
Inúmeras são as placas de agradecimento afixadas num muro em frente ao mausoléu de Maria Bueno, localizado no Cemitério Municipal de Curitiba. Aporte material que atesta o caráter centenário da crença nesta santa de canonização popular, que no Dia de Finados atrai centenas de romeiros conforme registra a imprensa local.
A pesquisa realizada se concentra nas práticas de devoção a Maria Bueno: partindo dos ritos no cemintério, passou-se ao registro das práticas dos devotos, que inclui além de leigos de diversos matizes religosos, também alguns especialistas do sagrado. Presente em espaços públicos e privados, o culto a Maria Bueno transita entre universos distintos de crença, revelando inserção social que inclusive extrapola o campo do sagrado: apropriada pelo campo das artes, sua imagem e história de vida foi retratada por artistas plásticos, asim como pela dança e o teatro, além da mídia televisiva.
Sobre Solda
Luiz Antonio Solda, Itararé (SP), 1952. Cartunista, poeta, publicitário reformado, fundador da Academia Paranaense de Letraset, nefelibata, taquifágico, soníloquo e taxidermista nas horas de folga. Há mais de 50 anos tenta viver em Curitiba. É autor do pleonasmo "Se não for divertido
não tem graça". Contato: luizsolda@uol.com.br