Group

L’Apollonide – Os Amores da Casa de Tolerância – O bordel L’Apollonide está vivendo seus últimos dias de funcionamento no início do século 20. Mas é neste mundo reservado que muitos homens se apaixonam e se entregam, tornando-se muitas vezes dependentes das “companheiras”, com quem dividem seus segredos, medos, dores e, claro, o prazer.

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Tiros em Brasília

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Profissões artísticas e culturais são excluídas do MEI

DJs, cantores, professores de música, arte e teatro não poderão mais ser enquadrados como microempreendedores individuais

Uma série de profissões ligadas à cultura não poderão mais ser enquadradas como MEI (Microempreendedor Individual).

Cantor e músico independentes, DJ, VJ, humorista ou contador de histórias, instrutor de artes cênicas, instrutor de arte e cultura, instrutor de música e proprietários de bar com entretenimento estão entre as categorias excluídas do MEI, listadas em resolução feita pelo Comitê Gestor do Simples Nacional e publicada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (6).

As novas regras passam a valer em janeiro de 2020.

O MEI permite ao pequeno empresário com faturamento anual de até R$ 81 mil o pagamento de valores menores para tributos como INSS, ICMS e ISS. Segundo levantamento do Sebrae divulgado em setembro, cerca de um terço dos empresários registrados como MEI atuavam na informalidade anteriormente. Com a formalização, o MEI pode emitir nota fiscal e ter benefícios previdenciários.

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Viajando na maionese

Além de afirmar que o rock leva ao aborto, que John Lennon fez um pacto com o diabo e que um agente comunista infiltrado na CIA distribuía LSD para jovens em Woodstock, o novo presidente da Funarte, Dante Mantovani, também acredita que a Terra é plana. No Facebook, Mantovani zomba dos “terrabolistas” e chama a NASA de “agência de desinformação e propaganda da Guerra Fria”. Pode?

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A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA de São Paulo não resistiu à pancadaria de deputados e protestos populares e vai votar escondido a reforma da previdência estadual. Uma sinuca de bico, pacau de bola sete. Lei que se vota no escuro, na moita, é trama, conspiração.

COMO SÃO PAULO não tem ópera de arame e o Carandiru está fechado, os deputados terão que debater e votar no estilo motel: a assembleia com portas e janelas fechadas, os deputados de almas nuas para fazer sacanagem contra os funcionários.

A MAÇONARIA também funciona de portas fechadas. Ela pode, é sociedade secreta, tem mistérios rituais e só faz o bem. Nu por lá, só o bode mansinho, que, dizem, os maçons adoram em segredo. Perigoso mesmo, só o bode da previdência.

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