M-A-R

© Roberto José da Silva

 

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No céu, entre livros

Ruy Castro – Folha de São Paulo

Não consigo passar em frente a um sebo sem entrar. Já me vi apressado a caminho de compromissos em cidades que não a minha e, ao vislumbrar uma porta anunciando livros usados, algo me compeliu a entrar, indiferente ao fato de que chegaria atrasado. Aconteceu certa vez em Curitiba. Estava indo para uma entrevista quando vi, no outro lado da rua, o sebo Fígaro. Entrei -e me esqueci da entrevista. Depois dessa, aprendi. Sempre que vou a Curitiba, já saio do avião direto para o Fígaro.

Em São Paulo, dedico uma tarde inteira aos sebos da praça João Mendes e adjacências. Em Belo Horizonte, faço o mesmo no edifício Maleta. Conheço os sebos de Porto Alegre, Salvador, Natal. Nos do Rio, não me dou apenas com os gatos -sou íntimo até dos ácaros e, a alguns, chamo pelo nome. E não há sebo desprezível. O menor sebo que conheci era quase um buraco na parede, no Flamengo. Nas três primeiras vezes em que o visitei encontrei três preciosidades.

Há um famoso sebo em Nova York, o Strand, na esquina de Broadway e Rua 12, que se anuncia como tendo “18 milhas de livros” -28,96 km de prateleiras, do chão ao teto. Quando entrei nele pela primeira vez, em 1972, disse para mim mesmo a frase que nunca abandonei: “Quando morrer, não quero ir para o céu. Quero vir para este sebo”. Com os anos, adaptei-a a muitos outros sebos, principalmente brasileiros, até que acabei por generalizar: não quero ir para este ou aquele sebo, mas para os sebos -todos.

Fred Bass, que herdou o Strand de seu pai nos anos 1950, quando a loja era uma portinha, e a transformou no maior sebo do mundo, morreu na semana passada, aos 89 anos. Depois de uma vida inteira entre estantes, Bass acabara de se aposentar. A morte é a aposentadoria, só que mais radical.

Pelo menos, Fred Bass já passara a vida no céu.

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Mural da História

8-de-abril-20108 de abril, 2010 – O Ex-tado do Paraná

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Um que eu tenho

double-fantasy-twoJohn Lennon & Yoko Ono, Double Fantasy Sessions, Vol.2. Somewhere Over The Rainbow. Ova-se!

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1988|Eloise Broady. Playboy Centerfold

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© Perry Gallagher

Piercing é uma forma de modificar o corpo humano, normalmente furando-o a fim de introduzir peças de metal esterilizado. O povo da Papua-Nova Guiné centram a sua decoração no nariz, as decorações corporais, servem para conferir ao indivíduo as virtudes do animal de que provém esses adornos.Os Kayapos, perfuram as orelhas dos recém-nascidos e o lábio inferior dos mais pequenos. O chefe Kayapo tem o direito de ostentar um adorno labial de quartzo nas cerimónias particulares, diferenciando-se dos seus congêneres. (Wikipédia)

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As Novelhas, ontem

A Demissão – 19 horas

Examinando o script, Francisco Cuoco descobre que é Carla Camurati, no papel de uma empregada doméstica na mansão de dois mafiosos presos pela polícia. Desesperado, agarra Armando Nogueira que passa pelo corredor e exige uma nota de esclarecimento no Jornal Nacional. Camargo, ainda no camarim, finge indiferença. Pedro atira o iogurte na cara de Laurinda e sai pela culatra. Jacinto volta da Europa e encontra todo o elenco da novela de malas prontas. Reage. É demitido. Confusão. Celeste finalmente recupera a visão e se atira do décimo andar. Vespúcio tenta atravessar a Avenida Paulista. O sucesso o espera do outro lado, num boteco suspeito. Sobem as passagens de avião. Terror. Há rumores de demissão de diversos ministros.

A Farsa – 19h05min

Demóstenes recusa a pizza e é mal interpretado por Olívia, que se retira do velório. Olegário chega em casa e não encontra ninguém. Mora sozinho. O mistério aumenta quando descobre um bilhete em cima da cômoda. Não há cômoda na casa. As prostitutas que haviam seqüestrado Libório devolvem o corpo, mas sem a parte de baixo, atrapalhando as investigações. Jô Soares se desvencilha de um regime e é visto engordando numa churrascaria do Alto da Glória. Dias Gomes e Glória Magadan passeiam pelo Parque Barigüi. Dalton Trevisan os observa. Ronnie Cord é abatido a sorvetadas pelo fã-clube de Orlando Alvarado. A policia é obrigada a intervir.  Veruska entrega o ouro para os bandidos. É ouro falso. Os bandidos são falsos. Veruska é falsa. A farsa prossegue. Costinha assiste a tudo, de longe.

Sagrada Família – 20h20min

Lucinha Lins paga a conta da lavanderia com um cheque sem fundos de Renato Aragão. Eusébio, disfarçado no turco que tentou matar o papa, investe contra o padre com uma carabina. Pânico. Falta água benta na missa. As hóstias estão salgadas demais. Os fiéis invadem o púlpito. Deus não pode fazer nada. O sacristão é levado pela multidão. Ariana rasga seda enquanto Leo permanece jogando confetes. Alberto dá uma de joão-sem-braços, apesar da insistência de Rosita em fazer corpo mole. O jantar é servido. Não há comida. Débora dá com a língua nos dentes, mas não há mais nada a fazer. O galã da novela pisa no pé de Lucélia Santos, que revira os olhinhos, cede aos prazeres da carne e desmaia, estragando o capítulo. A substituição é inevitável. regopry Peck intervém. Ninguém discute com o xerife. David Jansen passa correndo pelo set de gravação.

Aeroporto – 22 horas

Nicanor perde todos os documentos num táxi a caminho do aeroporto. José Ribamar Ferreira de Araújo Costa é surpreendido tentando ouvir a grama do Maracanã crescer. Otávio compra a charrete roubada por Duarte. Pancadaria na família, pois a mãe de Otávio não quer charrete em casa. Vado suspira profundamente por Tereza, que finge amar Dario, o moribundo que dinamitou o helicóptero que levaria Talita até o aeroporto. Eunice encontra um cadáver no banheiro e perde a voz no pôquer. Lipe recupera a memória momentos antes de chegar ao aeroporto. A mãe de Nicanor perde o aeroporto. O autor da novela é preso no aeroporto, momentos antes de embarcar para a Europa. O último a sair tenta apagar a luz do aeroporto, mas é tarde demais. Roubaram a lâmpada.

Juventude Perdida – 22h15min

Raphael, depois que virou estátua, não faz movimento nenhum e permanece em silêncio, enfeitando o jardim de Mamãe Dolores. Maria Helena, preocupada com os brigadeiros para a festa, vai dar com os burros n’água. Sérgio não se conforma que o Natal caia exatamente no dia 25, pois tem compromissos inadiáveis e, apreensivo, olha os lírios do campo. Domênico vende o Pão de Açúcar para Fernando Mesquita (César) e toma o primeiro avião para Campinas, onde Cleide o aguarda com a cadeira-de-rodas roubada. Isabel Cristina, agora fazendo parte do Conselho Superior de Censura, é recebida com certa desconfiança pelos Alcoólatras Anônimos, que vendem todo o vasilhame imediatamente. As pupilas do senhor Reitor dilatam. O peru morre na véspera. Jards Macalé, bêbado, invade o quarto da Rainha da Inglaterra. Dorval e Mengálvio são vistos juntos novamente, numa pastelaria em Presidente Epitácio. Albertinho Limonta descobre que seu verdadeiro nome é Ésquilo e tenta se suicidar, se atirando debaixo do chuveiro. Seu terno encolhe. A respiração torna-se ofegante. A morte é certa. Os cães ladram.

Amor de Mãe – 23h10min

Os fuzileiros finalmente desembarcam na pequena ilha. Saem correndo atrás de cubanos e soviéticos. Tarcísio Meira deixa crescer a barba e as orelhas e parte em busca da fonte da juventude. Glória Menezes vai atrás. Onde o Tarcísio Meira vai, a Glória Menezes vai atrás. Uma barraquinha de caldo de cana é bombardeada pelos fuzileiros. Falta garapa na ilha. Adesordem se alastra. Glória Meneses vai atrás dos cubanos. Jornalistas desorientados tentam explicar a invasão de Tarcísios Meiras. A população não agüenta o vai-e-vem de Glória Menezes. O cruzado despenca. Crise na economia. As estradas são bloqueadas. Ninguém sai da ilha. É sábado. Todos vão à praia. Tarcísio Meira monta uma barraquinha de limonada. Glória Menezes espreme os limões.

Solda

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Aparício Fernando de Brinkerhoff Torelly (Rio Grande, 29 de janeiro de 1895 – Rio de Janeiro, 27 de novembro de 1971), também conhecido por Apporelly e pelo falso título de nobreza de Barão de Itararé, foi jornalista, escritor e pioneiro no humorismo político brasileiro.

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Rui Werneck de Capistrano

colapsoA reação depressiva imobiliza a pessoa. O desapontamentopode deixar a pessoa triste, mas não imobilizada. Não confunda estado de tristeza com depressão. Mas, a gente confunde tudo e acaba deprimido por causa disso. Ou muito, muito triste. O reconhecimento e a aceitação de um sentimento mudam a qualidade do estado emocional. Perceber, tomar conhecimento e aceitar um estado emocional dá asas novamente. Suprimir as emoções é a pior coisa a fazer. Isso amortece a luz da vida, rouba a energia da alma. Vamos buscar vitalidade pras nossas vidas. Vamos nos mover pra corpo e alma em perfeita sintonia. Ou, pelo menos, correndo na mesma direção.

Por aí, se vai fácil a um livro de 500 páginas com o pomposo título Colapso de uma ilusão. Evoca-se ambiente, companhias, solidão. Trazem-se à tona supressões, medos, negações, hostilidades, atitudes inconclusas. E as páginas se enchem de análises, conselhos, padrões de comportamento. E a vida mesmo está bem ali, depois da porta, antes da janela, no sofá, na cozinha, no quintal. Fisicamente presente, emocionalmente ausente ou vice-versa. E, aos trancos e barrancos, olha-se pra frente e tenta-se viver agora. Sem esquecer o ontem. Uma carga muito pesada pra quaisquer ombros, barrigas, mãos, cérebros. Juntos ou esquartejados.

Rui Werneck de Capistrano,
nem ninguém, escreveu esse livro.

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Flagrantes da vida real

Sérgio Albach, colorido, em algum lugar do passado. © Maringas Maciel

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Mural da História

este-perdendo-tudo13 de outubro, 2009 – O Ex-tado do Paraná

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Querido Deus, obrigado

Gregorio Duviver – Folha de São Paulo

Querido Deus, antes de mais nada, desculpa qualquer coisa. Sei que faz tempo que eu não falo com você. A última vez foi naquele meio segundo em que um ônibus veio desgovernado na minha direção. Foi tão rápido que o senhor nem deve lembrar. Ah, o senhor lembra de tudo? Então, era eu.

Tô super em falta, eu sei. E sim, eu sei que é estranho agradecer a alguém que eu costumo achar que não existe. É que o senhor, com todo respeito, deu alguns indícios fortes de que não existia. Aquele avião da Chapecoense, o câncer de uma amiga, o Temer ter sobrevivido àquela pedra. Tudo indicava que o senhor, ou bem não existia, ou bem fazia péssimas escolhas.

(Agora me ocorreu que o Senhor pode ter feito esse agrado somente pela minha mulher que, de fato, costuma agradecer muito ao Senhor. Mas também agradece a Iemanjá, Oxóssi, Krishna, santo Expedito, a Dalai Lama, às estrelas e ao Cosmos. Nesse caso, obrigado por não ter ciúmes e aceitar esse relacionamento aberto.)

Até que minha filha nasceu. E desde que ela nasceu, linda, cabeluda, bochechuda, e risonha, e mama horas seguidas, e arrota no meu ombro um arroto com cheiro de lavanda, e baba uma baba com cheirinho de nuvem e depois suspira e dorme encostada no meu peito, e meu dedo mindinho encosta na palma da mão dela e ela segura com toda a força do mundo, e enquanto isso a palma da minha outra mão sente um pum saindo do bumbum dela, e eu olho pra minha mulher e ela tá rindo o riso mais bonito do planeta, ela tá com o cabelo desgrenhado, o olhar de quem não dorme há três dias e só um peito pra fora todoembebido de gordura de picanha que é a única coisa que faz a dor passar, e, ainda assim, ela é a mulher mais bonita que eu já vi em toda a minha vida, e a gente fica rindo e já nem lembra o porquê, mesmo sabendo que essa noite nenhum de nós três vai dormir, mas quem é que se importa em dormir, dormir é superestimado, sexo é superestimado, sair de casa é superestimado, bom mesmo é sentir o cheiro dessa cabecinha perfumada e dançar os três apertadinhos pelo apartamento, e de repente o som começa a tocar “em algum momento da minha infância ou juventude”, é a Fraulein Maria cantando pro Capitão Von Trapp, “eu devo ter feito alguma coisa certa, afinal você tá aqui, na minha frente, me amando”, e a gente se olha e começa a chorar, e eu já nem sei se é tarde demais pra dizer: Obrigado, Senhor.

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Tchans!

Monica Bellucci. © Getty Images

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Mural da História

Charge que enviei ontem, às 20:08h, para  o site e Mariano, hoje na capa do Charge Online (15 de julho, 2007).

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Avril Lund. ©  LePress

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3 X 0 contra Lula valem mais do que qualquer reforma

A economia depende do TRF-4. Uma fonte do governo disse para O Globo que o julgamento de Lula conta mais do que a reforma previdenciária: “É muito mais importante para as pessoas acreditarem que os ajustes necessários realmente serão feitos.”

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Jeremias

Desenho de Ziraldo

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Ideias

revista-ideias-setembro-2016

Revista Ideias – #179,  Travessa dos Editores.

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Cachorrada

Ménage à trois. © Ricardo Silva

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Um herói cínico e hipócrita

Mario Sergio Conti – Folha de São Paulo

O herói de “Pessach: A Travessia”, o romance de Carlos Heitor Cony de 1967, é um narrador astuto. Reptiliano, Paulo Simões avisa logo de cara: “Os outros têm razão: sou um hipócrita ou um cínico, talvez as duas coisas juntas”.

Na frase seguinte, porém, insinua que os outros se enganam: “Só a mim mesmo essa cara não tapeia. Também, olho-me pouco no espelho, o necessário para a barba: não gosto de estranhos”. Superior à sociedade, Simões desdenha de sua aparência cínica e hipócrita.

O próprio narrador pode estar errado, contudo: só se olha no espelho para fazer a barba, e vê um estranho. Em ordem unida, suas frases rufam como tambores de parada. O ratimbum do Ego onisciente soa unívoco e evidente, mas, visto de perto, é dúbio, furtivo, furta-cor.

“Pessach”, a Páscoa judaica, celebra a libertação do povo eleito do cativeiro e a travessia do Mar Morto. Como título, é uma metáfora forçada: Simões não é judeu e o povo inexiste. Sua travessia é pessoal. Ele supera a hipocrisia e o cinismo e se acha ao empunhar um fuzil contra a ditadura.

Foi uma travessia típica. Em 1967 saíram também “Terra em Transe”, de Glauber Rocha, que termina com Paulo Martins de submetralhadora em riste, e “Quarup”, de Antonio Callado, no qual padre Fernando adere à guerrilha. O filme é genial; o romance, um cálido documento de época.

Já “Pessach” se esbalda em sensacionalismo sádico. Um guerrilheiro, cujo pênis fora carbonizado na tortura com um maçarico, açoita um subordinado negro (abrutalhado e bêbado, portanto) e faz com que estupre uma virgem. Os personagens falam mais de bidês que de luta de classes.

O romance serve de alegoria para a intelectualidade –premida que estava entre a traição do PCB, a cartada suicida da luta armada, a inócua assinatura de manifestos, o desbunde ou a melancolia estéril. Simões nem cogita em aderir à nova ordem.

“Pessach” serve, ainda, para pensar os laços entre Cony e Simões. No lançamento do livro, sua primeira frase era: “Hoje faço quarenta anos”. Não houve mudança na reedição, de 1975. Continue lendo

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Tempo

carlos-careqa

Carlos Careqa, no tempo em que se amarrava cachorro com lingüiça. Com trema, ainda. © Myskiciewicz

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