Tempo

torquato-neto-70-anosPoema do Aviso Final

É preciso que haja alguma coisa
alimentando o meu povo;
uma vontade
uma certeza
uma qualquer esperança.
É preciso que alguma coisa atraia
a vida
ou tudo será posto de lado
e na procura da vida
a morte virá na frente
a abrirá caminhos.
É preciso que haja algum respeito,
ao menos um esboço
ou a dignidade humana se afirmará
a machadadas.

Torquato Neto

Sobre Solda

Luiz Antonio Solda, Itararé (SP), 1952. Cartunista, poeta, publicitário reformado, fundador da Academia Paranaense de Letraset, nefelibata, taquifágico, soníloquo e taxidermista nas horas de folga. Há mais de 40 anos tenta viver em Curitiba. É autor do pleonasmo "Se não for divertido não tem graça". Contato: luizsolda@uol.com.br
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4 respostas a Tempo

  1. Glerm Soares disse:

    Cogito

    eu sou como eu sou
    pronome
    pessoal intransferível
    do homem que iniciei
    na medida do impossível

    eu sou como eu sou
    agora
    sem grandes segredos dantes
    sem novos secretos dentes
    nesta hora

    eu sou como eu sou
    presente
    desferrolhado indecente
    feito um pedaço de mim

    eu sou como eu sou
    vidente
    e vivo tranqüilamente
    todas as horas do fim

    (Torquato Neto, Torquatália)

  2. Glerm Soares disse:

    Nosferatu no Brasil

    https://vimeo.com/55324768

    Budapeste, século XIX: Nosferatu (Torquato Neto) é morto por um príncipe. De férias no Brasil, agora em cores, vampiriza várias nativas. Mítica masterpiece superoitista. Da série “quotidianas kodaks”.

    Nosferatu no Brasil (1970, 27min, cor-pb, som)

    Direção, fotografia e produção: Ivan Cardoso

    Elenco: Torquato Neto, Scarlet Moon, Daniel Más, Helena Lustosa, Cristiny Nazareth, Zé Português, Ciça Afonso Pena, Ricardo Horta, Marcelino, Ana Araújo, Martha Flaskman e outros.

  3. Solda disse:

    Cada louco é um exército, Glerm. Tristeresina, disse, ele.

  4. Solda disse:

    Já mando uma. Cada exército é um louco!

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