Todo dia é dia

Thadeu Wojciechowski. Foto de Soruda-san.

E, então, o que você quer?
Fiz tremer as colunas do jornal
abrindo olhos nas manchetes à mão cheia.
E logo, num piscar de cílios,
de cada fronteira, de cada local,
explodiu um barril de pólvora que ricocheteia
em meio à casa e seus utensílios.
Neste último ano
nada de novo houve
no rugir do trovão
que está no ar.
Não estou alegre, mas meu plano
pelo que eu soube
ninguém irá julgar…
Mas também por que razão
eu haveria de estar triste?
O mar da história
é agitado.
A ameaça existe
e a guerra, a ilusão da vitória
são coisas do passado.
Está lançada a minha sorte !
Perscruto outras sondas
mas é ainda minha quilha que aprofunda o corte
sobre as ondas.
Vladimir Maiakóvski
Livre adaptação de Comedor de Ranho

O Bardo.

Sobre Solda

Luiz Antonio Solda, Itararé (SP), 1952. Cartunista, poeta, publicitário reformado, fundador da Academia Paranaense de Letraset, nefelibata, taquifágico, soníloquo e taxidermista nas horas de folga. Há mais de 50 anos tenta viver em Curitiba. É autor do pleonasmo "Se não for divertido não tem graça". Contato: luizsolda@uol.com.br
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