Militantes do MST pretendem fazer uma greve de fome exigindo a libertação de Lula

© Ricardo Stuckert

O protesto está planejado para ter início no final de julho e tem o apoio da direção do PT. A notícia foi dada pela Folha de S. Paulo. É claro que Lula não vai aderir à greve. Os petistas terceirizaram a greve de fome, que será feita por 11 militantes da Via Campesina, que nada mais é que um instrumento do MST, com outro nome para dar a impressão de pluralidade política. É tudo a mesma coisa, formado pelo mesmo pessoal doutrinado pela direção do MST. E a doutrinação, como se vê, avança por caminhos radicais.

Tomando para si necessidades brasileiras justas, como a reforma agrária e o direito a uma agricultura fora dos padrões dos grandes proprietários rurais, o MST criou um movimento político de base ideológica radical, que tem hoje em dia a agricultura apenas como sustentação — ou pretexto, melhor dizendo — para suas ações que miram objetivos muito além da criação uma política agrária justa. O movimento tem relação direta com o regime de Cuba e o domínio do governo chavista sobre a Venezuela. O dirigente nacional João Pedro Stédile deu apoio direto a Hugo Chaves e seu sucessor Nicolás Maduro. Subiu em palanques em apoio à continuidade da ditadura bolivariana, sendo muito provável que o MST tenha ligações subterrâneas com o governo de Maduro e talvez até com a força de segurança e inteligência cubana, que atualmente dá sustentação ao esquema de poder que desgraçou com a Venezuela e oprime sua população.

O sistema de doutrinação do MST já serve até para absurdos como esta greve de fome. O movimento chefiado por Stédile já está com quase 40 anos — é de 1980. O MST promove o tempo todo cursos de política para adultos e mantém até escolas para crianças, onde a matéria didática tem como base o pensamento de tipos como Che Guevara e Fidel Castro. Já tiveram tempo para doutrinar diretamente pelo menos duas gerações. Quem quiser fazer uma projeção sobre onde isso pode chegar pode usar como base esse pessoal agora sendo usado como bucha de canhão do interesse de Lula, o condenado por corrupção e lavagem de dinheiro. Quando Lula ameaçava com o “exército de Stédile” apenas se antecipou, falando mais do que devia. Com o tempo, Stédile pode de fato ter seu “exército”. Este é seu propósito.

O caráter de Lula é lamentável. Até para uma greve de fome ele precisa usar os outros. As experiências conhecidas do chefão petista com greve de fome ocorreram em Cuba, onde ele esteve em março de 2010, quando dissidentes presos pelo regime Fidel Castro faziam essa forma de protesto. Um deles acabou morrendo. Lula estava por lá negociando os milhões do contribuinte brasileiro despejados na ilha. Durante a visita, ele evitou qualquer comentário sobre violações dos direitos humanos em Cuba ou sobre o sistema judiciário daquele país. Lula criticou apenas os perseguidos pelo regime. O então presidente brasileiro deu uma declaração colocando os presos políticos da ditadura cubana no mesmo nível de presos por crimes comuns. Outra relação do chefão petista com greve de fome foi na sua fase sindicalista, quando esteve preso em 1980 durante a ditadura militar, devido à greve dos metalúrgicos. Os sindicalistas resolveram fazer uma greve de fome e Lula furou a greve. Sem o MST para passar fome por ele, o bravo prisioneiro da ditadura comia barras de chocolate, recebidas às escondidas.

José Pires|Brasil Limpeza

Sobre Solda

Luiz Antonio Solda, Itararé (SP), 1952. Cartunista, poeta, publicitário reformado, fundador da Academia Paranaense de Letraset, nefelibata, taquifágico, soníloquo e taxidermista nas horas de folga. Há mais de 50 anos tenta viver em Curitiba. É autor do pleonasmo "Se não for divertido não tem graça". Contato: luizsolda@uol.com.br
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