Cumpleaños del Vampiro

Norma Ceci e Dante Mendonça. Foto de Gilson Camargo.

em mim eu vejo você, dalton

não, não seria nada demais
amá-lo
e respeitá-lo
pelos próximos mil anos
ou mais
seus caninos estão bem
fornidos de eternidade
e a obra que admiramos
também

83 anos, convenhamos,
não é pra qualquer um
mas você, com essa classe
esse estilo, cara
fazendo do lugar comum
a essência rara
que joga em nossa face
um único rosto
e nos deixa a salvo
de todo o mau gosto
você não morre tão cedo

é, velho
não tem mais segredo
nenhum salmo
cântico, reza, evangelho
fez mais por nós
pecadores
que a ternura de tua voz
cutucando nossas feridas
nossas dores
nossas vidas
e provando que todas as curitibas
são uminha
e nada mais
a tua, a minha
a nossa senhora da luz dos pinhais


antonio thadeu wojciechowski

No Bar Ao Distinto Cavalheiro, muito sangue
quente, chuva repentina e chopp gelado.

Sobre Solda

Luiz Antonio Solda, Itararé (SP), 1952. Cartunista, poeta, publicitário reformado, fundador da Academia Paranaense de Letraset, nefelibata, taquifágico, soníloquo e taxidermista nas horas de folga. Há mais de 50 anos tenta viver em Curitiba. É autor do pleonasmo "Se não for divertido não tem graça". Contato: luizsolda@uol.com.br
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