Quaxquáx!

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Flagrantes da vida real

rodrigãoRodrigo Barros Del Rei, mais feliz que mosca em tampa de xarope. © Maringas Maciel

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Tempo

Clarah Averbuck, em algum lugar do passado. © Celso Tavares

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Bolsonaro, Pompeo e Trump, Lula, Maduro e Chávez: a salada indigesta das relações externas do Brasil

Tem tido respostas o uso do território brasileiro como palanque da campanha de Donald Trump pelo secretário de Estado Mike Pompeo, em sua visita a Roraima na semana passada. O secretário americano fez graves provocações ao governo da Venezuela. Ele veio aqui passar mensagens ao eleitorado de direita de origem latina, que Trump procura cativar nos Estados Unidos, fazendo do Brasil um palanque.

Houve reação, a começar pela pronta resposta do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, na exigência de mais respeito ao nosso país nas relações externas. Um grupo de senadores também quer aprovar um “voto de censura” aos EUA, o que serviria para compensar a falta de ação de Davi Alcolumbre, péssimo presidente do Senado, que não respeita nem os aspectos de respeitabilidade formal daquela Casa. Com mentalidade de político do baixo clero, o senador pelo Amapá só pensa em benefícios pessoais e de sua família.

Neste caso da desrespeitosa visita de Mike Pompeo cabe separar também o teor das indignações, que podem até soar como justas de origem, mas seguem interesses diversionistas com intenção de esconder responsabilidades sobre a bagunçada condição das relações externas do Brasil, além de apontarem, em maquinação asquerosa, qualidades onde isso absolutamente não existe.

Estou falando da esquerda brasileira, claro, mais propriamente do chefe do maior partido esquerdista, o incorrigível Lula e seu PT, sigla que mistura-se hoje em dia com o que de pior existe na política brasileira, juntando forças com corruptos no favorecimento da impunidade. Lula também protestou contra as falas do secretário americano de Trump, mas aproveitou para encaixar um elogio ao regime de Maduro.

Não nos enganemos: a política externa do governo Bolsonaro é um desastre, porém os problemas sérios do Brasil em política internacional têm como origem a política externa dos quatro mandatos do PT, comandados por Lula, com suas relações estreitas e cúmplices com governos de tendência altamente antidemocrática na América Latina. Destas equivocadas alianças petistas destaque-se como um dos maiores problemas o governo de Nicolás Maduro, com as graves complicações surgidas desde a criação deste lamentável regime bolivariano, com Hugo Chávez.

Mas vamos ao que disse Lula. Em entrevista à agência de notícias Reuters, o chefão do PT criticou a visita do secretário Mike Pompeo ao Brasil, aproveitando para tentar favorecer Nicolás Maduro. “Gostemos dele ou não”, disse Lula sobre seu antigo parceiro, “a Venezuela tem um presidente eleito”.

Ora, pode parecer verdade que “a Venezuela tem um presidente eleito”, no entanto não é uma verdade completa. Este é o modo costumeiro de Lula falar, com suas meias-verdades. Nicolás Maduro é um ditador, um destruidor da democracia que usa a fachada de governante que chegou ao poder pelo voto popular.

Acontece que as eleições na Venezuela não são limpas. O quadro eleitoral vem sendo montado da forma que melhor favorece ao governo bolivarianista e isso ocorre desde o primeiro mandato do criador do regime, Hugo Chávez. O governo de Maduro atropela as leis ou simplesmente as mudam quando lhe convém. Tampouco respeitam uma relação democrática com os outros poderes, muito menos com a população. Continue lendo

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Soy loco por Teresina!

Praça D.Pedro II, 28 de dezembro, 2009. © Joyce Vieira

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Playboy|1970

1970|Avis Miller – Playboy Centerfold

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Biografia não autorizada

capa-bandidoEditora Nossa Cultura, Curitiba, 2013, Tonhinho Vaz. Na capa, Paulo Leminski em seu habitat. Foto de Américo Vermelho. Criação do cartunista que vos digita.

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Devagar e sempre…

Do livro “Séquisso”, Newton Bento, 1993, Ideias Menores Abandonadas.

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Liberdade ainda que prisioneira

A Estátua da Liberdade se chama, oficialmente, Estátua da Liberdade Iluminando o Mundo. Ela foi oferecida, em 1886, à América pelos franceses e construída num dos acessos ao porto de Nova York. O escultor Frédéric-Auguste Bartholdi projetou-a para ter 91,5 metros desde a base do pedestal até a ponta da chama do facho. O pedestal é de granito e cimento, a figura, com 45,3 metros, é feita de chapas de cobre colocadas sobre uma estrutura de ferro e aço. Foi Gustave Eiffel, o mesmo da torre famosa, que a construiu. E ela fica lá servindo de cartão postal, inerte, mal iluminando suas próprias redondezas.

O mundo, mesmo, permanece meio que no escuro, no caos dos homens-bombas e dos atentados terroristas em geral. Nem sei por que conto isso. Talvez porque pouca gente consiga transpor a Porta de Jade, penetrando no Jardim das Delícias e conquistando os segredos da vida perene e satisfatória.

Não sabia como continuar o parágrafo anterior e parei. Acho que estava enveredando por caminhos difusos e comprometedores. Ou talvez apenas um pouco íngremes e cheios de musgos. Agora, respiro um pouco e tento engrenar.

Seria o amor espera e busca? Busca e espera? Um delivery sem mapa definido para a área de entrega? Um pedido de carinho que se pode fazer às quatro da manhã invernal, quando o ar treme de frio e solidão, com entrega prazerosa e imediata? Ou você pede a Estátua da Liberdade com batatas fritas e um refri? E dorme em meio a sonhos tumultuados de aviões que não levantam voo porque são feitos de madeira aglomerada que de desfaz em serragem quando tocada?

E a estátua chega de manhã, coberta de glórias passadas, com o fogo do facho apagado e murchos os lauréis que enfeitam a cabeça. “O amor é a estopa da natureza bordada pela imaginação”. Adicione um pouco de querosene e breu à estopa devidamente dobrada, prenda cuidadosamente na boca do balão, acenda e cante… noite de junho, céu estrelado, balão subindo, clareando a escuridão…

Eu sou assim mesmo, não adianta.

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Musas

meu-tipo-inesquecível-johanna-steegeJohanna Ter Steege, atriz de O Silêncio do Lago (Spoorloos|The Vanishing), de George Sluizer, 1988. © Reuters

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À espera do novo pacto

Com os neofascistas e os neo-stalinistas na área, é fatal que os extremos se encontrem

Já chamou alguém de fascista hoje? Se não, não perca seu tempo. Não por falta de fascistas na praça, mas pelo excesso. Nem no Estado Novo de Getulio Vargas, tantos no Brasil fizeram jus a esta que, até há pouco, era a pior ofensa que se podia fazer a alguém. Talvez por isto, por serem muitos agora os que se identificam com o credo, ser chamado de fascista deixou de ofender. O próprio Jair Bolsonaro, cujas teoria e prática —da morte que promove no atacado aos perdigotos que despeja no varejo— se inspiram em Mussolini, já foi tachado de fascista umas mil vezes. E nunca se ofendeu. Claro —por que se ofenderia?

A prova é que, coerentes, o governo e seus fâmulos no Judiciário tentam incriminar os antifascistas, por eles se oporem aos racistas, negacionistas, xenófobos, biocidas, propagadores de fake news e outros praticantes de disciplinas, estas, sim, criminosas. Ao persegui-los, o governante assume que avaliza essas práticas. Um dia, não poderá se queixar se for pendurado de cabeça para baixo.

Diante da naturalidade com que as pessoas passaram a reagir ao serem chamadas de fascistas, era fatal que outro cadáver ideológico ressurgisse da tumba em que foi sepultado nos anos 50 —o stalinismo. Assim como já não basta ser conservador ou de direita e é obrigatório ser fascista, não é mais suficiente ser liberal, social-democrata, socialista ou mesmo comunista. É preciso voltar a Josef Stálin, o pai dos povos, o guia genial da humanidade, como o chamavam os zumbis que o seguiam e justificavam tudo que ele fazia.

Com os neofascistas e neo-stalinistas na área, é fatal também que, de repente, voltemos ao dia 23 de agosto de 1939, quando o mundo ouviu, sem acreditar, que Stálin e Adolf Hitler tinham assinado um pacto de não-agressão. Mas era verdade. Stalin, inclusive, saudou “o amado Fûhrer dos alemães”.

Os extremos, afinal, se encontravam.

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jagger

Georgia Jagger.  © Kevin Lamarque/Reuters.

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Assim nasceu, viveu e morreu o Nicolau – III

Paulo Roberto Ferreira Motta é advogado, procurador do Estado e foi chefe de gabinete do então Secretário da Cultura René Dotti.

Diante da advertência do Viaro, alguém, acho o Wilson Bueno, calmamente, informou que Nicolau tinha origem no grego. Nike significa vitória e láos povo. (Tentando responder as críticas que surgiram antes mesmo de vir ao mundo, o Nicolau publicou a explicação no número 1, página 3.)

O Ivens Fontoura, numa conversa a latere comigo, lembrou que em espanhol Nicolau era Nicolás; em francês, Nicolas; em inglês, Nicholas; em alemão, Nikolaus ou Niklas; e nas línguas eslavas, Nikolái. Foi então que lembrei que o prenome do Maquiavel era Niccolò. Ou seja, todas as etnias estavam contempladas pelo nome Nicolau. O Viaro, reafirmou que gostava do nome, mas que podíamos nos preparar para chuvas e trovoadas. O René Dotti matou no peito e bancou o nome. O Nicolau, antes mesmo de nascer, já estava batizado. As críticas ao nome escolhido, quando o jornal foi anunciado, foram fortíssimas, autêntica avant première das incompreensões, invejas e autofagia que o Nicolau iria gerar e num determinado momento não resistir.

No dia 15 de março daquele ano, Álvaro Dias assumiu o governo do Estado. No dia seguinte, o René Dotti foi empossado na Secretaria de Estado da Cultura, e no dia 17 a equipe do Wilson Bueno estava a postos. Como ele havia prometido, era realmente enxuta: Jaques Brand, Luiz Antônio Guinski, Josely Vianna Baptista, Amilton Paulo de Oliveira, Rodrigo Garcia Lopes, Yara Rossini e Rita de Cássia Solieri Brandt, Iara Lessa. Quando a coisa apertava, pediam a ajuda da Adélia e do Zeca Corrêa Leite, que labutavam na Assessoria de Imprensa da Secretaria da Cultura.

Iniciando os seus planos de encartar o Nicolau em todos os jornais do Paraná, Bueno conseguiu uma lista com o nome, local e telefone das publicações. Explicava o projeto e pedia a tiragem do jornal para o levantamento de quantos exemplares o Nicolau teria que editar. Alguns jornais, da capital e notadamente do interior, inflavam o número da tiragem, certamente pensando em faturar algum com o encarte. O Wilson constatou a picaretagem e comentou com o René Dotti. Bueno não fez, nesse primeiro momento, contato com a Gazeta e com O Estado. Dada a importância dos dois jornais, achava que as negociações tinham que ser institucionais, conduzidas pelo Secretário.

René Dotti lançou mais um Maktub e foi à luta. Marcou reunião com Francisco Cunha Pereira e com o ex-governador Paulo Pimentel. Conquistando a Gazeta e O Estado/Tribuna, achava que os outros viriam atrás. Deu certo. O Dr. Francisco e o Paulo Pimentel compraram a ideia e se comprometeram a encartar o Nicolau sem custos, e forneceram a tiragem real dos jornais de que eram proprietários. Os outros, então, refizeram os números e vieram atrás. Ninguém queria ficar de fora. Depois de muitos cálculos, Wilson chegou à tiragem real de todos os jornais do Paraná de então: 175.000 exemplares.

Os números não eram nada pequenos. O Estadão e O Globo tiravam uns 200 mil. Em São Paulo, a Folha vendia menos que o Estadão e no Rio o Jornal do Brasil também tirava menos que O Globo. Veja, semanal e com circulação em todo o território nacional, batia na casa dos 500, 600 mil. Proporcionalmente à população de São Paulo e do Rio, o Paraná apresentava bons números na tiragem dos seus jornais. Wilson propôs uma tiragem para o Nicolau de 180 mil exemplares. Os 5.000 a mais seriam para distribuição em todo o Brasil, e no exterior, para as pessoas e instituições que interessavam ao Nicolau. As despesas com o Correio seriam altas, mas seria um investimento que se mostraria, depois do lançamento do número 1, espetacular. Esse número de 5.000, conforme o Manfredini, chegaria, depois, a 20.000.

Aí foi a vez da equipe financeira da Secretaria entrar em ação. Como se sabe, os orçamentos públicos são elaborados no ano anterior, eis que precisam ser aprovados pelo Legislativo. Quando o orçamento da Secretaria da Cultura foi montado, em 1986, ninguém imaginava o Nicolau. Em síntese, não havia qualquer rubrica orçamentária para o jornal. Teriam que catar um dinheirinho de outras rubricas, todas elas esquálidas. Os custos do jornal (equipe, diagramação, edição etc…) eram pequenos. O que assustava era o custo do papel (180.000 exemplares de 32 páginas cada número, mensal) e da impressão, além da postagem.

O Dotti mais uma vez foi falou Maktub e foi à luta com o Wilson Bueno debaixo do braço. Na Imprensa Oficial encontram a Santa Gilda Poli, professora de nomeada e Secretária da Educação do governo José Richa, que, segundo o Manfredini, já tinha feito contatos prévios com o Dotti para o lançamento de um jornal cultural. No governo Álvaro Dias, assumiu e Departamento. Santa Gilda Poli se encantou com o projeto do Nicolau e garantiu papel e impressão a preço de custo pela Imprensa Oficial. Os custos do jornal caíram para patamares bem menores, mas ainda não havia o dinheiro para pagar o papel e a impressão. Foi então que o professor Dotti, mais uma vez, resolveu ir a campo. Encontrou na presidência do Banestado o São Carlos Antônio Almeida Ferreira e garantiu os recursos que faltavam. Nicolau tinha adquirido todas as condições para nascer.

No dia 24 de julho de 1987, ele veio ao mundo. O sucesso foi retumbante. Foi distribuído para centenas de milhares de pessoas no Paraná e para milhares de pessoas em todo o Brasil e no exterior. O reparte da mala direta, os 5.000 exemplares, que depois viraram 20.000, Bueno tinha postado dias antes, para que, quando o Nicolau fosse distribuído pelos jornais, as pessoas que interessavam já soubessem da existência dele. Jogada genial.

Nos dias seguintes, chegavam milhares de cartas e telegramas na Ébano Pereira, 240. O Nicolau tinha sido um sucesso total. Explodiu em todo o Brasil, rebentou a boca do balão, literalmente. Ganhou reportagem em todos os principais jornais, rádios e televisões do Brasil. As duas telefonistas da Secretaria da Cultura foram à exaustão, novos ramais telefônicos tiveram que ser instalados, as pressas, na redação do Nicolau. Era Estadão, Folha de S. Paulo, O Globo, Jornal do Brasil, Zero Hora, o Estado de Minas, Veja, Isto É, Manchete, Rede Globo, Bandeirantes, SBT, TV Manchete. Até a Playboy ligou querendo saber da novidade. Todos queriam ouvir o René Dotti e o Wilson Bueno.

Nas semanas seguintes, exatamente como o Wilson Bueno havia previsto, começaram a chegar colaborações de todo o Brasil e do exterior. Os nomes que assinavam os artigos, as ilustrações e as fotos podiam figurar, todos, numa Enciclopédia da Cultura Brasileira. O time que participou do Nicolau, nos tempos do Wilson Bueno, não teria dinheiro que pagasse. Nem a Rede Globo aguarentaria o valor da folha de pagamento. E todos trabalhavam de graça.

O Nicolau deixou descendência logo depois de nascer. A Imprensa Oficial de Minas Gerais lançou o seu rebento alguns meses depois. A Imprensa Oficial da Paraíba veio atrás. Depois, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul. Eram belíssimas publicações, mas a mídia do eixo Rio-São Paulo só teria olhos para o Nicolau.

Nos dias em que o Nicolau saía encartado, Wilson Bueno ia a campo para pesquisar a aceitação. Provavelmente sem ter dormido, depois de perambular pelos bares, madrugava num terminal de ônibus escolhido ao acaso. Postava-se ao lado da banca de jornal, como quem não quer nada, e ficava de mutuca. Quando um comprador abria o jornal ainda na banca, tirava o Nicolau e guardava com carinho, o Wilson ia a loucura. Certa feita, um jovenzinho, muito pobre, mal vestido, chegou na banca e comprou a Tribuna, que era o jornal de menor preço de Curitiba. Retirou o Nicolau e devolveu a Tribuna ao dono da banca. O Bueno perguntou porque ele havia feito aquilo. O jovenzinho disse que só queria ler o Nicolau, não perdia um número. Wilson, com lágrimas nos olhos, abraçou o rapaz e tascou um beijo nele. Como o rapazinho não estava entendendo nada, Bueno explicou quem era. Convidou o rapaz para conhecer o Nicolau e dias depois ele estava lá.

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Corrupção

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