As denúncias no pré governo Bolsonaro

Uma semana e um dia depois do relatório do Coaf, que apontou estranhas movimentações na conta do motorista e assessor do deputado Flávio Bolsonaro, o pré governo continua sangrando aos pouquinhos.

É isso que mina a credibilidade que todo governo precisa ter, principalmente no início, para fazer as reformas e mudanças necessárias. Do contrário, os predadores de sempre, leia-se Câmara e Senado, se animam ao detectar o cheiro de sangue na presa. E aí, o toma lá da cá pode tomar proporções inimagináveis.

Nestes oito dias, revelou-se que a conta bancária do motorista Fabrício Queiroz recebia depósitos coincidentes com o pagamento da Assembleia Legislativa do Rio, que a primeira dama, Michelle ,foi agraciada com R$ 24 mil, que mora numa quase favela e que até outro funcionário militar trabalhou mais de ano no gabinete do deputado indo, vindo e morando em Portugal.

A cada dia uma agonia, quando se trata de denúncias sobre governos. E oito dias é tempo demais para um motorista que deve ter uma explicação “plausível”, como disse o próprio Flávio Bolsonaro, para os estranhos movimentos em sua conta corrente.

Sobre Solda

Luiz Antonio Solda, Itararé (SP), 1952. Cartunista, poeta, publicitário reformado, fundador da Academia Paranaense de Letraset, nefelibata, taquifágico, soníloquo e taxidermista nas horas de folga. Há mais de 40 anos tenta viver em Curitiba. É autor do pleonasmo "Se não for divertido não tem graça". Contato: luizsolda@uol.com.br
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