Diários de Viagem (1).

O habilidoso labrador.

Praia da Mata.

Palestra no CESUSC.

A primeira surpresa, ainda no Galeão, foi um labrador de 4 anos ocupando a primeira fila do vôo 1602 da GOL com destino a Floripa. Cena incomum patrocinada pela norte-americana Jacqueline S. , deficiente visual que se apóia nas destrezas de Webster para atravessar o mundo e curtir férias na antiga Ilha do Desterro. (Eu pude acompanhar o cachorro, desde a sala de embarque até o avião – e seu desempenho foi simplesmente exemplar.

O esperto animal parava e considerava outros caminhos possíveis além do óbvio – e acabou aderindo à maioria ao seguir pelo finger.) Pendurado ao seu pescoço um aviso para os incautos: “Não me toque. Estou trabalhando”.

Em Floripa, sem nenhum trauma participei do lançamento do livro PAULO LEMINSKI: DO CARVÃO DA VIDA O DIAMANTE DO SIGNO, do escritor catarinense Jayro Schmidt, para o qual escrevi o prefácio. Os quatro ensaios de Jayro, abordando o Leminski biógrafo, missivista, prosador e poeta, funcionam como um guia para quem se aventure ao entendimento do mood psicológico, emocional e literário de Leminski.

A iniciativa do evento, que incluía minha palestra (sala lotada), foi do CESUSC, na figura do curitibano Nilo Kaway, que aparece na foto abrindo os trabalhos da noite. Ele fez tudo em parceria com a editora BERNÚNCIA, metralha literária do guerreiro Vinicius Alves, poeta e tradutor (no canto direito da foto).

Sem nenhum trauma fui descansar no dia seguinte na praia de Jurerê Internacional. Vocês conhecem? Coisa de cinema. Condomínio de alto luxo com cuidados básicos na preservação da mata nativa, que se mantém incólume numa faixa aproximada de 20 ou 30 metros entre a areia e a primeira mansão.

O modelo de condomínio é americano e entre outras virtudes garante trabalho braçal a quase uma centena de nativos da região de Canasvieiras e Jurerê, além de empregos indiretos. Carpinteiros e faxineiras são os mais requisitados. Encontrei algumas aberrações arquitetônicas entre as mansões, mas a maioria traduz bom gosto e limpeza ao estilo dos gringos, é claro!

Toninho Vaz, de Florianópolis

Sobre Solda

Luiz Antonio Solda, Itararé (SP), 1952. Cartunista, poeta, publicitário reformado, fundador da Academia Paranaense de Letraset, nefelibata, taquifágico, soníloquo e taxidermista nas horas de folga. Há mais de 50 anos tenta viver em Curitiba. É autor do pleonasmo "Se não for divertido não tem graça". Contato: luizsolda@uol.com.br
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