
A mamãe de Arthur do Val deveria chamá-lo às falas. Afinal, ou o filho vai à guerra por motivos humanitários, ou por razões sexistas. É preciso escolher um lado, ainda mais num mundo polarizado como o nosso. Graças ao comportamento dúbio, Arthur do Val terá um destino semelhante ao de seu xará Val Kilmer: ninguém mais falará dele. De mais a mais, nem o macho-alfa do Ernest Hemingway foi à guerra para pegar mulher. Por que o filho da mãe do Arthur teria esse direito?
Não, deputado, não se deve confundir Podemos com Fodemos. Se houvesse um Estado no Brasil, ele deveria usar Vossa Excelência para ajudar a Ucrânia, por exemplo, em sua escassez de produtos de primeira necessidade. O deputado não disse que limpa traseiros com a língua? Então que vá servir de papel higiênico em Kiev. Pronto, mamãe, falei.
Sobre Solda
Luiz Antonio Solda, Itararé (SP), 1952. Cartunista, poeta, publicitário reformado, fundador da Academia Paranaense de Letraset, nefelibata, taquifágico, soníloquo e taxidermista nas horas de folga. Há mais de 50 anos tenta viver em Curitiba. É autor do pleonasmo "Se não for divertido
não tem graça". Contato: luizsolda@uol.com.br
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