Rui Werneck de Capistrano

© Reuters

Shermann Block nasceu no subdistrito de Flaubert, New Pork, aos oito anos. Logo depois, já dominava a profissão de farmacêutico e foi rejeitado como treinador de cavalos de corrida por não ter carteira de motorista. Sua mãe tinha situação econômica estável, o que não acontecia com o pai. Assim, ela dava dinheiro a ele e o pai tomava. Sherman continuou pobre até que resolveu trocar de nome para John Turmann e roubar um banco em Delay City. Do dia pra noite estava nadando em dinheiro e no Mediterrâneo. Duas vezes foi salvo de morrer afogado no dinheiro. No Mediterrâneo saiu-se bem. Nessa altura, Turmann já tinha dois filhos e um par de algemas pra criar.

Na cadeia, Turmann conheceu a alta malandragem da vida torta e virou escritor. Nada mais normal. Em seis anos de cana braba, um volumoso livro estava pronto. Foi usado pra dar na cabeça do vigilante e possibilitar a fuga dele, Turmann, e mais oito meliantes de alta periculosidade.

Turmann não perdeu tempo e casou pela terceira vez. Já na avançada idade de trinta anos, parecia um sábio chinês. E exercia mesmo o guruato sobre cães, gatos e porquinhos-da-índia, receitando chás e livros eróticos.

Turman, todavia, não parava de escrever e logo se tornou uma celebridade. Seu best-seller “Durma, dromedário, durma!” fascinou até mesmo o xeique de Al Alah Alah, que o convidou pra jogar pedra nos camelos que cruzavam o deserto. A caravana passava e eles jogavam pedra. Donde surgiu um ditado famoso: “O mundo é assim mesmo e ponto final”.

Nossa editora teve o prazer de publicar seis livros de John Turmann, sob o pseudônimo John Turmann, que foram muito apreciados. Hoje apresentamos o sétimo título: “Deus é Deus, o resto é…”, sob o pseudônimo John Turmann. Leia, indique e voe pra bem longe, em vários pedaços, quando o carteiro entregar nossa carta-bomba.

Cordialmente, Editora Editesoura.

Rui Werneck de Capistrano é autor de vários livros e charadas. E vai muito bem, obrigado!

Sobre Solda

Luiz Antonio Solda, Itararé (SP), 1952. Cartunista, poeta, publicitário reformado, fundador da Academia Paranaense de Letraset, nefelibata, taquifágico, soníloquo e taxidermista nas horas de folga. Há mais de 40 anos tenta viver em Curitiba. É autor do pleonasmo "Se não for divertido, não tem graça." Contato: luizsolda@uol.com.br
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