Mick Jagger: rito de passagem.
Caro amigo, sabia que se eu abrisse teu blog perderia a hora do trabalho. Mas num me importo:qui dilícia!!!
Como não desperdicei meu passado, me senti confortavelmente de volta às priscas eras. Estou no último dia da maratona de moda de SP. E me antevendo nas areias de Copacabana para ver os Stones. Será meu rito de passagem para a vida adulta. Juro que deixarei a adolescência no dia 19, quando do último acorde da guitarra.
Depois desse meu woodstock tardio (mas antes tarde do que never), viverei minha vida de avó. Pretendo ir de mochila nas costas, de ônibus. Sem reserva em hotel, nem passagem de volta marcada. Talvez volte na ambulância da Ecosalva, já me advertiram. Mas pretendo dar uma de hippie em 2006. Sou Beatles desde criancinha.
Pero, história é meu ponto fraco, daí que dois milhões de pessoas e eu vamos ver os Stones. O resto é outra história. Não tem magia nenhuma, por exemplo, ir a um estádio de futebol ver U2, nem que fosse U3. Caro amigo, vamu nelça?
Adélia Lopes
