Anúncio do AmigoMello, criado por Miran e Ernani Buchmann, no tempo do guaraná com rolha. Refiz, baseado numa reprodução. Ao maestro Miran, um abraço. Ainda acho os anúncios e a logomarca do Tipiti Dog.
O presidente Lula está cada vez mais convencido de que só deve fazer mudanças na Caixa Econômica e na Funasa no ano que vem, quando fizer uma reforma ministerial.
Mas o calendário do presidente não é o mesmo de seus aliados. PP e PSD fazem pressão para que suas nomeações – tanto na Caixa como na Funasa, com orçamentos bilionários -, sejam feitas logo.
O presidente acha que se fizer mudanças a conta-gotas ficará sempre refém das insatisfações do centrão. Empurrando para o próximo ano a reforma ministerial, ele conseguirá fazer um arranjo que evite o favorecimento de uns em detrimento de outros.
A dúvida dos aliados é se Lula vai conseguir, com votações como a reforma tributária, das taxações das offshores e investimentos do super-ricos e o orçamento do ano que vem engatilhadas. O Centrão espera oportunidades assim para fazer suas exigências.
O presidente Lula está cada vez mais convencido de que só deve fazer mudanças na Caixa Econômica e na Funasa no ano que vem, quando fizer uma reforma ministerial.
Mas o calendário do presidente não é o mesmo de seus aliados. PP e PSD fazem pressão para que suas nomeações – tanto na Caixa como na Funasa, com orçamentos bilionários -, sejam feitas logo.
O presidente acha que se fizer mudanças a conta-gotas ficará sempre refém das insatisfações do centrão. Empurrando para o próximo ano a reforma ministerial, ele conseguirá fazer um arranjo que evite o favorecimento de uns em detrimento de outros.
A dúvida dos aliados é se Lula vai conseguir, com votações como a reforma tributária, das taxações das offshores e investimentos do super-ricos e o orçamento do ano que vem engatilhadas. O Centrão espera oportunidades assim para fazer suas exigências.
Que influência a produção dessas imagens dolorosas vem tendo na tomada de decisões dos últimos conflitos?
Ainda que tente, não consigo parar de ver fotos e vídeos de guerra. Não sei por que tenho feito isso, mesmo sentindo tanto desconforto. Talvez esteja tentando entender o que nunca poderá ser entendido. Talvez esteja tentando humanizar as notícias, dar a elas rostos e histórias, ainda que, paradoxalmente, veja esses mesmos rostos na velocidade constrangedora de um scroll. Ou talvez só esteja tentando aliviar a angústia dos impotentes com a movimentação débil de um dedo indicador.
Fui para a minha estante buscar ajuda. Lá estava Susan Sontag, com seu “Diante da dor dos outros”. Nessa obra, a autora comenta que durante muito tempo as pessoas acreditaram que, se o horror dos conflitos fosse vívido e real o bastante aos olhos do grande público, as guerras cessariam.
Sontag cita como exemplo uma tentativa feita por Ernst Friedrich, em 1924, com a obra “Guerra contra a Guerra!”. Este livro de fotos (à venda por um punhado de dólares na Amazon), lançado logo depois da Primeira Guerra, foi concebido para ser uma verdadeira terapia de choque, mostrando ao público fotos impactantes do campo de batalha e do seu entorno.
Focado em construir com imagens uma narrativa linear e persuasiva, o livro começa com fotos de soldadinhos de brinquedo (alguma dúvida de que o belicismo tem gênero? Até ontem dávamos aos meninos armas de plástico).
Segue com fotos de igrejas e casas destruídas, vilarejos arruinados, carros destroçados, enforcamentos, prostitutas seminuas em bordéis militares, soldados e civis mortos, corpos de crianças e, por fim, sepulturas. Tudo isso com legendas, por vezes cáusticas, em quatro idiomas.
A parte mais forte da edição fica no meio dessa narrativa, em uma seção nomeada “Faces da Guerra”, com 24 closes de soldados com os rostos deformados por cicatrizes —hoje essas imagens estão a um Google de distância de qualquer pessoa e seguem sendo extremamente perturbadoras.
Após o lançamento, o libelo antibeliscista foi denunciado por veteranos de guerra e organizações patrióticas e recolhido de diversas livrarias. Ainda assim, foi celebrado em alguns países, com dez edições na Alemanha e traduções em diversas línguas, fazendo com que muitos pacifistas acreditassem que sua circulação teria uma influência decisiva na opinião pública no sentido de evitar futuros conflitos. Alguns anos depois, estourava a Segunda Guerra.
Estamos falando de uma publicação que foi distribuída apenas em uma parte do mundo. De qualquer forma, parece haver nessa tentativa frustrada de conscientização alguma universalidade.
Desde o ano em que “Guerra contra Guerra!” foi lançado, a produção de imagens deu um salto. Se antes as fotos eram poucas, reveladas em papel filme, impressas em edições de alcance limitado e atreladas a algum custo, agora vemos imagens produzidas em tempo real, a câmera muitas vezes na mão dos civis durante o ataque, o quadro tremido por fugas e explosões, o rosto dos narradores se comunicando de forma veemente ou desesperada a um palmo do nosso, com dezenas, centenas ou milhares de comentários e replicações. Que influência a produção dessas imagens dolorosas vem tendo na tomada de decisões dos últimos conflitos? Acredito que ainda não seja possível saber.
De qualquer forma, parece não haver horror e explicitude capazes de frear os infernos que desde sempre o homem inventa para si.
O Bar e Petiscaria Edmundo, como diria a “Vejinha’, fica lá na Avenida Erasto Gaertner, 1764 (cuidado pra não sair de fogo: é perto, pertíssimo do Material Bélico, na Base Aérea do Bacacheri) e atende diariamente das 17h até o último bebum de plantão, que ninguém é de ferro.
É um dos barzinhos mais frequentados da cidade e, bah, sua clientela é eclética e o lugar está sempre cheio. Por isso, é bom chegar cedo, mas não muito cedo porque eles não servem café da manhã.
O Zé, um dos filhos, assumiu o boteco depois que o Edmundo subiu pra servir baiacu aos anjos, mas a atração da casa ainda é o buchinho à milanesa, bem temperado pra descarregar as cervejas do depósito.
Antigamente era cobrado couvert artístico, pois o camarão de Guarapuava vinha cantando no prato e os artistas que atendiam eram todos da numerosa família do Edmundo, sempre de chinelos e com um palito entre os dentes.
Se não me engano o endereço do bar é o mesmo há 27 anos. Não tem e nunca teve música ao vivo, não há nenhum objeto antigo decorando as paredes, sem carta de bebidas, o estacionamento é a Erasto Gaertner sem manobristas, necas de pitibiriba de ar condicionado e quem quiser comer um frango ao molho pardo é só descer duas quadras, atravessar a rua e ir ao Pantagruel.
É um bar típico de periferia e, pasmem, durante os séculos que este humilde abstêmio que hoje vos fala frequentou o pedaço, não presenciou um arranca-rabo sequer, nenhum trancetê ameaçador, a não ser quando o Jaguar, numa noite destemperada, espantou o Dante Mendonça para fora do estabelecimento, pondo fim à uma bebedeira colossal que só teve um final feliz graças à intervenção de duas ou três cervejas geladas e algumas porções de camarão-abraçadinho.
Mijar lá, antigamente, era um sacrifício. Além de eternamente ocupado, o banheiro masculino era tipo quartel e a lâmpada estava sempre queimada. E quem é que com meia dúzia de caipirinhas conseguia urinar numa privada de quartel no escuro?
Diz que no Edmundo era proibido levar mulher feia. Bucho, só o da casa. E à milanesa. Espero que o Zé (onde anda o Juarez?) continue atendendo como o Edmundo nos velhos tempos, não deixando o cascudo fritar demais, não esquecendo de colocar bacalhau no bolinho-de-bacalhau e mantenha o bar com cara de bar de garagem que o Bar do Edmundo sempre teve.
Tenho a impressão que a Maí Nascimento errou de Luiz Antonio quando encomendou este texto. Outro Luiz Antonio, o Guinski, era mais assíduo nas visitas à conhecida petiscaria. Tão assíduo que acabou casando com a Cintia, uma das filhas do Edmundo. Vou ficando por aqui senão o Sérgio Mercer vai achar que tô querendo tomar o lugar do Barão de Tibagy. Além do mais, o único sujeito credenciado para contar histórias de botequim em Curitiba é o bardo Nireu Teixeira. E tenho dito.
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