Zé da Silva

Há crianças perdidas nas ruas. Meninas e meninos que já tiveram um teto, um quarto, uma cama, mas uma dor que não descobriram de onde apareceu os fez procurar nas esquinas desconhecidas o que acham ser o amor. Encontraram outras fugas e isso os levou para mais longe de casa.

Afundaram-se em mocós podres, na convivência com ratos, baratas, bichinhos peludos. Quem se fodeu? Todos nós. Crianças se cortam para chamar atenção – e sangram os corações alheios porque é difícil lidar com isso – e não se sabe o que fazer, por mais que se tente. A tela de um celular é hoje o grande aliado para o escapismo, para o ajuntamento na nave do terror comandada pela dona de preto e foice na mão.

Onde anda Sininho para fazer com que, por um momento mágico, eles olhem para a fantasia real que existe dentro – aquela que emociona pelo simples ato de viver e comandar o destino da própria vida?

Sobre Solda

Luiz Antonio Solda, Itararé (SP), 1952. Cartunista, poeta, publicitário reformado, fundador da Academia Paranaense de Letraset, nefelibata, taquifágico, soníloquo e taxidermista nas horas de folga. Há mais de 40 anos tenta viver em Curitiba. É autor do pleonasmo "Se não for divertido não tem graça". Contato: luizsolda@uol.com.br
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