Calamity show – Ernesto Araújo, o chanceler de Bolsonaro, declara que vai buscar “possíveis falcatruas” de Celso Amorim, chanceler de Lula, no Itamaraty. Será o chanceler-tira, apropriando atribuições da PF, da CGU, da AGU e da PGR. Bem a cara do novo governo – que no tema se parece com a primeira presidência do PT: levantar sujeiras do PSDB.

O certo não seria descobrir as falcatruas lá dentro, em silêncio, e depois revelar? O novo governo continua em campanha, com bravatas, bazófias e besteiras. Com o ‘B’ de Bolsonaro teremos outro BBB, agora calamity show. E a tarefa – séria – de governar, como fica? A história repetitiva na qual o chanceler-tira também poderá ter seu dia de amorim.

Moro no sonho – Deltan Dallanhol seria o candidato dos sonhos de Sérgio Moro para substituir Raquel Dodge na PGR. Sonhar é direito de todos, humanos, desumanos e inumanos – minha cachorrinha sonha toda noite, embora nada me conte no dia seguinte. Esse sonho de Moro tem cara de fake news.

Simples: Dallanhol tem que entrar na lista votada pelos procuradores. E ser o mais votado; não é condição sine qua, pois o capitão-presidente pode peitar a classe e nomear Dallanhol. O novo PGR que se vire para trabalhar bronqueado com os colegas. Tem tanto ‘se’ na ideia que voltamos à fake.

Sobre Solda

Luiz Antonio Solda, Itararé (SP), 1952. Cartunista, poeta, publicitário reformado, fundador da Academia Paranaense de Letraset, nefelibata, taquifágico, soníloquo e taxidermista nas horas de folga. Há mais de 40 anos tenta viver em Curitiba. É autor do pleonasmo "Se não for divertido, não tem graça." Contato: luizsolda@uol.com.br
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