Hoje!

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Ugh!

Antonio Thadeu Wojciechowski (pataxó polaco) e Marcos Prado (waurá). Foto do caigangue amigo.
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Todo dia é dia

Essa garota quando pensa em mim
Me desconcerta
Vira uma flor aberta no jardim
Um assovio na rua deserta
Há muito tempo que aprendi a ler
Seu pensamento
Feito um silêncio antes de chover
Feito perfume quando bate um vento

Se uma palavra brilha no jornal
Se uma gotinha cai do lambrequim
Tenho certeza é mais um sinal
Que essa menina tá pensando em mim

Paulo Vitola

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Ela, na moldura

Amy-a ou deixe-a. Foto sem crédito.
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Cesar Marchesini

Gazeta do Povo.
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Goiânia Humor

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Fim do agosto do poeta

Foto sem crédito.

tentar começar
mas já começar
pelo meio
pra dizer a que veio
o começo
talvez fique no meio
ficando pelo meio
se é que disse a que veio
é só começar
e ir ficando por aqui
porque aqui
já pode ser o meio

solda

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Foto de Alberto Melo Viana.
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Hoje

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Um multiartista à procura da simplicidade

O “Rei do botão”: um criador de múltiplas artes
e um contador de histórias. Foto de Lina Faria.

Parece que até o número da barraca foi escolhido especialmente pra ele: “51, uma boa idéia!”, diz Hélio Leites, confiando que não se trata de uma coincidência o lugar que ocupa na feirinha do Largo da Ordem todas as manhãs de domingo. Contrariando a correria delirante do típico ponto turístico de Curitiba, o artista enxerga beleza em cada detalhe ao seu redor.

Hélio é um criador de múltiplas artes: esculturas minimalistas, performance, poesia, teatro e contação de histórias. Um micro mundo feito de “personagens” de palitos de fósforos, botões, bonés e latas de sardinhas. O “Rei do botão” é um contador de histórias e se vale dessa sua capacidade de imaginar para criar metáforas em lugar de descrever as coisas com rigor e precisão.

A movimentação na sua barraca não cessa – o que chama a atenção à primeira vista é a beleza das obras, ou “inutensílios” (como ele mesmo gosta de chamar). Depois de se aproximar e ficar por, ao menos meio minuto, somos envolvidos pelas suas palavras e causos sobre as coisas do mundo. “Todo o esforço recompensa, às vezes não é com dinheiro, mas com um lindo céu azul”, diz, olhando para cima.

Aos que chegam, ele presenteia com um botão, “mas não é botão de roupa, que serve para juntar duas partes de tecido. É um botão que tem a função de unir as pessoas”, esclarece o artista. E também o formato não lembra o artefato tradicional, o micro botão é um pequeno pedaço de papel adesivo com desenhos que lembram um amuleto.

Tem gente que diz que dá sorte, outros guardam pela delicadeza do gesto ou pelos desenhos, como o do poeta Fernando Pessoa ou do trabalho Marinhas Arqueologia da morte, do fotógrafo Orlando Azevedo.

Quase tudo pode servir de base para ele sacar respostas criativas frente ao engessamento dos fatos do dia-a-dia. “Uma vez um cara passou por aqui, me deu um vidro de remédio vazio e perguntou se eu poderia usá-lo para alguma coisa. Daí eu fiz o santo remédio”, conta, mostrando o vidrinho com uma mini-escultura de um santo dentro do conta-gotas.

Ainda no setor de “medicamentosos”, ele inventou a injeção psicolúdica ou injeção de ânimo recheada com uma miniatura de São Francisco. “Você é maravilhoso”, diz um homem que se acumula em meio a tantas pessoas para conhecer o trabalho do artista. “O Hélio é iluminado, é pura compaixão. E o melhor é que ele nos faz dar boas gargalhadas”, diz Christiane Mikoszewski, vizinha de barraca que fabrica sandálias orgânicas.

A própria figura dele diz muito sobre essa personalidade singular. O impagável topete grisalho, outro personagem de suas performances, está quase debutando. São 14 anos cultivando o pedaço de cabeleira que, por vezes, fica escondido no boné e, em outras, salta de lá feito uma caixinha-surpresa.

Os feitos do “significador de insignificâncias” adicionam sabedorias poéticas ao cotidiano caótico. Ele é o criador do Museu do Botão, um micro museu itinerante instalado em uma capa cravejada de botões, da ASSINTÃO (Associação Internacional dos Colecionadores de Botão) e é um dos fundadores da Escola de Samba Unidos do Botão.

Outra criação é a Igreja da Salvação pela Graça cujo lema é “Deus é humor!” O hinariador é o músico Carlos Careqa, a ogan é a artista Katia Horn, tendo a “Rainha dos papéis” Efigênia Rolim como madrinha e Hélio como pregador de botão. O último “culto anual” aconteceu no ano passado e terminou por força das circunstâncias, como explica Hélio: “As pessoas levavam um baque ao descobrir que Deus também é humor, então preferimos encerrar as atividades. Agora pretendemos lançar um CD para que o culto possa ser feito em casa”.

Com a sua gentileza, a proposta do artista é ver e mostrar o que mais ninguém percebe, com o humor refinado e os esforçados jogos de palavras. Em um artigo, Paulo Leminski escreveu sobre o artista com essa característica de um homem que não se prende aos padrões estabelecidos: “Moderníssimo, fundindo gesto e performance com o emprego de material reles (perdão meus botões!) e “mail-art’, Lete (e a Assintão) vai conduzindo uma das experiências criativas mais importantes que tenho visto por aí, bem mais instigante e original que muitas vernissages de artes plásticas que não vão além do simples artesanato (ou industrianato, em muitos casos…).” Leminski termina o texto com uma irônica profecia: “Ontem, o botão. Hoje, o assobio. Amanhã, o mundo”. O Estado do Paraná.

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Hoje

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Solda

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Poluicéia Desvairada!

Vista com pastilhas. Foto de Lee Swain.
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Hoje

Roberto Prado. Foto de Newton Maringas Maciel.
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