
Geralmente os desenhos que faço só têm uma razão funcional, e estão estreitamente ligados a meu trabalho de diretor. Às vezes preciso aquecer a imaginação, como um atleta necessita aquecer-se, é como uma ginástica intelectual. Para mim o desenho cumpre essa função. O desenho desata minha fantasia. O desenho é meu primeiro passo para a decifração. As personagens de meus filmes só ficam claras para mim quando as desenho. Assim que as coloco no papel, fico sabendo de coisas sobre elas. Elas me revelam seus pequenos segredos. Desenvolvem vida própria. E assim que encontro os atores que vão soprar vida nessas figuras, elas se tornam imagens vivas em meus filmes. Federico Fellini
Do livreto Desenhos de Federico Fellini, postais em papel triplex 350g, Gráfica Impressora Velha Lapa.
Sobre Solda
Luiz Antonio Solda, Itararé (SP), 1952. Cartunista, poeta, publicitário reformado, fundador da Academia Paranaense de Letraset, nefelibata, taquifágico, soníloquo e taxidermista nas horas de folga. Há mais de 50 anos tenta viver em Curitiba. É autor do pleonasmo "Se não for divertido
não tem graça". Contato: luizsolda@uol.com.br