Zé Dirceu vem a Curitiba para lançar suas memórias

Escrito à mão, dentro de uma cela do Complexo Médico de Pinhais, o primeiro volume da auto biografia do ex-ministro Zé Dirceu será lançado em Curitiba, agora em dezembro, dia 10.

Durante quase 2 anos, o ex-ministro escreveu sua versão pessoal dos últimos 40 anos, passando pela trajetória de líder estudantil em São Paulo, a prisão durante a ditadura, o exílio em Cuba, o período em que passou anônimo em Cruzeiro do Oeste, aqui no Paraná, e o retorno à política como o maior quadro do PT. E entra no declínio da sigla, pelas denúncias do Mensalão e da Lava Jato e chega até à prisão de Lula.

Condenado a mais de 30 anos de prisão por corrupção no Mensalão , quando era o todo poderoso ministro chefe da Casa Civil, nome sempre lembrado como candidato a presidente, e por desvios de dinheiro da Petrobrás, Zé Dirceu conta histórias extraordinárias. Tanto do ponto de vista pessoal, no que refere aos grandes amigos, vivos e mortos, e na relação com (muitas) mulheres, como do político, sobressai no livro um homem que cabe totalmente naquele velho chavão de “sua história daria um filme”.

Mas no relato de Zé Dirceu o que se sobrepõe é a formação do PT, o primeiro partido de base do País, o esforço no longo caminho para a Presidência, os erros, as falhas, a superação e a tomada do poder. E leva a uma questão ainda mais intrincada de como um partido forjado num projeto popular, acaba com todas as suas principais lideranças acusadas de corrupção e presas.

Zé Dirceu não explica tudo, nem deve ter sido esta a intenção do primeiro volume, que lança em Curitiba. Mas apresenta pistas que deverão compor o segundo volume ou outros que virão. O lançamento será no próximo dia 10 dezembro, às 19 horas no Sintracom, rua Trajano Reis, 538.

Sobre Solda

Luiz Antonio Solda, Itararé (SP), 1952. Cartunista, poeta, publicitário reformado, fundador da Academia Paranaense de Letraset, nefelibata, taquifágico, soníloquo e taxidermista nas horas de folga. Há mais de 40 anos tenta viver em Curitiba. É autor do pleonasmo "Se não for divertido não tem graça". Contato: luizsolda@uol.com.br
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