O Poty apareceu na autografação do Bogart Curitibano. Nada falou naquela manhã de domingo, tímido. Não ouvi nem mesmo seu comentário sobre a crônica em que é citado. Imagino que tenha gostado, eis que ficou ali do meu lado até o fim, suplicando a compra de um exemplar e, em meu nome, agradecendo com os olhos os 12 autógrafos com que agraciei os presentes.
Estranhei não ter me convidado para tomar uma vodka, ele que era adepto desse bom hábito. Talvez tenha se tornado abstêmio, agora que habita o mausoléu da Água Verde, protegido por São Francisco e centenas de pássaros. Talvez. Já foi demais ter se deslocado para me prestigiar. O velho gênio foi, e continua sendo, uma das pessoas mais generosas que o mundo conheceu.
Ernani Buchmann.
Uma resposta a Bogart Curitibano