Bette Davis e Joan Crawford foram estrelas de Hollywood das décadas de 1920 a final dos anos 1960. Estrelas de fama equivalente e de uma rivalidade que cultivaram até a morte. A rivalidade era feita de gestos de Joan e palavras da desbocada Bette. Ao fim da vida chegaram a filmar “What ever happened to Baby Jane?” sobre duas irmãs estrelas de Hollywood, a mais velha decadente, a mais nova paraplégica, mas com história de sucesso. Contracenaram com exemplar profissionalismo, no qual Bette foi envelhecida para fazer a irmã rancorosa e abusiva de Joan, mais nova e bonita no filme. Na vida real Bette não perdia oportunidade de criticar a rival Joan, que falava pouco e se promovia bem. A coisa azedou quando as duas estavam para se divorciar dos maridos, mas Joan antecipou-se para ganhar a primazia da manchete. Nessa hora Bette soltou a frase que ficou na história: “Joan Crawford transou com todos os machos de Hollywood, com a única exceção de Lassie”. Joan era conhecida como onívora e pegadora. A cachorra Lassie era a estrela da série de cavalaria do Oeste dos EUA.
Chanceler comenta prazo dado por Israel para que palestinos deixem Cidade de Gaza
Sem citar o grupo terrorista Hamas, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira (foto), disse na sexta-feira (13) que o Brasil recebeu com “decepção” o prazo de 24 horas dado por Israel para evacuar o norte de Gaza.
O pronunciamento do chanceler do governo Lula — alinhado ao autocrata russo Vladimir Putin, que ordenou a invasão da Ucrânia — ocorreu após a sessão do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre a guerra entre Israel e o Hamas.
“Como as Nações Unidas declararam, isso pode levar a níveis sem precedentes de miséria para civis inocentes. Estamos acompanhando de perto a situação dos cidadãos brasileiros em Israel e na Palestina”, afirmou.
Na sexta-feira, as Forças Armadas de Israel ordenaram aos civis da Cidade de Gaza que deixem suas casas em direção ao sul em até 24 horas. Ao menos 677 mil pessoas moram na cidade.
O Tribunal de Contas da União arquivou pedido da oposição sobre informações de presentes recebidos por Lula e no exercício dos seus dois primeiros mandatos (2003 a 2010).
A solicitação do deputado Carlos Jordy (PL-RJ), líder da oposição na Câmara, foi feita ainda em março, em meio à descoberta de que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) incorporou a seu acervo pessoal joias que ganhou de autoridades da Arábia Saudita.
A justificativa do relator do caso, ministro Benjamim Zymler, foi de que o tribunal já avaliou uma auditoria feita pela Presidência da República a respeito da gestão patrimonial e dos acervos privativos dos presentes recebidos por Lula e Dilma.
Rádio Galena (cadeia de montanhas junto à costa) – Empresa particular, operando em OM, FM, bula de remédio e Mercedes Benz. Programação totalmente gravada, 32 horas diárias de bom humor e malícia, facécias, pilhérias e chistes. As chalaças cheiram a chamusco, alusões irônicas a todo instante, piadas picantes e situações macabras que fariam corar o Marquês de Sade.
Recomendável para quem operou amígdala recentemente. Música de Les Luthiers, composições de Johann Sebastian Mastropiero. Os locutores são todos mancos, não sabem crasear e estão com o pagamento atrasado há 36 meses. Entre quatro e cinco da tarde a emissora faz um minuto de barulho pela morte da poesia.
Foi a primeira vez que vi meus sogros juntando algumas roupas numa mochila para vir embora sem saber se um dia voltarão
“O único problema da viagem foi que eles não paravam de nos dar comida”, disse meu sogro, com o habitual bom humor, no alto de seus 88 anos, depois de uma viagem de 36 horas entre Tel Aviv e São Paulo, com escala no Recife. Ele e minha sogra, 83, estão entre os 494 brasileiros que o governo repatriou até o final da manhã desta sexta (13).
Chorei de alívio ao ver as imagens na TV dos dois descendo do avião da Força Aérea, com o auxílio dos militares que participaram da missão. Havia a bordo ajuda psicológica e todo aparato para atender os que estavam de passagem por Israel e alguns que, como eles, abandonaram parte de sua vida e de seus amigos.
Israel foi o refúgio da minha sogra quando, aos 16 anos, fugiu de injustiças sistemáticas, de perseguições e de detenções arbitradas pelo governo do Egito contra judeus-egípcios. O Brasil foi o destino de seu irmão, que mais tarde trouxe a família toda para viver por aqui.
Agora, Paula e Bernardo estão em casa. Depois de terem os voos comerciais remarcados e cancelados, contataram a embaixada em Israel e entraram na lista com mais 2.700 cidadãos, que devem continuar a retornar nas próximas semanas. Um esforço admirável do governo brasileiro, que prontamente se organizou para que todos voltem em segurança. Negociação mais difícil por aqueles que estão na Faixa de Gaza. Torço para que consigam escapar daquela região e dos horrores de uma guerra que sempre faz de inocentes as maiores vítimas, pessoas que querem apenas viver em paz. Dos dois lados.
Não foi a primeira vez, em mais de 10 anos de convívio, que acompanhei com aflição a rotina de misseis no céu de Israel e as idas e vindas dos meus sogros para bunkers no meio da noite. Mas foi a primeira vez que os vi juntando algumas roupas numa mochila para vir embora sem saber se um dia voltarão. Embarcaram num avião devido à gravidade inédita da situação, às imagens de horror, ao acordar num país em guerra.
Foi também a primeira vez que senti o antissemitismo tão explícito e generalizado. Qualquer declaração de solidariedade em relação aos brutais assassinatos no sábado da manhã de 7 de outubro foi cobrada imediatamente com uma conjunção adversativa. Bandeiras, muitas justas, sim, foram levantadas quando vítimas ainda eram fuziladas. Não é só uma questão de timing, é pura desumanidade de quem cobra humanidade dos outros. O ódio brutal que cega e não os deixa ver que muitos judeus de todas as nacionalidades querem para si e para palestinos o mesmo: viver com dignidade.
Judeus de todas as nacionalidades tiveram o direito à dor negado porque, afinal, os palestinos sofrem há décadas. Judeus de todas as nacionalidades são culpados pela política de Netanyahu. Judeus de todas as nacionalidades têm que chorar em silêncio pelos seus que foram mortos, estuprados, carbonizados, decepados porque fizeram por merecer. Não é mera retórica. As redes sociais estão cheias de declarações assim. Na foto de uma brasileira morta li o comentário de outra mulher que dizia “já vai tarde”. É a politização da barbárie. A naturalização do horror. Na cabeça de muita gente, para demonstrar empatia a uns é preciso demonizar outros. O ser humano será engolido por elemesmo.
Para fornecer as melhores experiências, usamos tecnologias como cookies para armazenar e/ou acessar informações do dispositivo. O consentimento para essas tecnologias nos permitirá processar dados como comportamento de navegação ou IDs exclusivos neste site. Não consentir ou retirar o consentimento pode afetar negativamente certos recursos e funções.
Funcional
Sempre ativo
O armazenamento ou acesso técnico é estritamente necessário para a finalidade legítima de permitir a utilização de um serviço específico explicitamente solicitado pelo assinante ou utilizador, ou com a finalidade exclusiva de efetuar a transmissão de uma comunicação através de uma rede de comunicações eletrónicas.
Preferências
O armazenamento ou acesso técnico é necessário para o propósito legítimo de armazenar preferências que não são solicitadas pelo assinante ou usuário.
Estatísticas
O armazenamento ou acesso técnico que é usado exclusivamente para fins estatísticos.O armazenamento técnico ou acesso que é usado exclusivamente para fins estatísticos anônimos. Sem uma intimação, conformidade voluntária por parte de seu provedor de serviços de Internet ou registros adicionais de terceiros, as informações armazenadas ou recuperadas apenas para esse fim geralmente não podem ser usadas para identificá-lo.
Marketing
O armazenamento ou acesso técnico é necessário para criar perfis de usuário para enviar publicidade ou para rastrear o usuário em um site ou em vários sites para fins de marketing semelhantes.
Para fornecer as melhores experiências, usamos tecnologias como cookies para armazenar e/ou acessar informações do dispositivo. O consentimento para essas tecnologias nos permitirá processar dados como comportamento de navegação ou IDs exclusivos neste site. Não consentir ou retirar o consentimento pode afetar negativamente certos recursos e funções.