Mural da História – 2009

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Flagrantes da vida real

Mostra Fátima Ortiz, teatro José Maria Santos. © Maringas Maciel

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Flecha Loira

© Glória Flügel

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Para fazer andar

Aliados de Arthur Lira (PP-AL) preparam um movimento de frentes parlamentares na Câmara e de lobbies de interesses variados, para pressionar internamente o Congresso a avançar com a PEC de reforma administrativa.

Segundo parlamentares envolvidos na mobilização, a proposta de emenda à Constituição está praticamente pronta. Prevê a manutenção da estabilidade no emprego para os servidores públicos, a possibilidade de reduzir salário e carga horária se houver uma crise fiscal e a possibilidade de demissão mediante avaliação de desempenho.

Não é uma medida prioritária para o governo Lula, longe disso; nem é um assunto que o presidente gostaria que fosse tratado pelo Congresso durante o seu mandato. Como o Bastidor informou, na articulação política o tema é visto como uma tentativa de emparedar o governo.

Parte dos ministros petistas é contra qualquer debate. O ministro Fernando Haddad (Fazenda) já disse que não é mexendo no funcionalismo que vai ajudar o Estado a gastar menos ou a arrecadar mais. Há, porém, quem ache que o governo precisa participar das discussões.

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Mark Twain e a ironia das descobertas marítimas

Os mares da Terra já eram suficientemente navegados para que Cristóvão Colombo, em 1492, reclamasse o pioneirismo quanto à travessia do Atlântico. Os livros escolares estão cheios de aventuras do intrépido conquistador, atribuindo-lhe, inclusive o injusto título de ‘poedeira de ovo em pé do ano’. As marolas históricas são tão desencontradas que qualquer cidadão menos avisado embarca numa onda de engulhos e mal-estar. Aceita um Engov?

Não, obrigado. Estou só olhando!

Com o vasto e proceloso Atlântico pela frente, Colombo animava a tripulação quanto ao sucesso da empreitada. Porém, depois de quatro dias no mar, a agulha da bússola ficou doida. Colombo acalmou a tripulação dizendo que isso era devido à Estrela Polar. Ele e o mundo desconheciam as variações magnéticas. Inadvertidamente, a frota de três caravelas foi descobrir o Novo Mundo. No dia 12 de outubro de 1492, ele rebatizou de São Salvador uma ilha que os indígenas chamavam de Guanahami. Quando já estava no fim dos seus dias, Colombo ainda acreditava que as ilhas descobertas ficavam na costa oriental da Ásia! Acredita?

Não, obrigado. Estou só olhando!

Nem morto Colombo parou de viajar. Morreu em 1506, em Valhadolid, Espanha. Foi sepultado num mosteiro de Sevilha. Quando, 30 anos depois, seus feitos foram reconhecidos, foi trasladado para a República Dominicana. No século XVIII, um descendente dele o levou para Havana. Diz-se que foi novamente levado para Sevilha, mas em 1877 descobriram uma urna sob a Catedral de Santo Domingo com a inscrição C.C. A. Como já imperava a fome por dinheiro, pegaram as cinzas da urna e fizeram dois medalhões para vender em 1973. Não obtiveram preço algum. Compra?

Não, obrigado. Estou só olhando!

Sobre se Colombo foi mesmo o primeiro a navegar tão longe no Atlântico, Mark Twain disse: “As investigações de muitos comentadores já tornaram esse tema suficientemente obscuro e é provável que, se prosseguirem, em breve nada saibamos sobre o assunto.”

Sabe-se que, um ano depois da morte de Colombo, deram o nome de América ao continente por ele descoberto. Homenagem a Américo Vespúcio, um mercador italiano bem obscuro. Valeu?

Não, obrigado. Estou só olhando!

*Rui Werneck de Capistrano é descobridor dos sete bares

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Eu odeio Millôr

O Humor morreu / como dá depressão / foi indo e se perdeu / num grande vagalhão / de textos vãos / E o pior, Deus! / É que o filet minhão / o Millôr já escreveu Millôr Fernandes, como eu te odeio. Sua inteligência afiada, sua criatividade infindável, suas observações perfurantes. Tudo isso não passa de uma afronta ao meu próprio ser carente de genialidade.

Como é possível alguém possuir tantas virtudes e me deixar aqui, um mero comediante de aldeia, lambendo as feridas da dor de cotovelo?

Não, não consigo suportar sua versatilidade. Enquanto me debatia em minhas tentativas comezinhas de humor, você desenhava, escrevia, pintava, atirava suas flechas de sagacidade em todas as direções. E, é claro, o público adorando tudo, enquanto luto para arrancar um risinho de canto de boca de meia dúzia de seguidores (ainda) fiéis.
Sua coragem é outro ponto que me revira o estômago, Millôr Fernandes. Você nunca teve medo de enfrentar os tabus e quebrar as barreiras sociais com seu sarcasmo. Eu, por meu lado, fico trancado em minhas limitações, mal conseguindo formular uma piada sem que ofenda a avó de alguém.

E a longevidade na carreira então? Mal consigo manter um emprego, e você, década após década, enriquecia a raça com um humor que beirava a profecia. É como se o tempo tivesse medo de tocar em você, enquanto em mim ele pinta cabelos brancos como punição por não ser capaz de criar algo que se compare à sua fineza de espírito. Seu frasismo, neologismos, inovações linguísticas são uma ofensa direta ao meu escasso dicionário. Esboço palavras, busco inventar algo minimamente engraçado e crítico ao mesmo tempo. Já você é essa linha de montagem de expressões que ecoarão para sempre na língua portuguesa, me deixando com a sensação de que todas as palavras já foram tocadas por sua lapiseira.

Muito se fala de seus textos jornalísticos, contudo, poucos souberam ir tão fundo na dramaturgia. Isto me enraivece ainda mais. O Homem do princípio ao fim, A viúva imortal, Flávia, cabeça, tronco e membros, Liberdade, liberdade, A História é uma história. Fora as traduções de Shakespeare e outros clássicos. Arre!

O pior de tudo, Millôr Fernandes, é que você fazia isso tudo com o pé nas costas, como se o mundo inteiro fosse uma grande piada que só você compreendia. Reviro-me em minha própria amargura e invídia, e você mostra ao mundo que a inteligência e o humor podem coexistir em uma sinfonia perfeita. Por isso, senhor Millôr Fernandes, estou o execrando no dia do seu centenário. Eu o desprezo por ser um farol em meio à minha ilha de pequenez. E, apesar de todos os meus esforços, sei que nunca chegarei nem perto de seu esplendor. Ah, Millôr Fernandes, como eu te odeio!

Nota de rodapé: porém, como dizem os filósofos das redes sociais, isso não deixa de ser uma forma de amor.

(Publicado originalmente no Estadão, 16/08/2023 )

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Onde cair morto

“Ele não tem onde cair morto” – o senador Flávio Bolsonaro, primogênito, 01, da família genocida, defende o irmão Jair Renan, o 04, raspa de tacho, na investigação policial pelo esquema de estelionato com empresas de fachada e laranjas fictícios.

Flávio é de longe o único da família com alguma aptidão ao raciocínio abstrato, com sobra depois de somados os QIs de pais e irmãos. Portanto o argumento de 01 tem que ser levado no rigor epistemológico e cartesiano. Se 04 não pode ser investigado porque não tem “onde cair morto”, todos os traficantes e assaltantes do Rio são inocentes; Flávio tem autoridade para dizer isso, pois é senador eleito pelo Estado, no qual foi deputado com vários mandatos. Então, no rigor do silogismo, bandido, vigarista, ladrão, operador de rachadinhas, é aquele que tem “onde cair morto”. Há coincidências que afetam a premissa de Flávio 01 e viciam de morte a conclusão. Seguem exemplos.

Todos os Bolsonaros têm onde cair mortos: com joias caríssimas, mansões em Brasília, como o senador (a mansão coincidentemente foi comprada pelo mesmo valor das joias sauditas, R$ 16 milhões). Até o carente, inocente e hipossuficiente Jair Renan comprou mansão em Brasília, em seguida à compra de Flávio e antes de sua mãe fugir para a Noruega (depois de fraudar a justiça eleitoral candidatando-se a deputada quando perdera a nacionalidade por naturalização). Então o silogismo de 01 é mais furado que as frases e a moral do pai e das duas últimas senhoras Bolsonaras. Uma coisa é insofismável: todos os Bolsonaros têm onde cair mortos. Incluído Jair Renan.

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Balas perdidas

 cosmos

– querido, o que serão essas
radiações cósmicas de fundo?
– nada, querida,
é só um rádio-ruído fóssil
atribuído ao Big Bang
provocando acidente gravitacional
de incalculável proporção
uma estrela passou pertinho do Sol
fotografados
dois berçários de estrelas
e cinco ralos sugadores de matéria
Luas geladas de Saturno,
afinal Febe é um asteróide
ou não passa de um cometa morto?
na Planície da Utopia,
viking faz análises químicas
em seu laboratório portátil
buscando a confirmação
de formas de vida
elementares

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Lula quer resgatar o 7 de Setembro das ameaças dos bolsonaristas

Verde e amarelo sem golpe. Nos anos em que Jair Bolsonaro esteve na Presidência, uma data nacional como o 7 de Setembro, que destaca as Forças Armadas, virou motivo para ameaças aos opositores e bravatas contra a democracia. Para este ano, o primeiro dia de desfiles militares do terceiro mandato do presidente Lula tem sido monitorado com reforços por Polícia Federal e GSI (Gabinete de Segurança Institucional).

O discurso do presidente na Esplanada dos Ministérios está mantido, ao lado do ministro da Defesa, José Múcio, e dos comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica. O policiamento será ostensivo e a atenção redobrada, afinal os ataques golpistas do 8 de Janeiro continuam sendo investigados. Nas capitais São Paulo e Rio de Janeiro, a segurança fica a cargo das polícias militares, e ainda não houve pedido para autorização de manifestações. Depois da cúpula do Brics, na África do Sul, Lula e comitiva estarão em Luanda, em Angola, um dos países africanos com os quais a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, negocia a expansão de intercâmbios estudantis.

Primeiro leilão do novo PAC. O Ministério dos Transportes e a Agência Nacional de Transportes Terrestres realizam nesta sexta (25) o leilão do primeiro lote de rodovias do Paraná. Marcado para começar às 14h na Bolsa de Valores brasileira (B3), o leião é o primeiro do governo Lula no setor de estradas, com nova modelagem, após o lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

O lote tem 473 quilômetros de rodovias, quatro federais e três estaduais, e o contrato de concessão dura 30 anos. No momento, as vias não possuem uma concessionária responsável. O governador Ratinho Jr. (PSD), do Paraná, disse que duas grandes empresas se habilitaram para a disputa.

Policiais penais marcados para morrer. No Ceará, uma operação policial deflagrada na terça (22) para combater uma facção criminosa descobriu que policiais do sistema penitenciário estavam ameaçados de morte. O delegado Iuri Conti suspeita que os agentes foram “linha dura” no contato com os presos da facção e viraram alvo. Continue lendo

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Os arquivos implacáveis do Neri da Rosa

Jamil, Judite Magalhães, Ivo Rodrigues e Toninho Vaz, Passeio Público, 1977.

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Mural da História – 2019

Linguagem chula é a linguagem descuidada, repleta de termos vulgares ou de palavrões, muito utilizada por Jair Bolsonaro, que nunca soube o que é Liturgia do Cargo.

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Nina Gitc. © Zishy

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Ex-assessor de Bolsonaro nega envolvimento em falsificação de cartões de vacina

O sargento do Exército Luis Marcos dos Reis presta depoimento à CPMI do 8 de janeiro nesta quinta-feira (24)

O sargento do Exército Luis Marcos dos Reis, que integrava a equipe da Ajudância de Ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), negou durante depoimento à CPMI do 8 de janeiro nesta quinta-feira (24) ter participado do esquema de falsificação de cartões de vacina de Bolsonaro, familiares dele e assessores do governo. Reis está preso desde maio após operação da Polícia Federal (PF) sobre as fraudes nos cartões envolvendo o ex-presidente.

Jamais tive ou tenho envolvimento direto ou indireto, ou mesmo conhecimento, sobre suposto esquema de falsificação de cartão de vacinação envolvendo o nome do ex-presidente ou qualquer membro de sua família“, disse o sargento do Exército que atuava na equipe de Mauro Cid, na Ajudância de Ordens de Bolsonaro. Mauro Cid foi preso na mesma operação sobre os cartões de vacinação.

Ainda durante o seu depoimento, o sargento negou qualquer tipo de envolvimento nos atos do 8 de janeiro. “Não financiei, planejei, coordenei, estimulei, instruí ou dei suporte ou tomei parte de qualquer ato preparatório ou executório”, completou.

Quebras de sigilos

Antes do início do depoimento de hoje, a CPMI aprovou requerimento para reconvocar o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. Além disso, o colegiado aprovou a quebra dos sigilos fiscal, telefônico e telemático da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) e do hacker Walter Delgatti Neto.

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