Triste Michel

John Lennon – Do filme “A Hard Day’s Night”

Triste Michel

“Não havia razão para Michel ficar triste naquela manhã (o patifezinho); todo mundo gostava dele (o canalha). Tinha toda a noite de um dia duro aquele dia, pois Michel era um dos Vigias de Olho de Falcão. Sua mulher, Bernnie, muito controlada essa senhora, tinha embarulhado seu desjejunto mas ele ainda estava triste. Era estranho para alguém que tinha com quem e uma mulher muito bem. 4 da manhã quando seu fogo estava ardindo lápido um politchau estava por alali matatando o tempto.

—Bomdiadia, Michel, o poilitchau disse Circe porque era murdo e súbito e não podia Dirceu.

—Como vai sua excelentíssima esponja, Michel, Dirce o politchau.

—Calabouço sobre esse assunto!

—Pensei que fossê você murdo e súbito e não pudesse Dirceu, disse o politchau.

—E o que é que eu vou fazer agora com todos os meus livros murdos e súbitos?, disse Michel, sacando rapidamente seu problema com um tiro certeiro”.

Do livro “Um Atrapalho no Trabalho” – Editora Brasiliense – (In His Own Write e A Spaniard In the Works). O primeiro, de 1964 e o segundo de 1965, transcriação de Paulo Leminski, o Bandido que Sabia Latim.

Sobre Solda

Luiz Antonio Solda, Itararé (SP), 1952. Cartunista, poeta, publicitário reformado, fundador da Academia Paranaense de Letraset, nefelibata, taquifágico, soníloquo e taxidermista nas horas de folga. Há mais de 40 anos tenta viver em Curitiba. É autor do pleonasmo "Se não for divertido, não tem graça." Contato: luizsolda@uol.com.br
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