
“Aos pobres o orçamento, aos ricos o imposto de renda” – tradução em língua culta do mote do novo governo Lula, autores o próprio e Aluísio Mercadante, presidente do BNDES (mediante traulitada na lei das estatais vendida por Artur Lira, presidente da câmara dos deputados). A primeira espanada da nova vassoura, mote que não passa de trote, tipo primeiro de abril, de dois políticos que, com longa experiência no poder fingem não saber que o poder é transitório, frágil e enganador. Caso de arrogância sentenciosa, de melhor apresentação mas não de melhor qualidade que as de Jair Bolsonaro – que também tentou reinventar a lusitana roda.
Os pobres sempre estiveram no orçamento e os ricos dão bananas para o imposto de renda. Os pobres entram no orçamento por uma porta e seu dinheiro sai por outra, para o bolso dos políticos – como os do Centrão – que inventam dotações que irão desviar, aplicar em despesas superfaturadas ou inexistentes. Os ricos funcionam com planejamento tributário e dinheiro em paraísos fiscais. E quando querem elegem Bolsonaro e mandam Lula para a prisão.
Sobre Solda
Luiz Antonio Solda, Itararé (SP), 1952. Cartunista, poeta, publicitário reformado, fundador da Academia Paranaense de Letraset, nefelibata, taquifágico, soníloquo e taxidermista nas horas de folga. Há mais de 50 anos tenta viver em Curitiba. É autor do pleonasmo "Se não for divertido
não tem graça". Contato: luizsolda@uol.com.br
Esta entrada foi publicada em
Rogério Distéfano - O Insulto Diário. Adicione o
link permanente aos seus favoritos.