Pepe Richa na Boca da Feirinha

Da Boca da Feirinha: Na Boca da Praça 29 de Março, a mais frequentada por políticos aos domingos o comentário mais quente era sobre o paradeiro de Pepe Richa. Alguns sempre bem informados afirmaram que Pepe, com medo de voltar a ser preso, teria fugido para o Líbano onde se juntaria ao primo Luis Abi,que teve a prisão decretada e não se apresentou à justiça como prometera ao juiz da Operação Radio-Patrulha. Não há confirmação do destino de Pepe, mas a justiça não conseguiu intimá-lo para os atos de processo ao contrário dos outros réus. A informação é que o paradeiro é ignorado.

Segundo um experiente advogado do grupo do cafezinho, o Brasil não mantém tratado de extradição com o Líbano e, no terreno das alternativas, se Pepe Richa obtiver a cidadania libanesa como o primo Abi, já que seus avós teriam nascido naquele país, a extradição seria muito dificultada.

Quem examina pedidos de extradição em razão de processos judiciais é o STF que tem sistematicamente negado pedidos das autoridades libanesas em função da ausência de reciprocidade nos pedidos feitos pelo governo brasileiro.
Também os bancos situados no Líbano têm sido um refúgio mais seguro para o destino de fortunas obtidas mediante propinas e negociatas como aquelas denunciadas pela Lava- Jato.

Agora é esperar para ver se Pepe aparece e se reapresenta para a justiça, correndo o risco de ser preso, ou segue os passos do primo chamado de parente distante.

Sobre Solda

Luiz Antonio Solda, Itararé (SP), 1952. Cartunista, poeta, publicitário reformado, fundador da Academia Paranaense de Letraset, nefelibata, taquifágico, soníloquo e taxidermista nas horas de folga. Há mais de 40 anos tenta viver em Curitiba. É autor do pleonasmo "Se não for divertido não tem graça". Contato: luizsolda@uol.com.br
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