Bom dia!

Os moradores de Santa Teresa vão se mobilizar, amanhã, para evitar que os tradicionais bondinhos que servem o bairro sejam privatizados. Se isso acontecer teremos, ao invés do transporte mais barato, como acontece hoje, o transporte mais caro do bairro. A tarifa deve passar de 60 centavos para algo em torno de 30 reais, tornando-se, portanto, acessível apenas aos turistas estrangeiros. Ao contrário do que se pode pensar, o bondinho é um transporte usado diariamente pelos moradores para chegar ao trabalho (o ponto final fica no centro, ao lado do edifício da Petrobras e da catedral)e sobreviveu à extinção geral dos bondes da cidade graças a luta dos moradores que conseguiram, inclusive, o seu tombamento como patrimônio cultural.

O governo de negócios de Sérgio Cabral não vislumbra limites (vide a política de segurança, que se apóia na tese do extermino sumário dos marginalizados: nunca se matou tanto em nome da lei). Os políticos corrompem e são corrompidos, numa orgia sem fim, não oferecem direitos constitucionais básicos, como saúde e educação, e depois saem à caça de pobres coitados que não conseguem sequer um “conselho de ética” para protegê-los. É uma barbárie. E os bancos nunca tiveram tanto lucro. Governos de merda, todos. Eu disse TODOS. De merda.


Toninho Vaz, de Santa Teresa

Sobre Solda

Luiz Antonio Solda, Itararé (SP), 1952. Cartunista, poeta, publicitário reformado, fundador da Academia Paranaense de Letraset, nefelibata, taquifágico, soníloquo e taxidermista nas horas de folga. Há mais de 50 anos tenta viver em Curitiba. É autor do pleonasmo "Se não for divertido não tem graça". Contato: luizsolda@uol.com.br
Esta entrada foi publicada em Sem categoria. Adicione o link permanente aos seus favoritos.
Compartilhe Facebook Twitter

Deixe um comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.