
Como o ministro Dias Toffoli, que acaba de dar liminar a caso milionário patrocinado pelo escritório de sua mulher, advogada do beneficiário. Os ministros da Corte Suprema e do nosso Supremo não são iguais às demais autoridades. Os ministros do STF não querem ser iguais por que se pretendem muito mais iguais; sem qualquer parâmetro de comparação instituem-se acima de qualquer suspeita, mínima que seja. Quem evita ser igual, acaba sendo desigual, no sentido pernicioso da desigualdade, o maior dos pecados republicanos. É isso, os ministros do STF e da Corte Suprema são iguais entre si e mais iguais, ou desiguais em relação ao resto do mundo – povo e poder constituído. A ação de Toffoli, oficializada no STF, que deu presunção de legitimidade à atuação de parentes de ministros na Corte, lembra os papas medievais, infalíveis e com decisões inquestionáveis porque levavam o atributo de dogmas e artigos de fé. Os juízes supremos repetem os infalíveis papas de antanho.