Como encher o saco do leitor

O Prof. Thimpor no seu habitat.


Como Subir na Vida
Subir na vida todo mundo quer, mas ninguém tem a paciência necessária. Muitas pessoas acham que, tendo uma escada à mão, está tudo resolvido. Outras, menos pretenciosas, sobem em banquinhos, cadeiras e mesas e se dão por satisfeitas. A maioria pensa que subir na vida é subir na mesa pra trocar a lâmpada. Subir na vida não requer prática nem habilidade, mas exige muito dinheiro. Tendo-se dinheiro, é só subir. Chato é despencar de lá quando a grana acabar.

Como Desejar a Mulher Do Próximo
Para se desejar a mulher do próximo é fundamental que o próximo não esteja por perto. Estando por perto, ele estrá muito próximo, o que dificultará por demais a tarefa, que é bastante fácil. É importante que se tenha certeza que o próximo em questão tenha mulher. Jamais se deseja a mulher do próximo que não tem nenhuma. Alguns, mais ousados, possuem mais de uma, e nesse caso, é necessário determinar qual delas será a desejada, uma vez que desejar todas ao mesmo tempo é impossível e desaconselhável. Escolhida a desejada, é só desejar. Ardentemente, de preferência.

Como Esperar o Ônibus
Quem espera, espera alguma coisa. A mania de esperar ônibus é típica na população de baixa renda, que não tem carro nem dinheiro pra comprar uma bicicleta e se locomove através desse veículo rudimentar, geralmente dirigido por um sujeito nervoso. Só espera o ônibus quem tem tempo para esperá-lo e precisa realmente dele, embora, às vezes, esse fato se torne uma obssessão e motivo de pancadaria grossa entre os esperadores que enfrentam filas grotescas de seres humanos em busca de condução. Os ônibus geralmente param em determinados lugares, que os usuários determinam pontos e é nesses locais que as pessoas costumam esperar por eles. Estando-se num desses pontos, é só esperar. O mais difícil é o ônibus chegar.

Prof. Thimpor.

Sobre Solda

Luiz Antonio Solda, Itararé (SP), 1952. Cartunista, poeta, publicitário reformado, fundador da Academia Paranaense de Letraset, nefelibata, taquifágico, soníloquo e taxidermista nas horas de folga. Há mais de 50 anos tenta viver em Curitiba. É autor do pleonasmo "Se não for divertido não tem graça". Contato: luizsolda@uol.com.br
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