A Armadilha cia de teatro e Manoel Carlos Karam

O universo surreal e bem humorado do jornalista Manoel Carlos Karam (1947/2007) foi o mote principal da peça “Bolacha Maria – um punhado de neve que restou da tempestade”, peça montada pela companhia em março de 2008. “Os textos do Karam oferecem elementos populares e eruditos numa literatura múltipla em gêneros, não linear e contemporânea”, afirma Nadja Naira, diretora da peça. O projeto Bolacha Maria, que recebeu como incentivo o Prêmio Myriam Muniz de Teatro, da Funarte, incluía pesquisa sobre a obra do autor, leituras dramáticas e montagem de peça teatro.

Em 2009 A Armadilha montará, sob direção de Diego Fortes, “Jornal da Guerra contra os Taedos” no Teatro Novelas Curitibanas, através de Edital da Fundação Cultural de Curitiba.

A Armadilha cia de teatro

A Armadilha, considerada pela imprensa local como uma das mais promissoras companhias de teatro de Curitiba, atua na cidade há sete anos e se destaca por apresentar propostas fundamentadas num permanente processo de pesquisa e criação e pela busca em reunir refinamento conceitual com a compreensão e a acessibilidade de qualquer público.

Os últimos trabalhos d´A Armadilha, Café Andaluz (2005) e Os Leões (2006), têm alto nível de elaboração, autores inéditos no Brasil e foram muito bem recebidos pelo público e pela crítica. Os Leões foi considerado pela crítica nacional como um dos melhores espetáculos do Festival de Teatro de Curitiba em 2007. Percurso: foi encenado em São Paulo, a convite do SESC, Av Paulista 2007, em Salvador, no l Festival Nacional de Teatro da Bahia 2007, fez temporada em Brasília e em São Paulo na Caixa Cultural 2008.

O autor

Manoel Carlos Karam nasceu (1947) em Rio do Sul SC, Vale do Itajaí, faleceu (2007) em Curitiba, PR. Era escritor, dramaturgo e jornalista. Escreveu e dirigiu duas dezenas de peças de teatro na década de 70 e a partir dos anos 80 passou a dedicar-se aos livros. Publicou: “Fontes Murmurantes” (1985), “O impostor no baile de máscaras” (1992), “Cebola” (1997), “Comendo bolacha maria no dia de são nunca” (1999), “Pescoço ladeado por parafusos” (2001), “Encrenca” (2002) e “Sujeito Oculto” (2004). Em 2008 foi lançado “Jornal da Guerra contra os Taedos”.

Sobre Solda

Luiz Antonio Solda, Itararé (SP), 1952. Cartunista, poeta, publicitário reformado, fundador da Academia Paranaense de Letraset, nefelibata, taquifágico, soníloquo e taxidermista nas horas de folga. Há mais de 50 anos tenta viver em Curitiba. É autor do pleonasmo "Se não for divertido não tem graça". Contato: luizsolda@uol.com.br
Esta entrada foi publicada em Sem categoria. Adicione o link permanente aos seus favoritos.
Compartilhe Facebook Twitter

Deixe um comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.