
Deltan Dallagnol e Sérgio Moro declaram apoio a Jair Bolsonaro no segundo turno. Para tanto desfraldam a bandeira da Lava Jato. Há uma certa coerência, ainda que ingênua: não poderiam queimar a biografia e apoiar Lula. Então preferiram sapecar os fundilhos com Bolsonaro. Não precisava, estão justificados pela vitória eleitoral.
A menos que haja cálculo político… Negociaram com Bolsonaro, a PGR para Dallagnol, o STF para ambos? Aí, não. Se fizeram esse cálculo, a ordem dos fatores não fecha com o produto. A menos que, como o sapo, ofereçam carona ao escorpião. Não bastou elegerem o primeiro Bolsonaro. Tinham que persistir no erro.
Sobre Solda
Luiz Antonio Solda, Itararé (SP), 1952. Cartunista, poeta, publicitário reformado, fundador da Academia Paranaense de Letraset, nefelibata, taquifágico, soníloquo e taxidermista nas horas de folga. Há mais de 50 anos tenta viver em Curitiba. É autor do pleonasmo "Se não for divertido
não tem graça". Contato: luizsolda@uol.com.br
Esta entrada foi publicada em
Rogério Distéfano - O Insulto Diário. Adicione o
link permanente aos seus favoritos.