Sérgio Moro não aceita ser delatado por Tony Garcia, “um criminoso condenado”. Como diz minha leitora, o ex-juiz da Lava Jato não preza o raciocínio, seja o dedutivo, seja o indutivo, pois não liga “a causa à sua consequência”. Exemplo, se Tony é criminoso condenado, como tal colaborou com Moro. O inocente também pode colaborar com a justiça, mas não como delator premiado, que é privilégio de delinquente, condenado ou não. No acordo Moro teria comunicado a Tony que este receberia condenação, ainda que menos grave.
Diante disso, a colaboração que Moro arrancou de Tony não é melhor nem pior que a dos bacanas da Lava Jato. Delação pode vir com calúnia e difamação, mas a de Tony revelaria a manipulação pelo juiz e, segundo o delator, com recursos da PF providos pelo juiz. Retorno à leitora favorita, “em Sérgio Moro, as premissas sempre estupram a conclusão”. Releve-se a força do verbo; a leitora é feminista e foi aluna brilhante de Direito Penal, a “superbacana”, como a apelidou seu mestre, o saudoso professor Ildefonso Marques, da UFPR.
Sobre Solda
Luiz Antonio Solda, Itararé (SP), 1952. Cartunista, poeta, publicitário reformado, fundador da Academia Paranaense de Letraset, nefelibata, taquifágico, soníloquo e taxidermista nas horas de folga. Há mais de 50 anos tenta viver em Curitiba. É autor do pleonasmo "Se não for divertido
não tem graça". Contato: luizsolda@uol.com.br
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