Escritora, jornalista e editora; colunista sobre música e comportamento político na Revista Ideias; editora da Travessa dos Editores; ministra oficinas e palestras com a temática Música e Sala de Aula. Foi produtora de conteúdo de material didático e coordenadora de Atualidades da Tecnologia Educacional da Positivo Informática e diretora das emissoras de rádio e-Paraná (AM 630 / FM 97.1). Publicou Coleção MPB para Crianças, Adriana Sydor toda prosa, Salve o Compositor Popular, Sete confissões capitais e outros pecados.
Movimentando-se freneticamente para se viabilizar na sucessão de Rodrigo Pacheco (PSD-MG) em 2025 no Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) sofre para obter o apoio real dos parlamentares que lhe sorriem e batem nas costas. Há muito rancor pelo passado.
A exemplo da base do governo, que o olha como última opção, a base bolsonarista também não confia no senador. Na lista de contrariedades está desde o preço alto pelo apoio durante o governo de Jair Bolsonaro aos 141 dias de espera que Alcolumbre submeteu o ministro André Mendonça, quando da sua indicação para o Supremo Tribunal Federal. “Uma humilhação”, classificou ao Bastidor um senador bolsonarista.
Até Bolsonaro riu do pedido do apoio pedido pelo senador. Segundo disse o ex-presidente a seus interlocutores, seus aliados vão preferir Rogério Marinho (PL-RN) ou Tereza Cristina (PP-MS).
O bandidos paulistas do Comando Vermelho respeitam o Exército. Quando os militares trancaram por uma semana toda a guarnição do Arsenal de Guerra para investigar o furto de metralhadoras, o CV entregou oito das vinte e uma que comprara dos ladrões. No melhor estilo da desova de cadáveres, avisou o local onde as armas podiam ser encontradas. Com certeza os compradores fizeram campana para que a concorrência não levasse as armas. Mas preservaram a fonte e não entregaram os fornecedores do inside trading, o que seria antiético.
Em Nuiórqui, noMcSorley’s – o único que não fechou durante a lei seca – só servem caneco duplo, Regina Bastos, Tonica Chagas, Beto e Renata Bruel, em algum lugar do passado. Foto de Vítor, o agregado.
a língua é um triste molusco chora um pranto negro e escuro molusco triste é essa língua lembra e lambe sua dor fina.
dentro da boca, tal molusco chora a falta do seu casco, quer de volta o tempo justo, voltar pra lenda do passado.
lenda velha, antes da boca tinha concha e casa, escudo e força. mas, num mistério da matéria, perdeu a parte mais terna se fez só língua e se desintegra
a língua é um triste molusco. já sem esperança, no escuro, de reaver seu casco, ter futuro, resigna-se com o riso de chumbo.
como lhe resta ser mesmo língua, linguagem, motor – sempre e ainda- é, na boca, pá e palavra: fala igual como quem cava.
cava com o corpo um liso assoalho: chão com carnes gêmeas, molhado, buscando, na cabeça, o antigo casco, roupa e casa, escudo e agasalho.
a língua é um triste molusco. já não sabe se é carne ou um soluço. sem concha, se re-inventa no escuro. sem cara, existe feito um espectro, um susto, movimento, um obgesto.
A guerra entre Israel e Gaza está matando as pessoas e o jornalismo
“Na guerra, a primeira vítima é a verdade.” Essa frase já foi atribuída ao senador americano Hiram Johnson, que a teria dito no meio da Primeira Guerra Mundial. Há quem diga que é uma citação ainda mais antiga, feita pelo dramaturgo da Grécia Antiga, Ésquilo.
Já vi pessoas famosas, jornalistas, filósofos citarem essa frase creditando ou um ou outro. Isso já mostra que, às vezes, a verdade pode ser uma questão de preferência, como o que temos visto nas últimas duas semanas.
Um contorcionismo enorme para que as narrativas, e são várias narrativas, caibam na verdade eleita por cada um de nós. E eu não estou me eximindo de ir pelo mesmo caminho, embora eu faça um exercício dificílimo, quando a história envolve questões pessoais, de me concentrar nos fatos.
“Na guerra, a primeira vítima é a verdade.” Essa frase já foi atribuída ao senador americano Hiram Johnson, que a teria dito no meio da Primeira Guerra Mundial. Há quem diga que é uma citação ainda mais antiga, feita pelo dramaturgo da Grécia Antiga, Ésquilo.
Já vi pessoas famosas, jornalistas, filósofos citarem essa frase creditando ou um ou outro. Isso já mostra que, às vezes, a verdade pode ser uma questão de preferência, como o que temos visto nas últimas duas semanas.
Um contorcionismo enorme para que as narrativas, e são várias narrativas, caibam na verdade eleita por cada um de nós. E eu não estou me eximindo de ir pelo mesmo caminho, embora eu faça um exercício dificílimo, quando a história envolve questões pessoais, de me concentrar nos fatos.
Primeiro, o porta-voz do ministério da saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, falou em 500 mortes, depois mudou o discurso para centenas.
Em outra entrevista, Mohammad Abu Selim, chefe de outro hospital na região, disse que eram 300 mortos. A France-Press, agência de notícias francesa, diz que conversou com um membro do serviço de inteligência europeu que acredita que o número de mortos seria bem menor, entre 10 e 50. Outra informação que vem circulando é que a explosão foi no estacionamento do hospital, que estaria intacto. Não há nenhuma informação independente sobre a real situação. O que podemos concluir? Muito pouco, mas a maioria das pessoas já escolheu no que acreditar. Na narrativa que se encaixa melhor às suas crenças.
Passamos os últimos anos falando sobre como os grupos extremistas de direita conseguiram controlar a narrativa. Vimos o surgimento de agências para aferir as informações que circulam na internet para tentar diminuir a desinformação. O jornalismo foi essencial para que não mergulhássemos num buraco de fake news. Entender o que é verdade e o que é propaganda dos dois lados do conflito é urgente, inclusive para o jornalismo. Ou seremos nós, todos nós, os perdedores dessa guerra.
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